<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010</id><updated>2011-07-07T18:58:05.028-03:00</updated><title type='text'>Inter Eterno</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>211</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6855665080991291796</id><published>2009-12-21T19:07:00.001-03:00</published><updated>2009-12-21T19:10:23.895-03:00</updated><title type='text'>Toda a Síria ama Messi.</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível que a cena tenha passado despercebida pela grande maioria, mas não, definitivamente não a este que vos fala. Rolava então aquela dorzinha de cotovelo básica por não estarmos lá em Abu Dhabi no sábado (“incrível a audácia destes castijos”, pensei eu, “jogando de branco só porque é com o Barcelona...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, revelação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já iam altas as minhas conclusões sobre o jogo – inclusive com a certeza absoluta de que só um clube neste planeta seria páreo para os catalães naquelas circunstâncias -, apareceu aquela imagem, límpida, cristalina, plena de simbolismos: vestindo uma camiseta azul-grená com o logo da UNICEF gritando em amarelo, uma senhora rechonchuda, com feições nitidamente árabes, levantou para as câmeras do mundo inteiro uma cartolina feita a mão, na qual se lia que “all Syria (coração) Messi”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas what the...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos bem: o que teria levado aquela respeitável torcedora a agir daquela forma? Afora a muito improvável possibilidade de se tratar de uma ardorosa e obstinada fã do Barça, a imagem traduz à perfeição o futebol moderno e, principalmente, a sua gestão competente; é fato que a grande maioria do estádio era francamente a favor dos comandados de Pep Guardiola (e olha que eles estavam de...rosa) – para quem quiser pensar que as comemorações depois na Avenida Diagonal iam ficar desfalcadas, ema, ema ema; mas não nos enganemos, estimados(as) leitores(as): o Barcelona empatou o jogo a um minuto do final, naquele gol de pelada, não pelos milhares de ônibus que saíram de Girona e da Costa Brava, mas (i) em função do vacilo incrível da zaga platense e, mais importante, (ii) pelos milhares de Habibs que estavam ali emprestando os seus gogós também para xingar o General Franco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que até estava gostando do resultado: acho que seria um tremendo prêmio para Brujita Verón - fora que, enquanto o Barça perdia, a narração da partida não cansava de lembrar...do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui vamos finalizando, mas não sem antes deixar uma reflexão: quanto vale as tevês do mundo inteiro lembrarem que o Barça havia perdido este título três anos antes, para um time brasileiro, chamado Sport Club Internacional, que, vejam só, também vestia branco, etc., etc. e tal e coisa? Quanto ganha um clube em reconhecimento e receita pela simples divulgação passiva de ter estado lá em 2006 e ter subjugado estes mesmos astros do futebol mundial? A questão é da maior importância para nortear os objetivos do clube e da direção este ano. Sem erros, então, pois dá pra chegar lá de novo, coloradagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então era isso. Ano que vem eu quero ver a arquibancada coalhada de burcas vermelhas - dou de lambuja também uma senhora ou um barbudão à la Bin Laden lá no meio, mostrando orgulhoso ao mundo um cartaz onde se lerá “Andrezinho, we love you...” (como diria o meu cosmopolita, poliglota, viajado e largadão avô, S.Assis P.Ererê,“vem cá, tchê, não tem aí um quibe de costela gorda...?”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: boas entradas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas festas e excelente 2010 aos colorados e também aos nossos amigos do “jogo do contente”....!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé)."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6855665080991291796?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6855665080991291796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6855665080991291796&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6855665080991291796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6855665080991291796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/12/toda-siria-ama-messi.html' title='Toda a Síria ama Messi.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2625987775850506625</id><published>2009-12-17T18:14:00.000-03:00</published><updated>2009-12-17T18:15:35.470-03:00</updated><title type='text'>Uma nova esperança.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Sérgio cumpriu o prometido. Veio, ficou nem quatro meses, nos deu a vaga para a Libertadores e foi pescar no interior paulista. A escolha pelo “Vesgo” havia sido acertada. Acertada também foi, a meu ver, a contratação de Jorge Fossati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários elementos, direta ou indiretamente referentes ao uruguaio, me fazem comemorar a vinda do técnico ao Internacional. O primeiro fator é justamente o fato de o novo treinador colorado ser estrangeiro. Eram especuladas as vindas de Luxemburgo, Muricy, Abel, Dorival Júnior. Bons treinadores? Alguns mais do que outros, mas todos figuras já recorrentes. A chegada de um estranho no futebol brasileiro é definitivamente um acontecimento novo. E acredito que uma tentativa de inovação nunca pode ser vista como algo ruim. Píffero e Carvalho mexeram em uma realidade que, há muito, estava em marasmo. Louvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fossati chegou à capital nesta última segunda. Elegante, sóbrio, de simpatia moderada, concedeu entrevista coletiva, comentando sobre a forma que gosta de formar seus times, como trata seus jogadores e os adversários na Libertadores. O que se pôde notar foi um homem que quebra paradigmas já instaurados nas entrevistas pós-jogo. Diferente de Muricy Ramalho, consegue demonstrar claramente suas convicções, mesmo que divergentes, com educação. Ao contrário de Wanderley Luxemburgo, apresenta elegância e conhecimento sem vomitar arrogância. Não força amizade com os repórteres, muito menos inimizade. Não cometerá devaneios ofensivistas, tampouco retrancas homéricas. Um homem equilibrado, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito diretamente a seu trabalho em campo, o uruguaio demonstrou conhecimento importante sobre o elenco colorado. Citando por diversas vezes jogadores como Índio, D’Alessandro, Kleber e até Daniel, deixou claro que acha imprescindível o contato e a intimidade com o grupo. Ao mencionar que deseja “conhecer plenamente o grupo até o final de dezembro”, apresenta um interesse que pode andar de mãos dadas à vontade do Inter de vencer novamente a Libertadores. Libertadores, esta, que Fossati ainda não conquistou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante analisar, também, os bons retrospectos do treinador em seus clubes anteriores. Respaldado por alguns títulos nacionais, e pelas recentes conquistas da Sulamericana e da Recopa com a LDU, Fossati provavelmente imporá respeito no vestiário. Parece ser um profissional centrado, sério e competente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta, agora, esperar que comece o trabalho de Jorge Fossati no Inter. A expectativa é grande, a mobilização parece ser grandiosa em direção à Copa Libertadores. O grupo será mantido, reforços virão, a torcida está ansiosa e cobrando, mas de forma otimista, e não há o peso da necessidade de sucesso no Centenário. As chances estão todas aí. Fossati precisa, a partir de seu primeiro turno de treinamentos, sair da expectativa e ir em direção ao resultado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2625987775850506625?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2625987775850506625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2625987775850506625&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2625987775850506625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2625987775850506625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/12/uma-nova-esperanca.html' title='Uma nova esperança.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7560774029961953448</id><published>2009-12-10T14:19:00.001-03:00</published><updated>2009-12-10T14:22:25.920-03:00</updated><title type='text'>Agora é Guerra 2, a Missão.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para chegar ao bi da Libertadores em dois mil e dez, o Inter precisará de bem mais do que grandes contratações, vestiário disciplinado ou um novo treinador. Antes de reformar o time e suas circunstâncias pontuais, o clube precisa resgatar um pouco daquele espírito um tanto adormecido de dois mil e seis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ano, muitos dos pontos perdidos responsáveis por nos tirar o título de campeão brasileiro vieram por verdadeira falta de indignação com o resultado. Não que o Inter viesse sendo uma equipe de fazer pouco caso ou entregar partidas. Faltava, isso sim, algo além da mediania habitual, do senso comum, até da reles acomodação de cada dia: o Inter precisava tomar um choque e manter-se eletrocutado por uns seis meses. Como isso não ocorreu, do pouco até se fez muito e acabamos com o vice-campeonato, prova de onde esse time pode ir se almejar um título com uma santa, verdadeira e necessária fúria homicida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, admitamos: foi com a faca entre os dentes que o Inter cavocou sua vaga na Libertadores dentro de um Mineirão lotado há coisa de quinze dias atrás. Foi pensando no título possível que não tomamos conhecimento do Santo André, e fizemos quatro como poderíamos ter feito meia dúzia ou mais. Quando se depara com a necessidade vital de ganhar, de encarar um sim ou sim daqueles que definem vidas e campeonatos, o Inter vira algo como o time que a torcida quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí está o maior reforço possível para a Libertadores da América, a competição fundamental, ao nosso alcance e que pode cair na vida diária da província com o peso de uma bomba nuclear de fazer correrem em debandada os banheiros químicos que porventura tenham sobrado pelo Pampa afora. A opinião geral aponta e qualquer um sabe: perder ou vencer é do jogo, mas o Inter está na Libertadores para ser campeão. Não há um mísero conhecedor de futebol, por menos que dele saiba, capaz de negar essa nossa condição – e que faz desabar em um pânico convulsivo e mal disfarçado uma parcela importante e receosa da população gaúcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, voltando. O espírito de querer custe o que custar, se ressuscitado entre nós, será mais importante do que a mais bombástica das contratações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não viremos as costas aos defeitos do time, por favor: um zagueiro de velocidade, um lateral-direito e um grande atacante são necessários. Não se faz futebol sem qualidade. Mais fácil seria dar vida a dez clones de Guiñazu, mas mesmo assim, nada pode acudir mais o Colorado rumo a outro Mundial do que um espírito pronto para a luta. Em termos de gana, de vontade de vencer, em matéria de a bola representar um prato de comida, o último e derradeiro prato de comida possível, o Internacional precisa revisitar dois mil e seis. Sejamos cinematográficos: chegou a hora de um “Agora é Guerra 2, a Missão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diretoria do Internacional pode e deve ter pecado em alguns aspectos, mas não se lhe pode retirar uma qualidade indiscutível: ela sabe o caminho. É preciso reinventar-se, rever-se, reavaliar-se e daí extrair as mudanças essenciais que farão do Inter um time pronto para erguer de novo a taça mais importante do continente. Mas nada disso será feito sem uma dose grande de espírito, ou por outras palavras: o Inter precisa de novo apaixonar-se pela Libertadores. O sangue quente e obsessivo de três anos atrás precisa voltar a correr pelas nossas veias famintas de mais e mais glória continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário está armado, e o Inter é um de seus grandes protagonistas. Se nos dermos conta de encarnar essa necessidade vital que é a de querer mais do que qualquer um possa querer, tenho fé - o bicampeonato da América há de estar logo ali à frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7560774029961953448?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7560774029961953448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7560774029961953448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7560774029961953448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7560774029961953448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/12/agora-e-guerra-2-missao.html' title='Agora é Guerra 2, a Missão.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3537407643184526558</id><published>2009-12-04T15:08:00.001-03:00</published><updated>2009-12-04T15:10:31.595-03:00</updated><title type='text'>E que tudo mais vá para o inferno!</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que o Mário Sérgio, novo mais rico do Beira-Rio, 500 pacotes no bolso, deve colocar o Andrezinho na função do Andrezinho. Maldosamente, nem tanto, eu que tanto defendi D'Alessandro aqui neste espaço, tenho que admitir que ele deveria substituir o Guiñazu pelo Maicon mesmo, que seja, e deixar o portenho no banco. D'Alessandro é um sujeito que qualquer um que prestar atenção notará que ele tem o potencial de saber o que fazer com a bola. Só que não faz. Por que não faz? Não sei. Perguntem pra ele e aguardem uma resposta. Pesquisando descobrimos que foi assim em todos os times que passou. Por isso não se firmou em nenhum. Por isso não foi épico, apesar de ter atuações memoráveis, em nenhuma equipe que passou. D'Alessandro, com o perdão das comparações para os mais puristas, vai ser lembrado na história colorada como hoje lembramos Caíco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caíco era o 10 do povo. Da coréia. Da massa abstrata abismada embasbacada. Caíco era festa. Drible. Gols memoráveis. Caíco humilhava os adversários. Caíco era uma nesga de luz na sombra da Idade Média colorada. Caíco foi o herói de 1992. D'Alessandro, de 2008. Um trouxe uma Copa do Brasil auxiliado pelos gols do Gérson, goleador nato, precocemente morto. D'Alessandro deu show na Sul-Americana. Humilhou. Labobeou todos pela América. Mas ambos perderam-se em atuações medíocres. Perdidas. Atuações beirando a manemolência do futebol carioca mais arcaico e misantropo. D'Alessandro dribla, é cercado, dribla de novo, erra o passe, olha pro juiz, levanta os braços e troteia a la Fabiano Cachaça, mas sem a explosão que fez do último um gênio da raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essas e outras que Andrezinho deve ser o titular. Deve ser o titular mas deve ficar no banco de olhos vendados até o começo da partida. Mário Sérgio deve tirar suas vendas, e apropriadamente dois tampões de ouvido, só na hora dele entrar em campo. Deve dizer no pé de seus ouvidos que já passam dos 20 do segundo tempo. Andrezinho é o nosso Seabiscuit. Mário Sérgio, frequentador assíduo dos cavalinhos, deve conhecer bem o tipo. Só assim Andrezinho entrará em campo atropelando, dando passes certeiros, fazendo cruzamentos precisos e cobrando faltas que fariam o master Marcelinho Carioca babar do outro lado da quadra, quer dizer, do campo. Andrezinho tem o poder mítico dos sofridos. Dos reservas no canto do banco. Andrezinho é tão rodrigueano que nem parece ter sido criado na Gávea. O coxa-colada mais amado e ignorado do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santo André lutará certamente. Mesmo que não valha bater a bola nas placas de publicidade como no Showbol, mas lutará. Não pensem que será fácil. Não para este Inter. Para este Inter forjado em um mina de diamante e que gerou um belo saco de carvão pro churrasco depois da pelada de quarta-feira. Mas, com vontade e um pouco de reza, quem sabe para Santo André, o padroeiro dos pescadores, e consigamos pescar nosso sonho. Que Alecsandro, o grilo falante, pare de falar como um Pinóquio e faça gols. Que Sandro, futuro craque da Premier League, se despeça com honrarias. Que Lauro faça o óbvio. A zaga não se estresse à toa. E que deixem alguém cobrindo as subidas do Kleber porque talvez ele seja o nosso camisa 10. Imaginem só se Alex continuasse na lateral?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, encerrando a temporada, com humildade na medida certa e jogadores concentrados em vencer de qualquer jeito e por qualquer placar, alcançaremos o objetivo que nos restou em 2009. Garantir um lugar direto na fase de grupos da Libertadores de 2010. Sem volta olímpica. Sem choro. Simplesmente uma vitória no fim de tarde modorrento de dezembro em Porto Alegre. E, como diria Roberto Carlos, não aquele da ajeitada no meião: E que tudo mais vá para o inferno!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3537407643184526558?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3537407643184526558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3537407643184526558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3537407643184526558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3537407643184526558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/12/e-que-tudo-mais-va-para-o-inferno.html' title='E que tudo mais vá para o inferno!'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-883808231477612357</id><published>2009-12-02T15:56:00.001-03:00</published><updated>2009-12-02T15:59:04.249-03:00</updated><title type='text'>O Grêmio não vai entregar.</title><content type='html'>Por Andreas Muller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Souza cometeu o desatino de ir aos microfones com insinuações de que o Grêmio entregará a vitória ao Flamengo na rodada derradeira deste Brasileirão. Tcheco foi mais sutil: declarou-se feliz por não ter esse “problema” nas mãos, mas fez questão de lembrar um suposto corpo-mole institucional protagonizado pelo Inter em um confronto com o São Paulo no ano passado. E assim têm sido os gremistas desde o apito final do último domingo. De vossa majestade Duda Kroeff ao mais plebeu de todos os geraldinos, todos fazem questão de impregnar o ar com este cheiro de dúvida e de enigma, como se todos estivessem conspirando algo por trás das cortinas do reino da dupla Gre-Nal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é muito cômico, para dizer o mínimo. O Grêmio passou o campeonato inteiro sendo açoitado por todos os adversários que encontrou fora do Olímpico – inclusive os muito fracos. Mesmo assim, aí estão os gremistas, agora, agindo como se a esquadra tricolor fosse plenamente capaz de segurar o Flamengo dentro de um Maracanã em chamas. No delirante imaginário tricolor, vencer ou perder diante da irresistível força rubro-negra é uma simples questão de... escolha! Para surpresa de todos, o Grêmio deixou de ser aquele bichinho inofensivo fora de casa.&lt;br /&gt;Agora, na última rodada, o Grêmio se tornou uma máquina, um verdadeiro moedor de carne que até pode derrotar o Flamengo e só não o fará porque – vamos rir juntos – não quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, sejamos realistas: o Grêmio não vai entregar. O Grêmio vai simplesmente perder. Porque é ruim. Porque exala ruindade pelos poros e por cada furinho do dry-fit das camisetas da Puma. O Grêmio vai perder porque, jogando fora do Olímpico, é limitado nos discursos e até nas suas maiores pretensões. A polêmica em torno de entregar ou não entregar é apenas uma grande jogada de marketing: é a primeira vez desde o início de 2009 que se dá importância ao Grêmio fora do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conformem-se, amigos: o Grêmio será atropelado pelo Flamengo da mesma forma que seria atropelado por qualquer outro time neste Campeonato Brasileiro. E isso não tem nada a ver com a falta de ambições do Tricolor no certame. O Grêmio poderia estar disputando o título ou a fuga do rebaixamento e o adversário poderia ser a seleção de reservas do Asilo Padre Cacique. Mesmo assim, o Grêmio esmoreceria fora do Olímpico e entregaria os três pontos. É algo que está além da vontade da torcida, de dirigentes ou jogadores. É algo que está incrustado na camiseta tricolor e não pode mais ser negado: o Grêmio, hoje, é apenas um ilustre coadjuvante no futebol brasileiro. E sente-se muito bem nesse papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao Inter: não cabe à diretoria colorada reclamar da derrota inevitável do Grêmio. O Inter deveria apenas se resignar com a vaga na Libertadores e resguardar-se ao mais profundo e digno silêncio. Mais uma vez, perdemos esse título para nós mesmos. Resta torcer para que a diretoria aprenda com os próprios erros – que vêm se repetindo desde 2007, cronicamente – e saiba planejar todo o ano de 2010 sem cair de novo na tentação do desmanche milionário. Do contrário, em breve seremos nós que estaremos na infeliz posição de se “auto-secar” na busca de algumas migalhas de alegria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-883808231477612357?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/883808231477612357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=883808231477612357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/883808231477612357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/883808231477612357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/12/o-gremio-nao-vai-entregar.html' title='O Grêmio não vai entregar.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5478005805745369139</id><published>2009-11-30T16:15:00.001-03:00</published><updated>2009-11-30T16:17:30.432-03:00</updated><title type='text'>Culpem o Gum!</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data é treze de junho de 2009, sexta rodada do Brasileirinhas 09. Um Inter recheado de reservas, em meio à decisão do título da Copa do Brasil, recebe o Vitória. O placar não sai do zero. Ingênuos, não sabíamos. Mas naquela tarde fria de domingo, o Colorado, que dias após perderia a decisão da Copa para o MSI, também deixava escapar os DOIS PONTOS que nos separam do campeonato nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma luta árdua esta de não sagrar-se Campeão, é bem verdade. Face à inaptidão para a glória de nossos adversários, tivemos que nos esforçar deveras para não trazer para Porto Alegre este caneco que ninguém queria. Mas o colorado persistiu e, quase quarenta e cinco dias depois de empatar em casa contra o rubro-negro baiano, novamente no Gigante da Beira Rio, este mesmo Inter, agora completo, após terminar o primeiro tempo vencendo por 2 x 0, permitiu que o São Paulo de Hernanes e Jorge Wagner chegasse ao empate. Assim como permitiria dias depois que o Santos, na Vila Belmiro, igualasse o placar, apesar da noite inspirada de Alecsandro. Deixando pares de pontos pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta luta inglória nem as entidades ficaram incólumes. São Pedro, este herege, tem também sua parcela de culpa. Justo ele que, enquanto setembro se aproximava do fim, fez Porto Alegre emular um Arroio Dilúvio gigante, impedindo, juntamente com os interesses televisivos globais, que Inter e Flamengo jogassem algo parecido com futebol naquela tarde chuvosa de domingo, onde o placar também não saiu do zero. E nem poderia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já era outubro, o campeonato se aproximava do fim, mas o rol de culpados não parava de crescer. A bola da vez o Atlético-PR que, lutando para sair do Z4, veio ao Rio Grande e nos tomou mais DOIS IMPORTANTES PONTOS, em dia de muita transpiração e pouca inspiração para o pebolim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim chegamos na cereja do bolo (Pelaipe:2008). Já passa da metade do mês de outubro e o Inter vai ao Rio de Janeiro enfrentar um desacreditado Fluminense, então candidato de onze em cada dez torcedores ao descenso à divisão azul no final da temporada. Tudo segue conforme o combinado. Os vermelhos dominam e vencem até os quarenta e um minutos da etapa final. Momento no qual Diguinho arma a jogada, Sorondo espana o taco e GUM, aquele mesmo que outrora fora escorraçado da Padre Cacique por completa inaptidão para o ludopédio, marca o gol de empate. O gol que desacreditou a torcida e nos tomou os DOIS PONTOS que, com a chegada do natal, tanta falta fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, ainda deixamos mais alguns pelo caminho. Como em Barueri, quando naquela tarde de pataquadas de Lauro e falta de pontaria de Andrezinho, ficamos no um a um. Mas àquela altura tudo não passava de encenação, o crime já estava feito e atendia pela onomatopéica alcunha de Gum!. A esperada quarta estrela não viria mais para Porto Alegre. O Inter deixava, abdicava deste caneco que por tantas rodadas buscou um time para chamar de seu. Naquele momento estava cumprida a missão de não encerrar o ano como Campeão Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí está a última rodada deste interminável certame que não me deixa mentir sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora as notícias dizem que estamos na mão do nosso maior rival. Que tudo depende do tricolor, alguns chegam ao ponto de falar em dignidade do Grêmio. Que dignidade, cara pálida?! Por que falar em dignidade quando tratamos de um time que passa o ano inteiro amarelando fora de casa, que com a vitória de hoje recebeu o título de maior time caseiro da história dos pontos corridos? Que tem parcela de sua torcida torcendo contra há algumas rodadas, que canta “Meeeengo!” na saída do jogo e tem Souza bradando aos microfones que entregará o jogo no Rio de Janeiro. Que dignidade, meus caros?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reclamem do GUM, culpem a direção que, mais preocupada com os cofres do que com a tabela, vendeu o time com o bonde andando e bancou a permanência de Tite por infindáveis rodadas. Reclamemos de D’alessandro, que jogou com vontade apenas dez por cento do campeonato, de Alecsandro, que ainda acha que é Nilmar. Reclamemos do juiz, de Fernando Carvalho, do Corinthians, do Papa, mas não do Grêmio. Pois este não ganharia do Flamengo, que vem de uma sequência de vitórias contra Palmeiras, São Paulo e Atlético MG, no Maracanã lotado, no jogo do título, nem se quisesse ou precisasse, nem se tivesse três goleiros. Nem parindo um elefante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A glória de nos tirar o caneco não é do Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem esta glória é do Grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5478005805745369139?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5478005805745369139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5478005805745369139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5478005805745369139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5478005805745369139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/11/culpem-o-gum.html' title='Culpem o Gum!'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6104386593319086010</id><published>2009-11-26T15:39:00.002-03:00</published><updated>2009-11-26T15:43:40.533-03:00</updated><title type='text'>Telemarketing.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô?- Bom dia. O senhor Internacional, por favor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o Sport Club Internacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim. É ele mesmo. Quem é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom dia, senhor Internacional. Estamos apresentando um produto para o senhor. É o Campeonato Brasileiro. É um modelo novo. Pontos corridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Campeonato Brasileiro? Não preciso. Já tenho três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor já tem três?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, senhora. Temos três. 1975. 76 e 79. Tu deve ser muito nova. Não lembra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois bem. Só que este campeonato que estamos oferecendo agora para o senhor é um novo modelo. Como já falei, é por pontos corridos. Um turno de ida e outro de volta. A equipe que mais pontuar ao final dos turnos é considerada campeã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Campeã? Assim, sem jogo extra? Sem mata-mata? Sem pênaltis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. O senhor tem que ver que este produto é inigualável no mercado. O Argentino, por exemplo, se por acaso o senhor estivesse interessado, custa a metade. Mas não é a mesma coisa. A verba da TV é menor. Os craques vão para a Europa ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas aqui também vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, o senhor tem que ver que para adquirir o nosso produto uma das condições é manter os craques. O senhor tem craques?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho. O D'Alessandro ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- D'Alessandro. D'Alessandro, D'Ale ... não consta no nosso catálogo. O senhor tem certeza que é craque?- Comprei como se fosse um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, o senhor é que sabe. Para adquirir nosso produto um craque que seja é necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oferecemos ao Palmeiras, ao Atlético Mineiro, São Paulo e Flamengo. O Flamengo tem craque. Nos fez uma proposta irrecusável. O Palmeiras não retornou as chamadas. E o Atlético desistiu na última hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o São Paulo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tem craque, mas também não está no Serasa como o Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nós também não estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não consta do seu cadastro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu sei. Bom, se é para ter craque, garanto que o D'Alessandro é craque. O Giuliano também. E ainda tem o Sandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor tem que convir que nenhum destes consta de nosso catálogo. Mas vamos confiar na sua palavra. Então, podemos contar com o senhor para adquirir o nosso produto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem nos indicou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Sobrenatural de Almeida. da parte do senhor Nelson Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Nelson? Rodrigues? Torcedor do Fluminense?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esse mesmo. Tem nos consultado muito ultimamente. Mas por outro produto. De segunda, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmmm. Sempre foi um bom freguês. Vamos pensar no assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor não pense muito. O produto está acabando e novas ofertas só serão aceitas em agosto do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Agosto, é? Não é um bom mês para fechar negócios. Pode me ligar na segunda? Na segunda nós não trabalhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser domingo? Por volta das cinco da tarde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cinco da tarde? Vou estar ocupado. Mas ligue assim mesmo. Talvez até lá eu tenha decidido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor é que sabe. O produto é bom e damos garantia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Garantia? Por quanto tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Praticamente uma eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eternidade, é? Bom. Nós somos eternos. Ligue domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obrigado pela atenção, informamos que esta ligação foi gravada e quaisquer dúvidas o senhor pode nos direcionar depois pelo nosso site www.impossível.com.br. Até mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6104386593319086010?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6104386593319086010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6104386593319086010&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6104386593319086010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6104386593319086010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/11/telemarketing.html' title='Telemarketing.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-416638343748618242</id><published>2009-11-25T10:17:00.000-03:00</published><updated>2009-11-25T10:19:42.118-03:00</updated><title type='text'>O Inter sendo o Inter.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus amigos, que maravilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes, os jogadores e dirigentes subestimam a experiência do torcedor no futebol. “O torcedor é passional”, bradam alguns. “Injusto”, falam outros. “A arquibancada só vê o lado ruim da coisa”, ainda completam certos arautos. Vamos e venhamos: que sacrilégio. Mesmo com seus defeitos endêmicos, com sua visão de apaixonado delirante, o torcedor é o rei do espetáculo. Mais do que ver, ele dramatiza o jogo e sente-o como uma fratura exposta, ainda mais quando está à frente de uma partida decisiva como a do último domingo, no Mineirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato: durante uma parte do campeonato, o Inter vinha jogando miseravelmente sem ser o Inter. Perdemos certas partidas por adotar a postura de um time medroso, manhoso, acabrunhado, mais cheio de pudores do que um colegial ardendo de puberdade ao encarar a vizinha pela fresta da janela. Era terrível: o Inter vinha num medo convulsivo de ser feliz. Mesmo quando ganhava ou empatava, tinha ares de uma acomodação interminável. Até que um dia, do nada, no momento mais necessário do campeonato, a letargia some, ou melhor: a letargia vai plantar batatas na esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega o momento de ir ao Mineirão lotado para praticamente decidir uma vaga à Libertadores. Durante a semana a torcida expunha o medo de que o time se retraísse, se desgovernasse e periclitasse morrendo à míngua na grama alta das alterosas mineiras. O próprio Mário Sérgio falava em jogar na defesa. Mas então se inicia o primeiro tempo, e o blefe monumental está maravilhosamente configurado: o Inter vai à frente, toca a bola no campo do Atlético, comporta-se claramente como o time dono das ações, que joga e faz jogar. Qualquer leigo, ao assistir aquele primeiros lances esparsos, diria sem hesitar: o time de vermelho é o melhor. Até que enfim, habemus equipe: o Inter estava sendo o Inter de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduzido por Guiñazu, Sandro, D’Alessandro e Giuliano (que quarteto!, que quarteto!), o Colorado vence o jogo, dita ritmo e dá cátedra. Temos uma equipe claramente superior em campo: não há torcedor colorado que, agora, não enxergue isso e aplauda o time. Naquele momento, o torcedor indignado com a covardia de outros momentos está seguro: o Colorado repetia contra o Galo uma atuação muito parecida a da derrota injusta contra o São Paulo – e por falar nisso, já naquele tremendo azar no Morumbi o time fora mais aplaudido do que em muitas outras vitórias duvidosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Atlético-MG está empurrado por uma massa fanática e interminável, e pressiona: o Inter mantém-se seguro e continua com a bola. Não há a menor dúvida de que, nas arquibancadas lotadas do Mineirão, todos sentem a enrascada na qual se metera o time da casa. Grande Inter! Inter de força, de tradição, Inter de calar grandes estádios em jogos decisivos e de grandes consagrações, como a de anteontem! Joguem fora as pranchetas: o futebol da arquibancada é um jogo empírico e emocional. E esse é o time o qual a torcida quer ver e ter de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os analistas talvez dirão o seguinte: Mário Sérgio teve uma recaída e mexeu errado ao tirar D’Alessandro, e com isso condenou o time a muitas dificuldades no segundo tempo. Estão certos, penso eu. Mas na dificuldade do jogo ainda mais sobressaltada, aí o Inter pode ensaiar uma ponta da consistência defensiva que se espera dos projetos de grandes equipes. Abaixo o mais do mesmo, a retranca feia, insossa e manca praticada por mais de metade do campeonato como medíocre filosofia de vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrapalhado pelo equívoco do comandante, o Inter teve então a brecha para tornar-se heróico. Há bicos e bicos na bola - a torcida, que sente o jogo, sabe disso. E depois de terminado o sufoco, nunca se vira um acidental ferrolho ao Deus-dará ser tão saudado numa segunda feira adentro como estratégia perfeita e acabada. Vencedor da partida improvável e terminal, o Inter fora de novo o Inter. Meus caros, eis a verdade: o torcedor conhece o jogo e aplaude o que viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso é tudo o que ele precisa saber.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-416638343748618242?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/416638343748618242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=416638343748618242&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/416638343748618242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/416638343748618242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/11/o-inter-sendo-o-inter.html' title='O Inter sendo o Inter.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7691090593922786009</id><published>2009-11-20T15:07:00.002-03:00</published><updated>2009-11-20T15:11:33.069-03:00</updated><title type='text'>No creo en las brujas, pero...</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional de 2009, do segundo semestre, um dos times mais brochantes dos últimos anos que passou pelo Beira-Rio, não pela qualidade intrínseca de seu grupo, mas pela falta de aplicação dentro do campo como deveria ter a de um clube como o Inter, corre o seríssimo risco de, acreditem, ainda terminar o ano em alta com a torcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu acredite que terminar o ano com a vaga (valeu aí, Rospide) seja um grande objetivo. Ainda mais se a vaga for a da repescagem da Libertadores, mas, mesmo assim, é bem menos pior que aguardar o sorteio da CBF pra ver se viajaremos à Rondonópolis, Ji-Paraná ou Campina Grande. E o campeonato de 2009 está tão absurdamente descontrolado que se a pedra cair no Papa-Léguas é capaz de o Coiote comer frango com polenta na janta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sempre vivo São Paulo se mantém, mesmo que não jogando lá essas coisas, na ponta. O Flamengo, que vem atropelando com a simplicidade do Andrade e a genialidade de Adriano e Petkovic, tem "sustança" pra atropelar também os tricolores paulistanos. O Palmeiras do Muricy deu uma ré e atropelou ele mesmo, os amigos, a família e o doguinho do vizinho. O Galo do Roth vem cambaleando mais que galo de rinha detonado de esteróides, levando lambada e bicada de tudo quanto é lado. O Cruzeiro segue tropicando nos jogos mais improváveis e orbitando às margens do G4. Restam o Inter e o Avaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Avaí? Sim, o Avaí. Três compromissos relativamente mais fáceis e o Avaí chega a 62 pontos. Parece improvável, mas não impossível. O Avaí ainda está vivo para terminar o campeonato no G4. Os outros abaixo ou jogam pela camiseta ou pela mala branca. Grêmio e Goiás ainda podem cometer alguns crimes. Daí pra baixo só o "imortal" Fluminense é que pode incomodar os outros jogando futebol além do óbvio daquele que esperam pelo décimo quarto salário de jogador desesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ... o Internacional. O Internacional! O que poderemos esperar do nosso Internacional? Tudo! E nada! Poderemos esperar ganhar as 3 e beliscar as primeiras posições? Poderemos ser campeões numa inusitada combinação estapafúrdia de resultados paralelos? Poderemos virar cabeça de chave no sorteio da Libertadores? Poderemos, enfim, vislumbrar alguns jogadores, figurões ou promessas, mostrando para que vieram e suando, sangrando e lacrimejando de dores para que o Inter vença? Sim! Poderemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como poderemos não jogar nada, entregarmos partidas contra equipes rebaixadas, fazer fiasco, enterrar promessas, sepultar nomes e sobrenomes de beladonas do grupo e escutar as mais notáveis desculpas esfarrapadas da história que depois serão publicadas em um compêndio autografado pelo Píffero e o Fernando Carvalho depois de sustentarmos um glorioso sexto lugar ao final de tudo. Sim! Também é provável que isso aconteça. Ou, como diriam os gênios Cleber Machado e Caetano Veloso, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nada a acrescentar, digo que minha mente racional me ensina que podemos nos classificar para a Libertadores e gremistamente comemorar com volta olímpica dia 6 de dezembro esta gloriosa conquista ou terminarmos em um inodoro quinto lugar. Minha mente ilógica de torcedor me diz que tudo pode acontecer, inclusive jogarmos bem e a torcida voltar a lotar o estádio e aplaudir os jogadores ao final dos 90 minutos, reavivando nossas esperanças abortadas para 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No creo en las brujas, pero...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7691090593922786009?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7691090593922786009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7691090593922786009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7691090593922786009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7691090593922786009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/11/no-creo-en-las-brujas-pero.html' title='No creo en las brujas, pero...'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5360821674373410371</id><published>2009-11-16T20:26:00.001-03:00</published><updated>2009-11-16T20:28:20.122-03:00</updated><title type='text'>Que não falte coragem no Mineirão.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior problema do Inter para o próximo domingo, nessa autêntica final de campeonato que nos aguarda no Mineirão, é que um empate pode acabar sendo bom resultado. Sim, meus caros, quem diria: uma crespa igualdade no placar pode manter o Inter na zona da Libertadores antes de dois jogos com times já rebaixados. Basta o Cruzeiro não vencer o Atlético-PR em Curitiba. Esse, talvez, seja o nosso maior empecilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É simples. A busca do empate é o maior convite à mediocridade do futebol atual. Aí está o meu receio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos: Mário Sérgio já demonstrou que é muito mais afeito a retrancar o time em vez de fazê-lo buscar o resultado. Contra o Santos, foi o Inter sofrer o gol de Neymar e pimba: o homem tascou Glaydson no time pouco tempo depois. Em outras partidas a mesma postura cautelosa em excesso nos prejudicou, e contra o Fluminense, no Maracanã, o Inter só começou a jogar algo parecido com futebol após a entrada de Marquinhos. Pena que havia um Gum pelo caminho. Ou melhor, dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, no Mineirão, o Inter precisará ser o time que se espera ele seja desde janeiro. Está na hora de botar a artilharia em campo. Chegou o momento de D’Alessandro, Kleber, Índio, Bolívar e Sandro – todos ou badalados, ou históricos no clube – mostrarem que estamos no momento de separar as crianças dos homens. É decisão. Vale muito, vale vaga na Libertadores, e com o poderio atual deste imenso clube, nós somos sempre time que se entra na Libertadores é para ganhá-la ou beliscar a taça, e ponto final. A coisa é séria, jogadores. Chegou a hora de decidir. No próximo domingo, faca entre os dentes é pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, palavras ao vento não vão mudar muita coisa. O Inter tem de ir a campo com uma formação racional e que ataque, e não pouco. Qualquer chance de sucesso, na minha opinião, passa necessariamente pela presença de dois meias e dois atacantes. Nada de Alecsandros isolados (até porque mesmo acompanhado a coisa já é complicada...), nada de “aproximações” virtuais dos “volantes-meias”, nada de apostar nas subidas de laterais constantes porque, até agora, o Inter de 2009 não conseguiu isso com regularidade. O colorado tem de ir para a frente com a bola, e ir para valer. Temos time para ganhar, e temos que jogar para ganhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos claros e didáticos: D’Alessandro, Giuliano, Marquinhos e Alecsandro precisam sair jogando, e Edu deve ser guardado para o segundo tempo se for necessária uma jogada extra de velocidade. Não quero ver o Inter precisar marcar gols sem atacantes em campo. Aliás, sobre Marquinhos, uma coisa é evidente: o titular agora é ele, e Taison é seu reserva. Ponto. Será inadmissível se Mário Sérgio optar pelo segundo em detrimento do primeiro. Até acho que não o fará, porque seria algo perto do inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer torcida de qualquer clube de futebol sabe o que ocorre em noventa e cinco por cento das oportunidades nas quais seu time entra em campo para empatar. Posso admitir uma derrota no Mineirão lotado, para o bom time do Atlético? Claro que posso. Mas não terei compaixão na análise se perdermos de maneira covarde, com trinta volantes em campo e dando bicos para o alto, esperando o jogo acabar. Está na hora de querer mais, bem mais do que o adversário, queira ele o quanto quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter tem que se fazer forte em Belo Horizonte. Forte, cascudo e pronto para tudo. Precisa estar atento atrás, óbvio, mas também tem de sair para o jogo para que os mineiros tenham medo e não se joguem com tudo para a frente. Sim, o filósofo estava certo: a melhor defesa é o ataque. Acomodar-se atrás perante oitenta mil atleticanos será algo como esperar um empate convencional que só por milagre virá. O Inter tem que se defender austeramente, quase de bombachas, e atacar veloz, montado em esporas, cortando o vento. Com a bola, para a frente! O resto é consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter está diante da sua final particular. Por isso, que não falte coragem no Mineirão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5360821674373410371?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5360821674373410371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5360821674373410371&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5360821674373410371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5360821674373410371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/11/que-nao-falte-coragem-no-mineirao.html' title='Que não falte coragem no Mineirão.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8205970170332436056</id><published>2009-11-11T15:14:00.001-03:00</published><updated>2009-11-11T15:16:32.998-03:00</updated><title type='text'>Onde surge o amanhã...?</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta altura do apocalipse, os(as) caros(as) leitores já devem ter se dado conta de que há pelo menos dois clubes que estão literalmente implorando para não ficar com o caneco de 2009: o Palmeiras e o...Inter. Melhor seria dizer que ambos parecem ter verdadeiro horror ao título, a julgar pelo que têm feito nas últimas rodadas. De fato, o morde-assopra colorado poderia até dar nome a filme pornô (já pensaram? “G4: entra-e-sai...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, a despeito das boas administrações e de uma já identificável “forma de pensar o futebol”, a verdade é que não temos muito o que mostrar ao mundo desde o paraíso de Yokohama. Não sei quanto aos(às) que lêem, mas o que me ficou daquela época foi a cara inchadona e vermelha do Abel desembarcando no Salgado Filho: o futebol empachado que o Inter praticou em 2007 foi o retrato fiel da expressão do nosso treinador ao descer do avião. Resultado: “agora sim, vou poder trabalhar” – seguramente, uma das frases mais infelizes já proferidas por um dirigente do Internacional -, e um técnico aprendiz de feiticeiro, que, talvez influenciado pelo próprio nome, nos deixou com um futebol meio “galináceo”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necas – parte II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, mostrando toda a convicção dos nossos timoneiros, Abelão, o Terrível, foi chamado de volta, ainda que (1) tenha jogado pela janela uma Libertadores a golpes de goleada em Buenos Aires e de Michel em campo, e que (2) tenha regressado apenas para nos deixar (novamente) pendurados no pincel em Recife, na Copa do Brasil, ensurdecido pela melodia ruidosa (e mal explicada) dos petrodólares. Começava ali a “Era Adenor”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Triste) Epílogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto está demasiadamente fresco na memória para necessitar um relato mais detalhado aqui: nas únicas vezes em que quiseram realmente demonstrar “atitude”, os homens do futebol colorado erraram ao manter o Sr. Bacchi (claramente desgastado) no cargo após a final da CB de 2009, e também ao ceder a seus dilemas existenciais com o Corinthians. Ao que tudo indica, após os mui esquecíveis anos de 2007 e 2008, FC perdeu um pouco a embocadura (o caso do vídeo contra os paulistas é emblemático): assim mesmo, não é razoável supor que ninguém tenha conseguido botar o Inter pra jogar sério em três longos anos – ou seja, alguém (além dos jogadores, é claro) não deve estar performando como deveria (apenas a título de curiosidade, vi lances da preleção antes da finalíssima da Sulamericana no DVD do “Nada Vai nos Separar” e, para dizer o mínimo, acho que aquilo dignifica ainda mais a conquista do Inter – como conseguiram, meu Deus...?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de verdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais ligados(as) já devem então ter se dado conta de que o nome da coluna hoje foi inspirado no hino do Inter: depois de tudo o que vimos após 2006, e mesmo com o primeiro semestre de 2009 – que, sim, enganou inclusive a mim -, a dúvida parece ser mesmo onde surgirá o amanhã, aquele “radioso de luz, varonil”. Parece mesmo que para esse nosso futebolzinho míope que vimos presenciando hoje, nada mais apropriado que um técnico a que chamam de...“vesgo” (como dizia o meu realista, infortunado, desiludido e tristonho avô, S.Assis P.Ererê, “não dá pra fazer churrasco se a vaca foi pro brejo...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: curiosidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: como não sou dirigente e posso, sim, ter as minhas questões freudianas com o “Timão” (argh!), não sei se chegou ao Sul um número recente da revista “Poder”, da jornalista Joyce Pascowitch - em perfil com o presidente daquele clube, surge a declaração do próprio na capa: “somos uma nação de 30 milhões de torcedores. Podemos eleger um Presidente da República...”. Pois é, pra bom entendedor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8205970170332436056?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8205970170332436056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8205970170332436056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8205970170332436056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8205970170332436056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/11/onde-surge-o-amanha.html' title='Onde surge o amanhã...?'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-901309697622685965</id><published>2009-11-04T17:44:00.000-03:00</published><updated>2009-11-04T17:45:59.227-03:00</updated><title type='text'>O que realmente mudou?</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matemática afirma: os resultados de Mário Sérgio são piores que os de Tite. Claro, a comparação é injusta, mas injusto também foi debitar tanto da nossa decepção na conta do ex-treinador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tite até tinha que sair pela questão do vestiário, mas não era e nem nunca foi o grande problema do Inter. Os mesmos jogadores que estavam desmotivados em campo com Tite, parece que também estão com MS. D'Ale é o maior exemplo disso: sua atuação de domingo foi somente um terrível "mais do mesmo". Quase todos os mesmos jogadores que rendiam pouco com Tite, rendem pouco com MS. A mesma oscilação de rendimento que tínhamos com Tite, temos com o MS.  Tite, ainda por cima, não teve o Giuliano no fim de seu "mandato", e MS vai ter. Fora isso, somando aqui e diminuindo acolá, não há diferenças significativas entre um ou outro, na minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a despeito disso, temos de parar com o treinadorismo. O que está acontecendo perante nossos olhos não é o reflexo de uma questão Tite x MS, pastor x malandro. Pelo contrário. É mais abrangente e conclusivo do que isso. Pra mim, a torcida descontou um pouco em Tite o fato de que o grupo não é isso tudo que ela pensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos primeiramente dos  defensores, que até são bons, mas superestimados. Com MS, houve claras falhas individuais nos gols do Atlético-PR, Fluminense, no gol do SPFC e no de anteontem, do Botafogo. De novo, a questão não é Tite ou MS, a questão é os nossos jogadores de defesa. Eles são tudo isso?  Índio e Eller eram fantásticos... em 2006. Eles até podem dar boa resposta ainda, não há nada que impeça, mas estamos quase em 2010, e o tempo passa. O Inter do último domingo marcou mal de novo, desorganizado, e a deficiência do lado direito persiste, seja com Tite ou MS, porque só há um lateral-direito, Daniel, que modéstia à parte não honra o nome de craque que tem. O grupo continua com carências que atrapalham toda a mecânica de jogo. Isso não é culpa de treinador nenhum. Não era do antigo, nem é do atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda não terminamos.  Sorondo é um jogador bom pelo alto. Por baixo, digamos que é modesto. Fabiano Eller está bem, mas falhou domingo, e feio, para um atleta  da classe dele. Índio é o que mais oscila e Bolívar, bom,  Bolívar é um caso diferente. Uma usina de fazer faltas. Tem momentos de Gamarra e momentos irreconhecíveis, e fora o fato de que faz no mínimo um penal a cada dois jogos, marcado ou não. Impressionante como puxa e dá carrinhos malucos, o Bolívar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, nossos meias são muito bons, talvez aqui sim possamos dizer termos o melhor grupo do Brasil. Mas o auto-elogio deveria parar por aí. Mesmo comparado ao Palmeiras, que talvez tenha o grupo mais modesto entre os disputantes ao título (onde até poderíamos estar, é verdade, com o time que temos), o elenco do Inter mostra suas inconsistências.  Diego Souza, hoje, decide num lance, coisa que o Inter deixou de ter sem Nilmar e faz uma grande diferença, decisiva. O ataque do Palmeiras, com Obina e Vágner Love, não  é nenhuma maravilha, mas sem sombra de dúvida melhor que o nosso atual. Taison e Alecsandro estão compondo uma das piores duplas de ataque do Brasileirão. Isso para mim está mais claro que o céu de brigadeiro desse calor insuportável que vem da rua. Outro exemplo evidente: comparar nossa dupla de ataque com a atual do Galo chega a ser covardia, quem diria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não digo que discutir as tais das mazelas causadas por  Tite seja perda de tempo. Perda de tempo é essa tremenda e absurda importância que se dá a treinador, como se quase tudo tivesse a ingerência deles, positiva ou não. Acho que precisamos reconhecer  que nosso elenco nos possibilitaria vencer o campeonato SE tivesse mais vontade, SE o vestiário fosse menos frouxo, SE não fosse necessária quase um alinhamento de astros pro D'Ale ser o D'Ale que se espera e SE alguns desses caras, quem sabe, fossem menos pra noite. E também se nosso centroavante não fosse o insuportavelmente firuleiro e auto-suficiente Alecsandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por muitos desses fatores - os quais vão bem além do treinador reinante - que estamos com essa folha de quase 4 milhões por mês e se apertando pra chegar, quem sabe, na PRÉ Libertadores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-901309697622685965?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/901309697622685965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=901309697622685965&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/901309697622685965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/901309697622685965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/11/o-que-realmente-mudou.html' title='O que realmente mudou?'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5801902747255166106</id><published>2009-10-29T17:30:00.001-03:00</published><updated>2009-10-29T17:33:28.727-03:00</updated><title type='text'>Minha vó já dizia.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha vó que não conheci, e minha mãe me passou muitas de suas crendices e máximas, dizia que "quando mais o sujeito se abaixa, mais o cu aparece". Sempre recordo dessa afirmação quando em situações de confronto me deparo, ou deparo as pessoas que convivo ou gosto, com decisões rápidas e rasteiras. Nesses momentos é que vemos onde termina o orgulho vaidoso e começam as definições de caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter ontem teve uma definição de caráter. Ao contrário do que eu e muitos imaginavam, o Internacional entrou em campo avançando o meio de campo, impondo seus zagueiros e forçando o São Paulo a apelar para o chutão. O time colorado amarrou o tricolor paulista, como canta um sãopaulino de última hora aqui no prédio ao lado, e não deixou iniciativa nenhuma para o time do dono da padaria. Num único lance, numa bobeira na marcação, como são definidos muitos jogos, levamos o gol que o cardíaco chorão não deixou escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo tempo voltamos ainda com o gol deles na cabeça. Paulada em nossas esperanças. A gremistinha dona do cachorro barulhento do outro prédio ao lado vibrando em gozos histéricos. Goza, safadinha. Goza! É o que te resta! Mário Sérgio falha somente ao demorar em tirar o risonho Taison. Do que ri tanto o Taison? Da nossa cara, deve ser. Alecsandro perde um gol que até a avó do xarope do Paulo Brito faria. Mas o Alecsandro não pode deixar de ser Alecsandro. Quinze gols no campeonato. Quase goleador. Mas não é o Nilmar, Píffero. Não amarra as chuteiras do mascote do Nilmar. Tudo bem, nosso estádio está na Copa 2014. Os Eucaliptos valem o que ninguém quer pagar. O Lula abriu crédito no BNDES, Píffero. E pra quem souber analisar balancetes, podem conferir no seguinte endereço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.internacional.com.br/extra/BALANCETE_ANALITICO_JANEIRO_A_AGOSTO_2009_150909.pdf" target="_blank"&gt;http://www.internacional.com.br/extra/BALANCETE_ANALITICO_JANEIRO_A_AGOSTO_2009_150909.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um pouco de paciência e o básico da matemática poderão concluir, como eu concluí, que 100 mil sócios não mantêm a atual estrutura do Inter e que somos dependentes da venda de mais de um Nilmar por ano. É louvável a abertura da direção colorada ao abrir suas contas aos sócios e ao público em geral. Mas, infelizmente, a constatação é cruel. Vendemos Nilmar para bancar o resto do clube. E jogamos fora o Campeonato Brasileiro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente um ataque com Alecsandro e Taison não tem condições de vencer nada. O Alecsandro porque, apesar de ser o goleador colorado na temporada, lhe falta o básico: qualidade. E Taison porque, infelizmente pra mim e grande parte dos colorados que admiravam sua entrega e vontade até meses atrás, não dá mais para aguentar. Nem Mário Sérgio suportou. E tirou Taison. Jogou o Inter pra cima. Não se pode dizer que faltou valentia ao treinador e ao grupo. Mas perdemos no detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o detalhe, o detalhe, como diriam os ululantes da obviedade, o detalhe é tudo. O detalhe que faltou e ainda falta no ano de 2009 é a vontade de não ter medo de ser feliz. O Inter, a instituição Inter, dentro das perspectivas criadas pela administração colorada dentro das quatro linhas, fora não tenho o que contestar a não ser a falácia da auto-suficiência com 100 mil sócios, tem medo de ser feliz. O Inter entrava em campo resmungando. O Inter entrava em campo com DVDs embaixo do braço. Com denúncias. O Inter era a Escrava Isaura do futebol brasileiro. Coitado do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, 28 de outubro de 2009, o Inter perdeu. Mas perdeu sem medo de ser feliz. Com os erros que poderiam acontecer, não desistiu. Brigou. Lutou. Não deu. Mas não teve medo. E, admito, prefiro um time que enfrente as adversidades de peito aberto. Que apanhe mas não tenha medo de ser autêntico. Prefiro um time, como dizia minha vó lá no primeiro parágrafo, que não se abaixe. Este é o Inter que todos queremos em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De preferência, obviamente, vencendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5801902747255166106?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5801902747255166106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5801902747255166106&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5801902747255166106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5801902747255166106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/minha-vo-ja-dizia.html' title='Minha vó já dizia.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-1815479567106326112</id><published>2009-10-21T14:47:00.000-03:00</published><updated>2009-10-21T14:49:10.129-03:00</updated><title type='text'>É a última coisa que eu peço.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mais nada. Não quero título, não quero vaga, não quero contratações, não quero Luxemburgo, Leo Moura ou Martin Palermo. Nada disso. Porque a única coisa que eu queria, Vitório Píffero, era que a mentalidade dos indivíduos que comandam e gerem a instituição Internacional – você, principalmente, o Giovanni Luigi e todos que os rodeiam – fosse condizente com a grandeza daquele que um dia foi o Clube do Povo. Hoje, é o clube de alguns, que ficam sentados numa “cadeira do papai” e se importam com centenas de outros assuntos antes de se importarem com o futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não vou pedir, porque eu sei que não vai acontecer. Depois de alguns anos de sua gerência – sobre a qual todos nós duvidamos, e estávamos certos – , já é mais fácil do que passar pela zaga colorada perceber que, enquanto tivermos sentados no trono reis com cabeças voltadas para questões não compatíveis com o futebol (aquele que é jogado dentro de um campo de futebol, com uma bola, com onze jogadores de cada lado), nós, torcedores (lembra?), seremos meros palhaços, abobalhados, imbecis. Afinal, nós não ganhamos nada esse ano (Suruga, ok), mas, quem se interessa?, se o superávit do ano vai fechar em 40 milhões de reais. Nilmar? Não me lembro, é ator da Globo? Procura no Google, Píffero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, eu tento superar a ânsia de vômito e penso em como ficaram os nobres dirigentes “colorados” quando do gol do Gum. O último, no caso. Será que se importam, nem que seja numa recaída coloradística, quando esquecem o real âmbito do negócio que se tornou um clube de futebol? Lembram, será, que os mesmos cem mil sócios (ano que vem serão dez mil, mas quem se importa? O presidente vai ser outro) que – hahaha, riamos – garantem a venda de só “um” jogador por ano (em 2009, foi o Nilmaralexedinhomagrão) são também, vejam só, COLORADOS? Daqueles que gostam de ver gol. Daqueles que adoram ver seu time levantar uma taça. Daqueles que vão a todos os jogos, ou que assistem da TV, ou que ficam na varanda com o radinho. E que gostam de ver o Inter ganhando. Será que eles se importam com o torcedor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que pouco, muito pouco. Um campeonato que daria felicidade a milhões de torcedores pelo mundo inteiro pesa muito pouco, quando do outro lado da balança é posto um saco de dinheiro pela ida imediata do camisa 9. Vai o camisa 9 e que se dane o campeonato, os jogadores, a torcida, tudo. São trocentos milhões de euros. Quanto um campeonato brasileiro vai dar de retorno? Não há como saber. E é arriscado. E é só daqui a três meses. Melhor vender, logo. Vai que quebra a perna! Já quebrou da outra vez, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão: “é o dinheiro que roda o mundo”. É verdade. Não sou trouxa. E outra: um time não se sustenta por amor. Mas futebol não é só negócio. Tem mais coisa envolvida, tem sentimento, tem história, tem honra. Por isso que, para dirigir um clube de futebol e ter sucesso, é necessário ser hábil. É preciso ter uma precisão quase médica no manuseio dos valores emocionais e financeiros. A diretoria atual, me desculpem, falha grosseiramente nesse quesito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabaremos o Centenário assim. Um Gauchão, uma Copa caça-níquel, alguns vexames e fim de papo. A gente já tá conformado. E, quem não tá, recomendo abrir os olhos: já era. Mas isso eu já disse. Não quero mais nada. Que nem Tim Maia, não quero chá, não quero café, não quero Coca-Cola. Nem chocolate. Só quero que ganhem o Grenal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a última coisa que peço a essa direção. Depois podem pegar as malas e ir para onde quiserem. Mas ganhem esse Grenal. Só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-1815479567106326112?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/1815479567106326112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=1815479567106326112&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1815479567106326112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1815479567106326112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/e-ultima-coisa-que-eu-peco.html' title='É a última coisa que eu peço.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8595986246002924419</id><published>2009-10-20T16:41:00.001-03:00</published><updated>2009-10-20T16:44:41.146-03:00</updated><title type='text'>Procura-se um campeão.</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá se foram trinta rodadas do campeonato mais imprevisível da era dos pontos corridos e, até o momento, só o que sabemos é que ninguém quer ser campeão. Dos cinco primeiros classificados, qualquer um pode a qualquer momento dar uma arrancada, erguer este caneco e levar para casa esta taça que ninguém quer. Poder pode, mas não merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Palmeiras de Muricy, Diego Souza e Vagner Love vem perdendo força na reta final, queimando a gordura que acumulou no início do segundo turno e dando cada vez mais pinta que um time com Marcão, Cleiton Xavier e Obina não pode levar o caneco para a casa. O São Paulo, como já se notou desde o início do ano, não é mais o mesmo. Um time comum, com alguns bons jogadores, nada mais que isso. Não tem naipe de campeão. Atlético Mineiro tem o Roth, e, como sabemos, é contra as leis da natureza o time do Juarez triunfar. Sobra o Flamengo e nós, colorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rubro negro carioca é, dentre os primeiros colocados, o único que tem apresentando um futebol ascendente, com Petkovic, do alto de seus 615 anos, jogando o fino da bola. Além do sérvio, o Flamengo ainda conta com os melhores laterais/alas do futebol nacional há três temporadas, um meio campo coeso e o Imperador da Noite, Adriano, na frente. Os cariocas teriam a receita perfeita para passar o fim de ano loucos de faceiros. Teriam, não fossem cariocas. Como já dizia Cabañas, o sábio e implacável gordinho, nunca confie num time carioca. Logo, entre os ainda postulantes ao título, sobra apenas o time de vermelho da Padre Cacique. Mas esse, afirmo, também não leva. Tampouco merece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não leva por uma conjunção de erros que poderia ser elencada de A a Z... mas fiquemos apenas no mais evidente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendemos o campeonato no meio do ano. Quando os euros do Villareal seduziram a direção colorada, e Nilmar rumou para a Espanha, onde hoje amarga um banco. Junto com o vice goleador da seleção nas eliminatórias, vendemos o título. Passamos nos trocos o nosso diferencial. O cara que, mesmo no trivial isolamento no campo ofensivo, tornava o Inter um time com aquele algo a mais de campeão. Lá se foi o cara capaz de resolver jogos encrespados, seja parindo um golzinho chorado contra um Barueri da vida ou dando ares de pintura a um Pacaembu boquiaberto, garantindo aqueles pontos que, entra ano e sai ano, fazem tanta falta quando o natal se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soma-se a isso a manutenção de um técnico sem convicções, esquema de jogo e, principalmente culhões, durante mais de 80% do campeonato, mantido pela alienação, teimosia e empáfia de uma direção que vive hoje de louros do passado. Acrescente a esta receita uma generosa porção de total e completa falta de tesão da equipe, um bocado de desacerto defensivo, a falta de jogadas pelos flancos, a repetição de esquemas manjados e a reiterada escalação de jogadores com respostas insatisfatórias. Por fim, tempere com a crença do melhor elenco do Brasil e voilà. Sabemos por que hoje, na trigésima rodada, ainda procuramos um campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles bons de coração dirão que, rodada a rodada, a diferença tem diminuído, que as equipes da ponta patinam, e que, de ponto em ponto, estamos chegando. Homens de fé, estes. Eu não, sou cético. Virgens, Papai Noel, Inter de 2009 e o Rubinho Barrichello não mais me convencem. Um time campeão não perde de três para o Náutico, mas também não sofre dois gols do GUM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a vaga na Libertadores do ano que vem, hoje já ameaçada,  seja o consolo deste time que tinha tudo para chegar lá, mas não quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:  Os jornalistas Felipe Prestes e Luís Eduardo Gomes, junto com a editora Nova Pauta, vão lançar em dezembro uma revista especial sobre os 30 anos do título invicto do Internacional no Campeonato Brasileiro de 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que compilar fatos já conhecidos, esta história está sendo recontada. Jogadores como Batista, Falcão, Benitez, Mauro Galvão e Chico Espina já foram entrevistados, além de adversários como Roberto Dinamite e Mococa, e do jornalista Divino Fonseca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados deste trabalho já podem ser conferidos em áudio, vídeo e texto no blog:&lt;br /&gt;http://invicto79.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8595986246002924419?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8595986246002924419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8595986246002924419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8595986246002924419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8595986246002924419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/procura-se-um-campeao.html' title='Procura-se um campeão.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6651768810888429266</id><published>2009-10-19T16:10:00.001-03:00</published><updated>2009-10-19T16:12:09.122-03:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Tite saiu do Inter, a maioria da torcida deu-se por satisfeita. O pastor de fala mansa e discurso ensaboado era o problema, ou o maior de todos eles, dizia convicta a maioria da torcida. Aí, entra Mário Sérgio, um personagem polêmico, sem papas na língua e que poderia, quem sabe, fornecer a reviravolta anímica que tanto o time precisaria. Ilusão: com três jogos sob a batuta do novo comandante, vamos e venhamos, o que mudou de efetivo no futebol do Internacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é uma só: nada. Absolutamente nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa última partida, contra o Fluminense, foi um quadro de dor. Jogando contra uma equipe fraquíssima, e com a derrota do mediano líder Palmeiras a tiracolo, em nenhum momento do jogo o Inter teve brios, gana, alma e desprendimento típicos de quem está jogando a possibilidade de ouro – e talvez a última – de entrar para valer na briga pelo campeonato. Não que o time tenha sido indolente, porque não foi, mas convenhamos: a raça ia no máximo até a esquina. Somos uma equipe que joga quase por jogar. Se der, deu, se não der, não deu. A única exceção foi e é Guiñazu, e reconheçamos: com onze argentinos iguais teríamos um esquadrão à prova de quaisquer Real Madris e Milans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticamente todos os jogadores do Inter passam a impressão não de que sejam displicentes ou coisa que o valha, mas que não deixam tudo em campo. Quando vejo Sandro errar passes fáceis, acho que falta algo. Quando Alecsandro, livre na área, tenta um toque por cima do goleiro em vez de bater rasteiro e com força, falta algo. Quando D’Alessandro e Andrezinho não conseguem desafogar o time porque não estão por perto da jogada, falta algo. E o que é que falta, afinal de contas? Falta motivação. O Inter é um time que joga à meia máquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos falar do esquema tático, dos treinadores, das individualidades, mas nada nos daria uma resposta conclusiva. O grupo é, sim, superestimado, mas bom o suficiente para brigar pelo título. Os treinadores se sucedem e não conseguem extrair nada de diferente deste grupo. E a tática... Bem, a tática é um caso a parte. O Inter, em 2009, já jogou em diversos esquemas, do 3-5-2 ao 4-4-2, e a verdade é que fora o Gauchão, praticamente não houve futebol convincente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos à final da Copa do Brasil, passamos 99% do Brasileirão na zona da Libertadores, temos jogadores reconhecidos e – espero – muito dinheiro em caixa. Mesmo assim, a torcida do Inter está desanimada com o time porque falta algo. Um “algo” que não se pode comprar nem fazer surgir com duas linhas de quatro, losangos, triângulos ou quadrados de esquema tático. Um algo o qual todas as equipes campeãs têm, algo que não se fabrica e nem brota com mais “trabalho” ou “foco”, para citar duas palavras da moda no futebolês. O Inter, mais do que nunca, precisa querer mais. Na vida e no futebol, é preciso ver a bola como um prato de comida. Só assim os homens e as equipes podem ser bem sucedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o discurso ufanista e o oba-oba inconsciente (ou nem tanto) da própria torcida tenham contaminado a opinião do Inter sobre si mesmo. Toda glória é efêmera, diz o ditado, e é possível, bem possível, que todos nós, time e torcida, tenhamos acreditado sermos melhores do que realmente somos. Mas mesmo assim, ainda há tempo de reverter esse quadro. O título está difícil, e a vaga na Libertadores periga concretamente pela aproximação perigosa do bom time do Flamengo. Temos um clássico pela frente, situação que sempre pode arrumar a casa e dar aquela sacudida no ânimo que o time tanto precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que nunca, o Inter vai precisar querer mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6651768810888429266?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6651768810888429266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6651768810888429266&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6651768810888429266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6651768810888429266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/mais-do-mesmo.html' title='Mais do mesmo.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3601669541686037113</id><published>2009-10-15T16:29:00.002-03:00</published><updated>2009-10-15T16:35:38.575-03:00</updated><title type='text'>Teimosinha.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na falta de jogo melhor para assistir, perder meu tempo com Brasil versus Venezuela é que eu não iria, me acomodei para assistir a Uruguai contra Argentina. Maradona retrancou o time com 670 zagueiros, embolou o meio com jogadinhas laterais do Verón e na hora do pega pra capar, lascou um homem da frente e tascou em campo o zagueiro que fez o gol da glória do lado de lá do Rio Uruguai. Lógica? Nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futebol em boa parte das partidas não existe lógica. É natural aceitar essa afirmação. Desde que a afirmação não se torne regra e se aceite que a ilógica ou o intangível decida campeonatos. O Brasileiro desse ano é um exemplo. O Palmeiras toma três ao natural do Náutico, da turma de baixo da tabela, e muitos dirão: Que doideira! Mas é lógico que um grupo que mantém Marcão como titular por tanto tempo não merece a credibilidade que os campeões merecem. Diz a lógica do futebol que em campeonatos longos de pontos corridos, a melhor equipe, a mais regular, aquela que manteve uma base constante, um padrão de jogo e todas essas expressões que estamos cansados de escutar os comentaristas jogarem ao vento, tornar-se-á campeã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Palmeiras mandou seu primeiro treinador procurar manicures em litoral paulista abaixo, o Inter mandou o seu cuidar das ovelhas no deserto e o São Paulo pegou o dono do armazém pra entrar no lugar do Muttley, o tarado das medalhas. O Atlético Mineiro continua investindo no sonho de consumo da direção colorada: Celso Roth. Qualquer equipe próxima ainda tem chances de comemorar vaga como os argentinos no Centenário ontem de noite. Quem gosta de vaga é guardador de carros, obviamente. Quem entra em um campeonato, não interessa qual, entra pra vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional que, pasmem, ainda tem chances de "sair campeão", como me ensinam alguns estudiosos da nova ortografia de Porto Alegre, já jogou no 4-4-2, 3-5-2, 3-6-1 e no melhor dos esquemas adotados durante a temporada; o famoso 7-0-3, que se baseava em colocar 4 defensores atulhados com 3 volantes na frentes a darem chutões para que um armador e dois velocistas fizessem "a sua parte". Inevitavelmente o esquema se transformava em 7-0-2-0-1. Os "zeros" são as vastidões lunares que existiam entre um e outro setor. São Nilmar resolvia tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do seu planejamento, a diretoria vendeu o 115º jogador da temporada, sem contar o craque búlgaro e o filho do príncipe que vieram como reforço, e ficamos à mercê de Tite e suas convicções. Um Maradona passou voando agora, sei, devo estar delirando, e me disse no ouvido que estas convicções também podem ser as da direção, leia-se Fernando "Fábio Koff" Carvalho. Como as convicções, as mesmas que trouxeram Joel Santana alguns anos atrás, são maleáveis, imagino que Mário Sérgio deva fazer parte do rol de "perfis" que existem nos laptops dos assessores do departamento de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada contra convicções, eu não sou e nem quero ser treinador. Outro dia, inclusive, li algumas declarações do Menotti, campeão treinando a Argentina em 1978, e entre elas se destacava a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“La táctica es programática. Por lo tanto, todo lo que sea programático en el mundo de la acción, donde aparece lo inesperado, no tiene mucho sentido. Vos elaborás una táctica para tu día, pero te aparece algo imprevisto y a la mierda la táctica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo que devemos adotar à risca tal mandamento, mas que não deixa de ser verdadeiro dentro da falta de lógica que domina nosso futebol atual, particularmente o campeonato brasileiro e, especificamente o Internacional, isto lá não deixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me leva, dentro dessa falta de lógica no raciocínio em sequência desta coluna, a pensar que não devemos perder nosso tempo esquentando a cabeça se o Mário Sérgio vai esquematizar o time no 3-5-2 ou vai jogar a escalação de acordo com o páreo do Cristal. Eu, por mim, jogava as camisetas pra cima e quem pegasse primeiro, vestia. Garanto pra vocês que nem assim o Taison entrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, é mais fácil apostar no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Teimosinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3601669541686037113?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3601669541686037113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3601669541686037113&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3601669541686037113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3601669541686037113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/teimosinha.html' title='Teimosinha.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-1073017582581287236</id><published>2009-10-14T09:23:00.000-03:00</published><updated>2009-10-14T09:25:11.485-03:00</updated><title type='text'>Mário Sérgio é o Pai do Rock.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Sérgio, também conhecido como Vesgo, não é o treinador dos sonhos de ninguém. Assim como não era o jogador dos sonhos de nenhum treinador na sua época dentro das quatro linhas. Era e não era. Mário Sérgio era craque. O apelido vesgo vem de uma de suas principais jogadas: cabeça levantada, marcador à frente, Mário jogava a bola para um lado enquanto olhava para o outro. O marcador invariavelmente caía no embuste, mesmo que já soubesse de antemão que ele iria fazer isso. Infalível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário perambulou pelo mundo, jogou em muitos estados diferentes, outros países, não ganhou muito títulos, é verdade, não tantos quanto o futebol que mostrava dentro de campo. Louco, enfrentou problemas com doping, indisciplina e brigas generalizadas com companheiros dentro e fora do campo. Claramente, é um sujeito polêmico, daqueles que tanto pode anunciar o descobrimento da roda quanto colocar o Titanic de novo no oceano. Quando Raul Seixas cantou que o diabo era o pai do rock, ele deveria ter conhecido Mário Sérgio. Pode-se esperar de tudo. Até mesmo, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo antes do jogo deste sábado. Se anuncia Bolaños na lateral para substituir o suspenso Kleber. Não se sabe se ele manterá Andrezinho fazendo dupla com o D'Alessandro ou vai colocar Taison ao lado de Alecsandro. Não se sabe como está o astral do ex-filhote do vento, que nos últimos tempos anda mais para sobrinho da brisa. Se o Taison jogar metade do que acha que joga, já vai ser ótimo. Basta ter vontade. A mesma vontade que teve o renascido D'Alessandro. Mário Sérgio entende D'Alessandro. Mário Sérgio guardaria D'Alessandro no bolso da frente da camisa. O portenho, marrento, ótimo jogador, driblador, boa visão de passe à média distância, incisivo, muitas vezes lento na retomada de jogo para os corneteiros das sociais, antipático às perguntas repetitivas e insossas dos repórteres, é a menina dos olhos do time de Mário. É compreensível. Aceitável. Particularmente, pra mim, é o óbvio. Tão óbvio que só o nosso ex-treinador que, bato na madeira três vezes, não ouso repetir o nome aqui, não entendia ou, teimosamente, não queria entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogasse no Flamengo ou no Corinthians e o gringo já teria sido elevado à condição de semideus brasileiro. Aqui nessa plagas, não passa de um "preguiçoso" que não joga de acordo com "estilo gaúcho" de se jogar futebol. Deveríamos avisar os velhinhos britânicos da International Board. Existe outra modalidade de futebol a ser regulamentada: o futebol gaúcho. Não duvido que qualquer dia desses um deputado estadual faça um projeto de lei estabelecendo as regras de como um time gaúcho deve jogar. É proibido atacar. Centroavante tem que voltar até a intermediária da defesa para marcar. Armador é coisa de carioca. Menos de três volantes é futebol de paulista. Jogar pra frente é coisa de time nordestino estabanado e quando o jogo estiver 2x0 o time que está na frente deve retirar um avante e colocar mais um zagueiro. Qualquer coisa diferente e o sujeito deveria ser exilado em Torres, que é um pedaço de Santa Catarina que nós roubamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, não interessa qual o esquema, desde que o time jogue, como deve ser no futebol, tanto do Uzbequistão quanto da Alemanha, pra frente. Roubou a bola do adversário? Pra frente. Sobrou uma bola na entrada da área? Pra frente. É simples. É tão óbvio que chega a constrangedor pensar o contrário. Chega a ser patético alguém declarar que "entregamos a posse de bola para o adversário" ou " vamos esperar o momento certo para atacar". Chega a ser tão escancarado que não me interessa se o Mário Sérgio usa papel higiênico dos dois lados, se o D'Alessandro cospe no microfone ou se o Alecsandro toda vez que vai elogiar um jogador chama ele de "inteligente" (os outros então são burros?). Interessa é que devemos vencer. E nada mais natural que para vencer programe-se o time para jogar futebol, simplesmente jogar futebol, e atacar. É o que nos resta para mantermos vivas as esperanças. Atacar. Sempre atacar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-1073017582581287236?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/1073017582581287236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=1073017582581287236&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1073017582581287236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1073017582581287236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/mario-sergio-e-o-pai-do-rock.html' title='Mário Sérgio é o Pai do Rock.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8796943797781630243</id><published>2009-10-09T13:55:00.000-03:00</published><updated>2009-10-09T13:56:39.149-03:00</updated><title type='text'>Um acerto, enfim.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção mais errou do que acertou no Centenário, acho isso indiscutível. Levando em consideração as expectativas criadas (justamente), o Inter pouquíssimo fez em 2009. E, convenhamos, a torcida sabia que Tite era um técnico aquém do que precisávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As substituições “seis por meia dúzia”, o aglutinado de volantes à frente da zaga, o conseqüente abismo zaga-ataque, a nulidade das jogadas laterais, etc, etc, etc. Não vou citar a eterna procura pelo ponto de equilíbrio e as entrevistas hipnotizantemente pedantes. Não encontramos o merecimento e o equilíbrio, chegamos a outubro, e Tite não é mais o técnico do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, faltando menos de três meses para o fim do ano, a direção acerta. A vinda de Mário Sérgio é a melhor solução para o problema (criado, enfim, pela própria direção). No momento, o que precisamos é muito mais motivação do que padrão de jogo. São onze jogos que podem nos levar a uma Libertadores no ano que vem (nem falo em conquista do campeonato, apesar de não desprezar as chances). É público que Mário Sérgio não faz parte do projeto colorado para o ano que vem. Ele mesmo admite isso, e afirma não ter pretensões maiores como treinador. O que acaba sendo um ponto positivo. O “Vesgo” não tem nada a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por parte de torcida e imprensa, não há muita expectativa. Por parte do próprio treinador, não há ego ou preocupações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Mário Sérgio é boleiro. D’Alessandro é boleiro. Os dois jogaram bola no meio da rua, com latinha de Coca-Cola. A imprensa gosta de dizer que jogadores assim “têm personalidade”. Personalidade todo mundo tem. Eles sabem como que a vida funciona e não baixam a cabeça pra qualquer um.  Por aí está a resposta para o mau rendimento do argentino sob os comandos de Tite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrés D’Alessandro passará a jogar - se não tudo que pode - muito mais do que vinha jogando. Tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o restante do campeonato, motivação é o que nos resta. Ninguém conseguiria implantar um esquema em uma dezena de jogos. Não há tempo para treinamentos, conversas, absorção de idéias. A partir de agora, precisamos vencer. Apenas vencer. Não há mais a necessidade de merecimento, espetáculo, desempenho, chocolate. Ganhando os jogos restantes, poderemos, enfim, almejar algo para este fim de Centenário. A começar pelo Náutico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8796943797781630243?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8796943797781630243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8796943797781630243&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8796943797781630243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8796943797781630243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/um-acerto-enfim_09.html' title='Um acerto, enfim.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4221415343152948080</id><published>2009-10-07T16:05:00.001-03:00</published><updated>2009-10-07T16:08:12.409-03:00</updated><title type='text'>Um acerto, enfim.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção mais errou do que acertou no Centenário, acho isso indiscutível. Levando em consideração as expectativas criadas (justamente), o Inter pouquíssimo fez em 2009. E, convenhamos, a torcida sabia que Tite era um técnico aquém do que precisávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As substituições “seis por meia dúzia”, o aglutinado de volantes à frente da zaga, o conseqüente abismo zaga-ataque, a nulidade das jogadas laterais, etc, etc, etc. Não vou citar a eterna procura pelo ponto de equilíbrio e as entrevistas hipnotizantemente pedantes. Não encontramos o merecimento e o equilíbrio, chegamos a outubro, e Tite não é mais o técnico do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, faltando menos de três meses para o fim do ano, a direção acerta. A vinda de Mário Sérgio é a melhor solução para o problema (criado, enfim, pela própria direção). No momento, o que precisamos é muito mais motivação do que padrão de jogo. São onze jogos que podem nos levar a uma Libertadores no ano que vem (nem falo em conquista do campeonato, apesar de não desprezar as chances). É público que Mário Sérgio não faz parte do projeto colorado para o ano que vem. Ele mesmo admite isso, e afirma não ter pretensões maiores como treinador. O que acaba sendo um ponto positivo. O “Vesgo” não tem nada a perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por parte de torcida e imprensa, não há muita expectativa. Por parte do próprio treinador, não há ego ou preocupações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Mário Sérgio é boleiro. D’Alessandro é boleiro. Os dois jogaram bola no meio da rua, com latinha de Coca-Cola. A imprensa gosta de dizer que jogadores assim “têm personalidade”. Personalidade todo mundo tem. Eles sabem como que a vida funciona e não baixam a cabeça pra qualquer um.  Por aí está a resposta para o mau rendimento do argentino sob os comandos de Tite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrés D’Alessandro passará a jogar - se não tudo que pode - muito mais do que vinha jogando. Tenho certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o restante do campeonato, motivação é o que nos resta. Ninguém conseguiria implantar um esquema em uma dezena de jogos. Não há tempo para treinamentos, conversas, absorção de idéias. A partir de agora, precisamos vencer. Apenas vencer. Não há mais a necessidade de merecimento, espetáculo, desempenho, chocolate. Ganhando os jogos restantes, poderemos, enfim, almejar algo para este fim de Centenário. A começar pelo Náutico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4221415343152948080?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4221415343152948080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4221415343152948080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4221415343152948080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4221415343152948080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/um-acerto-enfim.html' title='Um acerto, enfim.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6596071261988394601</id><published>2009-10-05T14:16:00.000-03:00</published><updated>2009-10-05T14:17:54.791-03:00</updated><title type='text'>Inexplicável?</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o terceiro ano consecutivo no qual o Inter degringola no meio do campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o terceiro ano consecutivo em que a imprensa do Rio e de São Paulo trata o Inter como a maior decepção do Brasileirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, foi a enésima vez em que o nosso treinador escalou a equipe para não perder sem qualquer reação por parte da diretoria para que o técnico do Inter comporte-se de fato e de direito como treinador do Internacional, e não do Ituano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As decepções sucedem-se. Fernando Carvalho sempre se saiu com a máxima de que o Inter tinha a obrigação de ser competitivo. Pois bem, se há uma coisa que o time de Tite não tem é competitividade. Parece um time amorfo, resignado, com pena de si mesmo e esperando dezembro chegar. Muitos dizem que o time é a cara do treinador. Eu completaria a sentença: o Inter hoje é a cara do enfastio da sua direção: sem discurso, sem ação, sem mudança na hora certa. Vendendo jogadores a rodo e dizendo que as derrotas que se acumulam são “inexplicáveis”. Ora, pois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode ser inexplicável que o ataque do Inter produza tão pouco se a inevitável venda de Nilmar deu-se sem reposição até agora? Como pode ser inexplicável que Bolívar jogue tão pouco na lateral-direita se até o asfalto da Padre Cacique sabe: Bolívar é zagueiro, e somente zagueiro, e enquanto mais o treinador insisto em escalá-lo na posição errada mais a diretoria assiste de braços cruzados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos e venhamos: de inexplicável, a situação atual do Inter tem muito pouco. Desde o início do ano passado, o Inter não tem um camisa dois no elenco sob a desculpa de que não existem jogadores assim no mercado, mesmo que os outros clubes do Brasil, bem ou mal, tenham o seu. Desde o início de 2009, Andrezinho é festejado como a grande alternativa de custo-benefício a D’Alessandro. Pois bem: domingo, contra o Coritiba, Andrezinho jogou menos que nada e o argentino - que está relegado ao ostracismo muito mais pela birra de alguns do que pela média do futebol de seu substituto - entrou aos trinta e sete minutos do segundo tempo. É inexplicável que o Inter dependa de Andrezinho sempre e ele não dê a resposta esperada? Não, também não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Taison e Alecsandro? Há seis meses, Taison pratica um futebol nota três. Não sai do time e quase sempre, quando perde a bola, começa a rir caído no chão, o que invariavelmente nos leva à conclusão de que Taison ri muito durante o jogo. Sem arranque, sem velocidade, sem drible ou iniciativa pessoal, deveria estar recuperando-se na reserva há muito tempo. Inexplicável é que continue prestigiadíssimo, assim como seu colega de ataque, o firuleiro Alecsandro com seu inesgotável – e insuportável – repertório de toques de calcanhar e balõezinhos fora da área. Hoje, sem dúvida nenhuma, a dupla de ataque do Grêmio está jogando dez vezes mais do que a nossa  - e faço essa comparação porque é a mais próxima de todas, só por isso. Se é melhor, não sei, mas que está muito mais eficiente, é certeza absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e as alternativas atuais do grupo? É justo jogar nas costas de Marquinhos o peso desta responsabilidade? E Edu, recém chegado e adaptando-se após dez anos de Europa, é certeza absoluta de qualidade na reposição? Maycon e Glaydson, Danilo Silva e Bolaños vão resolver o quê? Será o grupo tão forte assim? Não, claro que não é. Inexplicável também é que a torcida debite sempre e quase tudo na conta de Tite para não admitir que o elenco, a sua menininha dos olhos de sempre, não é essa maravilha toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é inexplicável que o Inter esteja há seis jogos sem vencer. Mas inexplicáveis, de fato, são muitas outras coisas mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6596071261988394601?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6596071261988394601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6596071261988394601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6596071261988394601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6596071261988394601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/inexplicavel.html' title='Inexplicável?'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4835661610895876794</id><published>2009-10-02T14:57:00.001-03:00</published><updated>2009-10-02T14:59:19.782-03:00</updated><title type='text'>É preciso ser tricolor.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional palavreia aos quatro cantos seus feitos de marketing. No jargão do povo da Publicidade, Relações Públicas, Administração, etc. o Internacional é um case. Sim. Um clube falido, as portas abertas do cofre onde nem as aranhas faziam teias pois não tinham moscas ou algo para roer. Um grande clube abandonado por sucessivas e fracassadas direções que tratavam a torcida como lixo biodegradável, sem reciclagem, direto no esgoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, o Inter que era o Atlético Mineiro de dez anos atrás não existe mais. Temos que dizer, sim, que muito foi feito nestas oito temporadas de gestão Fernando Carvalho &amp;amp; Cia. Não podemos negar. Certa vez, numa entrevista, o líder máximo declarava como sofria ao ver o Inter perder campeonato atrás de campeonato, envergonhado, jogado nas últimas colocações da tabela, virando parceria do Botafogo e do Náutico. Queria, antes de tudo, que o Inter lutasse para vencer. Tenho que admitir que muitas das equipes sofríveis daqueles anos difíceis eram realmente formadas por jogadores de qualidade técnica duvidosa, para não ofender os mais sensíveis. Muitas vezes eram jogadores de segunda linha, do terceiro escalão do futebol nacional, quando aparecia um Caíco era um girassol numa floresta ervas daninhas. Era a estrela. Mas, garanto, nenhum colorado era menos colorado porque sofria, torcia, vaiava ou lotava o estádio depois de, improváveis três vitórias seguidas. O colorado era, antes de tudo, parafraseando Euclides da Cunha, um forte. E nada o derrubava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi desse torcedor, que sofreu, que sobreviveu, que atravessou por quarenta anos o deserto até a terra prometida que nasceu o grupo que hoje domina o Inter. Foi do desejo desse torcedor que o Inter renasceu para as vitórias, para as primeiras posições da tabela, para o respeito dos adversários e pelo temor dos inimigos. Antes de tudo, foi do torcedor, sempre ele, que nasceu a Libertadores, o Mundial e o Centenário festejado como nunca outra torcida do Brasil festejou, nas ruas, com as bandeiras largas, extensas, cobrindo as ruas de Porto Alegre e de todos os lugares onde existisse um colorado. Onde existe um colorado, existe esse desejo. O de resistir. Foi resistindo aos tempos amargos que ele ficou forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tudo, depois de consumado, se transformou em um caso de marketing. Um reflexo da administração moderna, da auto-ajuda, do Lair Ribeiro, do Evandro Motta e, se duvidar, até do Bispo Macedo. Afinal, o que seria o mundo sem o Marketing? O livro mais famoso do mundo é puro marketing. "Afasta de mim este cálice"? Marketing. "Nunca tantos deveram tanto a tão poucos"? Marketing. "Eu tive um um sonho"? Óbvio que é marketing. Tudo é marketing. Tem cara que ganha dinheiro só dizendo pros outros como eles devem fazer para ganhar dinheiro. Outros ganham só para responder o óbvio e ainda são aplaudidos para tanto. Tudo se resolve numa boa campanha, em alguns releases repetidos por jornalistas preguiçosos e a fama está feita. Deite-se e deleite-se. É assim, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional dos anos 2000 é assim. Ganhou títulos importantes. Ganhou respeito e babação de ovo generalizada. É admirável que gastem páginas de editoriais e se veiculem campanhas institucionais a rodo por rádio, tevê e internet. A torcida compra. A torcida consome. Paga. Mas quando o produto não corresponde, óbvio que o consumi ... quer dizer, torcedor, reclama. Tem direitos adquiridos como qualquer consumidor. Não vai devolver o produto pois o que ele consome vem de dentro. É paixão. É irracional. Assim como muitos outros produtos que nos empurram goela abaixo. No caso do futebol o intangível torna-se tangível quando os onze adentram o gramado e o sujeitinho de preto (ou outras cores extravagantes) trila o apito e dá início ao combate. Ali a paixão torna-se concreta. Ali não existe marketing. O que é, é. Não adianta contratar publicitário, motivador ou advogado de defesa. Ninguém pode nos dizer que o rei não está nu. Está nu e com o rabo sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol apresentado pelo Inter, que é o que realmente interessa, e as vitórias são consequências disso, nos últimos tempos é sofrível. Pior, é vergonhoso. Não que sejamos um Real Madrid. Não. Ninguém no Brasil é um Real Madrid. Mas também não somos a Campinense. Estamos em quarto lugar no Brasileirão por inércia. Nas quatro primeiras rodadas, quando jogaram os reservas, marcamos 12 pontos. Nas outras, 32 pontos em 22 jogos. Aproveitamento de 50%. Bem longe do discurso de 66%. O futebol dentro de campo, o dos discursos, organizado, participativo, incisivo, com equilíbrio e quantos mais eufemismos eles criem, é feio, desorganizado e jogado ao imponderável das individualidades. Domingo, abaixo de chuva, doze mil náufragos foram tentar torcer pelo Inter. Alguns, acredito que muitos, vaiaram. Fernando Carvalho mais uma vez declarou que aqueles que quiserem vaiar, que fiquem em casa. Faixas criticando a atual situação foram venezuelamente recolhidas pelas forças de segurança. A atual direção parece começar a sofrer a maldição de Darth Vader. “O medo é o caminho para o lado negro. O medo leva à raiva, a raiva ao ódio e o ódio leva ao sofrimento!” Claro que a culpa é da torcida! Injusta e esfomeada. Querem vaiar? Que comam brioches!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o estertor da coluna de hoje, que poderia ser o resumo de todo o resto, brilha no dourado da camiseta comemorativa. Deixo minha contribuição ao departamento de marketing colorado. Garanto que com esta frase garantiremos mais algumas semanas para que Tite procure o "ponto de equilíbrio" junto a um professor de Geometria Espacial que a direção contratou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"NÃO BASTA SOMENTE PERDER. É PRECISO SER TRICOLOR."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4835661610895876794?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4835661610895876794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4835661610895876794&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4835661610895876794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4835661610895876794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/10/e-preciso-ser-tricolor.html' title='É preciso ser tricolor.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7819653677862835445</id><published>2009-09-30T21:01:00.000-03:00</published><updated>2009-09-30T21:04:22.322-03:00</updated><title type='text'>Não quero Sulamericana.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Larguem a Sulamericana. Ponham os reservas do time B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou melhor, poupem os reservas do time B, para que eles possam jogar caso algum volante se machuque ou seja vendido. Para que, depois, não tenhamos que usar o Maycon no time titular.  Sendo assim, inventem um Inter C e coloquem-no em campo contra a Universidad de Chile. E contra os próximos times, caso passemos de fase. (E passaremos, todos hão de convir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não seria muito interessante ter na sala de troféus mais um vindo do exterior? A princípio, sim. Olhando para o passado recente, a resposta fica menos fácil. Uma interpretação pode dar conta do desgaste dos jogadores, da divisão de atenção, das viagens estafantes e do calendário apertado. Meus argumentos não se baseiam muito nesse tipo de reclamação, apesar de consistente. Jogar duas competições por óbvio cansa mais e apresenta mais de um alvo, o que dificulta o foco. Desde o conhecimento popular, tira-se que “é melhor fazer um bem feito do que dois pela metade”. E a probabilidade indica isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu medo recai menos nisso e mais no discurso ensaiado dos dirigentes. Desde o começo do ano, impulsionados pela empolgação do Centenário, palavras de confiança são gritadas de cima do morro. Fiéis – cem mil deles – respondem positivamente. Todos, em uníssono (diretoria, imprensa e torcida),  acreditavam que, cem anos após ser fundado,  o Internacional tinha chance de vencer os grandes campeonatos que disputaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia singular. Quantos campeonatos vamos disputar? Xis? Ganharemos xis mais um. Tudo é o mínimo. Só que não é bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquecemos de combinar com o Palmeiras, com o Corinthians, com o São Paulo, com o Goiás, com o Tit... Com o Grêmio, com o Atlético Mineiro. Se o time do Inter era bom, os outros não eram desprezíves. E o Inter ganhou Gauchão, Copa Suruga, a Copa do Brasil era só questão de tempo. Perdemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, mas somos o único time brasileiro a ganhar um título internacional no ano”, falaram. Sim, eles se referiam a Copa Suruga: “E ainda temos o Brasileirão, no qual entramos como favoritos!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, continuamos favoritos, faltando menos de 12 rodadas. Estamos a alguns pontos do primeiro colocado, perto inclusive de sair do G4. Mas somos, ainda sim, um dos principais candidatos. Mas aí surge a Copa Sulamericana. No momento em que não vencemos há alguns jogos, caímos duas posições, o Palmeiras se isola na liderança, surge a Competição Tapa-Buraco da vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já aviso de antemão, dirigentes: eu não quero a Sulamericana. Se vier, legal. Mas não faço a menor questão. O que eu quero mesmo é o título que importa, o do Campeonato Brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, só pra vocês não falarem que ninguém avisou: todos já sabem das desculpas. Cansaço, muitas competições ao mesmo tempo, venda de jogadores, erros da arbitragem.  Vão entrar pelo direito e sair pelo ouvido esquerdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos o campeonato nas mãos (mesmo que já tenhamos estado mais perto), nenhum time da ponta parece ter força para chegar ao final com vantagem considerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós queremos o Brasileirão. E Sulamericana não é Brasileirão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7819653677862835445?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7819653677862835445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7819653677862835445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7819653677862835445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7819653677862835445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/nao-quero-sulamericana.html' title='Não quero Sulamericana.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2272393103340558367</id><published>2009-09-25T13:49:00.000-03:00</published><updated>2009-09-25T13:50:51.842-03:00</updated><title type='text'>Levanta, colorado!</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergue a cabeça e respira fundo: chegou a tua vez de ser o elo forte do Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega de lamentações. Elas não têm mais nenhuma serventia. Chega de críticas. O momento de fazê-las já passou. É preciso assumir uma nova postura. A postura da mobilização. Da superação. O Internacional está há pouco mais de dez rodadas de um título difícil, mas alcançável. Ainda temos chances – é preciso aproveitá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time tem problemas? Sim, tem. E não é só o time. A comissão técnica tem claras limitações. A direção, então, cometeu neste ano os mesmos erros que cometera em 2007 e 2008, especialmente na condução da janela de agosto. Tudo isso é verdade inquestionável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora já foi, meu amigo! Já passou! Azar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta mais tirar a casca das feridas. É preciso erguer a cabeça e ir à luta com o que temos. Com o que restou. E tu, torcedor colorado, tens um papel fundamental nessa batalha: tu precisas ajudar o Inter a reunir forças na reta final deste Brasileirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guarda tuas críticas, por hora. Se perdermos o título, tu terás todo o tempo do mundo para fazê-las. Deixa o pessimismo em casa. Ninguém jamais conquistou nada pensando no pior. Levanta, colorado! Levanta! Ergue a cabeça, bota a tua camiseta vermelha e vai pro estádio! Grita, cruza os dedos, reza e chora de emoção: faz a tua parte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a tua hora de ser forte, colorado. A tua hora de carregar o Inter nas costas. Mantém a fé. Acredita no imponderável. Torce pelo impossível. Dá uma chance ao Inter, colorado! Dá uma chance para o teu sonho. Faz tua parte para voltarmos ao posto que sempre foi nosso: o de campeão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta, colorado! Levanta contigo o teu pai, os teus irmãos e os teus amigos. Levanta contigo uma nação colorada. É hora de tu começares a reação que marcará para sempre a centenária história do Sport Club Internacional. Só assim conseguiremos chegar lá. Só assim! Ergue a cabeça e respeira fundo: é a tua hora de ser o responsável pela glória maior do teu clube. Só tua e de mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, às 16h, no Beira Rio: a TUA reação começa lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2272393103340558367?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2272393103340558367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2272393103340558367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2272393103340558367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2272393103340558367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/levanta-colorado.html' title='Levanta, colorado!'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3063415067293984853</id><published>2009-09-22T11:07:00.001-03:00</published><updated>2009-09-22T11:11:15.362-03:00</updated><title type='text'>Vamos confiar no imponderável.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos: sábado, quando Tite substitui o apático D’Alessandro para colocar o menino Vagner Líbano no time, pouco nos restava a não ser levantar-nos da poltrona e ir procurar outra coisa para fazer. Nada contra o jovem atleta, que um dia pode tornar-se um jogadoraço, mas esse é o tipo de medida a qual, na hora da maior gravidade do jogo, o treinador do time grande não pode tomar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no sábado à noite restava-nos somente beber e assimilar a fria certeza de que o treinador do Inter, na hora de reverter o terrível resultado negativo, na hora de lançar à frente um possante candidato ao título havia feito de um jovem e desconhecido a primeira opção para começar desfazer o escore adverso. É preciso marcar gols, lançar-se ao ataque? Calma. Só depois a promessa Marquinhos, só depois Edu. Primeiro, Vagner Líbano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí vem o domingo e, no meio do desânimo, acontece o imponderável. Ou melhor, o mesmo se repete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, vamos e venhamos: mês passado, ninguém em sã consciência imaginaria que o Inter iria até o outro lado do mundo para jogar a Copa Suruga e voltaria dela ainda na zona da Libertadores. A crítica especializada bramia: ”sexto! Nono! Cinco pontos atrás, no mínimo! Cinco pontos!!”. Ah, meus caros, a crônica especializada babava – e se estrebuchava lamuriosa como a vaca a ser servida no churrasco de domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos mais comuns aos menos esperados, resultados favoráveis empilhavam-se como contêineres no porto de Santos para manter o Inter no grupo dos quatro primeiros, e dali não saíamos. Era algo notável, o que ocorria. Tamanha coincidência de escores chegava a ser empolgante, e depois de percorrer o globo inteiro na ida e na volta, o Inter retornava ao solo pátrio ainda dentro da faixa da Libertadores. O imponderável atacava. Observem: atualmente, não há time que perca três, quatro jogos e não despenque na tabela como um meteoro desgovernado. O Inter, não. O Inter foi ao extremo oriente, voltou e, mesmo sem pontuar, sua situação quase não mudara. É um grande discreto, esse imponderável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos, como eu dizia, ao domingo. Então, para completar o justo pessimismo instalado na véspera, não havia colorado que não pressentisse um massacre do São Paulo no pobre Santo André. O jogo era tão escandalosamente propício ao tricolor paulista que o adversário mudara o local da surra já anunciada para Ribeirão Preto, e não se lhe importava jogar, na prática, como visitante em um campo repleto de são-paulinos. O Santo André queria mesmo era encher os bolsos com a renda, e de fato os deve ter repleto. De brinde, empatou o jogo e levou um ponto na tabela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado de igualdade surpreendeu a todos, e pior: no segundo tempo, o São Paulo parece que jogava com as pernas amarradas umas nas outras. Por muito pouco não perde. E aí eu lhes pergunto: como não acreditar no título quando o São Paulo, ora, o temido São Paulo não consegue ganhar do Santo André para tornar-se líder e nunca mais sair da ponta, nunca mais, nem que o mundo acabasse, como novamente repetia e bocejava toda a massa pensante da crônica especializada? Como não resistir à tentação de seguir acreditando se temos algo como a milésima pior campanha do returno e, mesmo assim, continuamos somente um ponto atrás do líder, que na quarta-feira encara uma pedreira das piores no Mineirão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, meus caros, eu digo: o futebol do time está ruim, mas a mística vai a pleno vapor. Vamos confiar no imponderável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima vez que Tite sacar D’Alessandro para pôr um Vagner Líbano, talvez só ele possa de novo nos salvar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3063415067293984853?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3063415067293984853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3063415067293984853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3063415067293984853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3063415067293984853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/vamos-confiar-no-imponderavel.html' title='Vamos confiar no imponderável.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8301623152791007459</id><published>2009-09-21T21:04:00.001-03:00</published><updated>2009-09-21T21:08:14.955-03:00</updated><title type='text'>Que não me façam torcer pelo Mano...</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria mais um ano de remake. Mais um 2006, 2007, 2008... como queiram. Mais um ano de um bom time Colorado deixando escorrer por entre os dedos o caneco do Brasileirinhas, assistindo a um time despontar na tabela. Seria, talvez, não fosse a fragilidade dos atuais ponteiros da tabela. Palmeiras, São Paulo e Inter não animam. Fosse algum deles mais atinado, já teria aberto dois meses de vantagem na ponta e estaria disputando a 26ª rodada com os juvenis. Mas não, os principais favoritos ao caneco patinam, derrapam, ao ponto de, após golear o lanterna, qualquer time mais ou menos já enche a boca para falar em título, liderança e quetais. Bem feito, culpa do triunvirato inconstante da ponta da tabela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter vai pra Salvador e dá o título do Gauchão pro Vitória. São Paulo sem força pra bater o velho conhecido e louco para cair Santo André, jogando praticamente em casa. E o Palmeiras, que ainda não jogou, eu duvido que bata o Cruzeiro em Minas no jogo que a Globo mudou para quarta. Quem gosta disso são os mortos vivos da parte debaixo. Enquanto os da frente trupicam, eles vêm chegando. No embalo que vai, se bobear, terminamos o ano torcendo pelo MSI do Mano ficar entre os quatro e nos dar uma beira na Libertadores de 2010. Inadmissível. É tão bom ver o MSI perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zagueiros lamentam gols de bola parada, Fernando Carvalho fala que a projeção de pontos necessários para erguer o caneco vai cair, Piffero brada aos alto-falantes que altos e baixos são normais, e nesta toada vamos jogando pontos pelo ralo.  Quarta feira já tem Sulamiranda novamente, mais um jogo valendo bananas contra um velho ilustre desconhecido. Quando esta competição finalmente esquentar, a partir das semifinais, eu quero estar tão animado com o título do nacional para poder me dar ao luxo de entrar com os reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para isso precisamos acertar alguns, se não todos, os ponteiros. Já desisti de ver o Pastor cair. Para isso acontecer, só com um grande desastre na Padre Cacique. Mas minha vontade de ver o Pastor fora não é tão grande a ponto de desejar isso. Só quero um time que faça o simples. D’alessandro e Andrezinho juntos vem dando errado desde nossa primeira derrota no ano, lá nos confins, contra o poderoso Rondon United, pela primeira rodada da Copa do Brasil. Quando parece que a equipe encaixou no famigerado 3-5-2, Adenor muda tudo. Perde uma peça para a maldita seleção da CBF e resolve mudar todo esquema que até então vinha dando certo. Trava o futebol de Kleber na ponta esquerda, embola o meio campo e finge acreditar que Alecsandro pode ser Nilmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida não entende, a diretoria também não, a imprensa muito menos. A solução não poderia estar mais na moda. Percebendo a desconfiança geral em cima de seu trabalho, Tite, o Adenor, lança um DVD para esclarecer a todos, inclusive, pasmem, aos adversários, a forma com que o SEU time joga. Para ser um completo palhaço, só falta voar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alex, aquele traste, que faz falta, vai embora. Nilmar, e por último Magrão também pegam seu rumo. Enquanto isso, não temos um lateral direito no time. Danilo Silva é esforçado, nada mais que isso. Corre bem, tenta apoiar, sem a bola é um Garrincha, com ela é um, um... Danilo Silva. A zaga vira, mexe, muda, e segue furando. Lá se vão nove derrotas, onde o normal é o campeão ter quatro, cinco, em todo o campeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais é incrível é que, apesar de tudo isso, não está difícil de levar este caneco. Na pior, mas bem pior mesmo, das hipóteses, classificar para a Libertadores, mas, para isso, por favor, não me façam torcer pelo time do Mano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8301623152791007459?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8301623152791007459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8301623152791007459&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8301623152791007459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8301623152791007459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/que-nao-me-facam-torcer-pelo-mano.html' title='Que não me façam torcer pelo Mano...'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6624491739109467563</id><published>2009-09-17T17:20:00.000-03:00</published><updated>2009-09-17T17:21:47.764-03:00</updated><title type='text'>Naipe de metais.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo tanto de jogar futebol quanto tocar um instrumento musical. Se tivesse fôlego e paciência teria sido um pouco mais que esforçado zagueiro que se perderia em um campo de interior qualquer. Se tivesse paciência tentaria aprender a tocar bateria como se deve e pelo menos poderia me divertir sem destruir os ouvidos alheios fazendo isso. Tanto em uma atividade quanto na outra não seria mais que mediano. Mas nada me impede de divagar tanto sobre música quanto sobre futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa equipe de futebol os volantes e os zagueiros funcionam como a bateria. Os zagueiros fazem a parede por trás para que os volantes estabeleçam o ritmo. O ritmo é importante, óbvio, e quando o baterista atrasa ou adianta a música até mesmo os ouvidos menos sensíveis notam a diferença. Se atravessarem a música, o erro é escancarado, todos gritam. O baterista não é de nada. O volante saiu na hora errada. O zagueiro estava atrasado. Adiantado. Deu o lado. Marcou a bola e esqueceu o avante adversário. Todos sentem o ritmo. Todos dançam. Mas se o baterista, o zagueiro ou os volantes errarem, a falha é evidente e grotesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O goleiro e os atacantes, tanto um quanto os outros, trabalham como vocalistas, ensimesmados com suas entonações próprias, trejeitos e loucuras. Atacante e goleiro são o começo e o fim. Não existe meio termo. São heróis ou bandidos. O resto da banda pode dar um instrumental de fundo maravilhoso, mas se o vocalista sair com uma vozinha esganiçada, fora de ritmo, desafinada, todos irão notar. Ao contrário, se o vocalista conquista o público, nem mesmo as desafinadas são notadas. Ele é o herói. o que faz o gol decisivo aos 45 do segundo tempo depois de ficar a partida inteira sem tocar na bola ou defende a bola indefensável que salva o time mesmo depois de levar dois perus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guitarrista, assim como o armador, ou o meia de ligação, que pode ser o guitarra-base, esse nem tão notado, mas muitas vezes essencial, são os que floreiam o meio campo. Os que conduzem o ritmo, dão a deixa para as entradas do vocal e quando sobra uma brecha inserem seus solos que podem ser intermináveis e brochantes como também épicos e virtuosos. Uma equipe pode muito bem atuar sem um guitarrista solo de grandes virtudes. Pode se contentar apenas coma base pesada e determinada para dar sustentação à música. É o de menos. O erro do guitarrista só é explícito quando ele sola. Se ele não se arrisca, não erra. Por isso muitas vezes é mais fácil admirar aquele que só toca pros lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei sobre quem seria o baixista e notadamente o baixista é aquele sujeito esquisito que fica perto do baterista e nem aparece. Aliás, a maioria das pessoas nem nota que ele toca. Ou nem nota que existe o som contrabaixo. Mas existe. O jogador que faz a ligação, seja ele lateral, meio campo ou atacante. Ele não erra. Parece fácil o que ele faz. Só parece. Assim como parece ser fácil ser o Paul McCartney. Só parece. Talvez seja a função fácil mais difícil de todas. A mais inglória e menos glamourosa. E o baixista se perde nas funções emparedado entre os agudos da guitarra e o peso das baquetas nos ouvidos alheios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que estamos falando de uma formação clássica de um conjunto musical de rock. Mas quando a formação torna-se extra-classe, quando ela necessita de algo a mais. Quando ela precisa de uma evidente alteração em suas bases e aceleração nos batimentos cardíacos e dançantes de seus ouvintes, ela necessita de um naipe de metais. Trompete, sax e trombone. Aquela quebrada certa no momento certo que faz o povo se levantar. Que abre as defesas mais fechadas. Introduza um naipe na maioria das bandas, as que tocam algo que preste, obviamente, e escutarão o salto de qualidade em seus ouvidos. Ao vivo, então, torna-se covardia. O público, embasbacado, muitas vezes até paralisa, vidrado, com o som que dança em volta dos cabelos, da cabeça, das pernas. Um naipe de metais, me arrisco, é capaz de salvar uma música ruim. Basta que seja bem executado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional se descobriu nos últimos jogos exatamente porque abriu a caixa de instrumentos e liberou o naipe. O naipe estava fechado, guardado na lateral-esquerda, sem chances de entrar em qualquer brecha das músicas, até que o compositor vislumbrou que ali, naquela brecha, cabia um som. Naquela brecha, também conhecida como lateral do campo, linha de fundo ou infiltração pelas pontas, cabia um naipe de metais. O naipe libera os outros setores e faz a música engrenar. O compositor, ou maestro, que seja aquele que concebeu a música, também conhecido como o treinador, tem o crédito de ter melhorado o desempenho do show e agradado a platéia. Portanto, não é lógico que depois de lançado o single ele nos prive de escutar o álbum completo. Tite, libera o Kleber!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6624491739109467563?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6624491739109467563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6624491739109467563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6624491739109467563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6624491739109467563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/naipe-de-metais.html' title='Naipe de metais.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7592608485243274759</id><published>2009-09-16T11:07:00.000-03:00</published><updated>2009-09-16T11:09:19.486-03:00</updated><title type='text'>Quem não sabe por que ganha, não sabe por que perde.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo já estava nos seus últimos 15, 20 minutos. O Inter perdia por 3x2, após sair ganhando, tomar a virada e empatar novamente. A torcida equilibrava-se em um mútuo de apoio incondiocional e irritação profunda. Tite observa atônito à  beira do campo seu time perder a chance de chegar à liderança. Havia ainda uma substituição, a cartada final, o último suspiro de esparança naquele entrave de noventa minutos. Nossa última chance. Glaydson. Tite olha para o grupo de jogadores e chama o volante Glaydson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter da retomada jogava num esquema que parecia funcionar. E Tite parece não ter percebido isso. Ao substituir o selecionável Giuliano por Magrão, mantendo dois volantes à  frente de Sandro, liberando Danilo e ilhando D’Alessandro em meio a uma horda de volantes, nosso treinador modificou tudo que vinha dando certo. Ou ele não entendeu o que vinha dando certo ou não quis ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças mais importantes no time, hoje, são os alas, mesmo que eles sejam falsos alas. Kleber pela esquerda e Giuliano fazem o time jogar. Contra o Cruzeiro, jogamos sem metade dessa  dupla. Sem jogadas pela direita, foi mais fácil anular o lado esquerdo. E D’Alessandro zanzava no samba do crioulo doido, tentando encontrar alguém para jogar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução? Bolaños é o jogador que mais se assemelha à função exercida por Giuliano. Pode atuar no flanco, fazendo a ligação entre os volantes e o ataque, sem sobrecarregar o camisa 10, seja ele quem for. Magrão até pode fazer isso, mas precariamente. Andrezinho é um meio campista central. Não tem velocidade para jogar pelo lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último jogo, Tite poderia ter usado da criatividade. D’Alessandro tem a característica de cair para as laterais. Sua la boba, rente à linha de fundo, já rendeu centenas de gols de cabeça. O um-dois com Alecsandro, caindo para a quina da área, é mortal. Sendo assim, por que não passar D’Alessandro  para o lado do campo, com Kleber do outro lado, e tirar Sandro para a entrada de Andrezinho, no meio, como camisa 10? Seria ousado? Seria. Provavelmente Tite ouviria críticas, havia a chance de dar errado. Era uma aposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Tite tem medo de apostar. Prefere um empate maçante do que uma vitória perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, óquei, estamos na reta final do Campeonato. Críticas agora são pouco úteis. Temos que ganhar, de qualquer forma. Nem que seja com um treinador que destroi um esquema vencedor como quem chuta um castelo de areia e muda de opinião após dois gritos de “Marquinhos, Marquinhos".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7592608485243274759?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7592608485243274759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7592608485243274759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7592608485243274759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7592608485243274759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/quem-nao-sabe-por-que-ganha-nao-sabe.html' title='Quem não sabe por que ganha, não sabe por que perde.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4969541053546308195</id><published>2009-09-14T20:56:00.000-03:00</published><updated>2009-09-14T20:57:31.568-03:00</updated><title type='text'>Gilberto fez o que quis.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, mais precisamente no domingo, o bom time do Cruzeiro já tinha sofrido uma derrota imerecida para o São Paulo, nosso inimigo número um na briga pelo título. Para mim, que vi praticamente o jogo inteiro, uma coisa tinha ficado clara, límpida e incontestável quanto a beleza estonteante da Megan Fox: para jogar contra o Cruzeiro, era preciso marcar Gilberto. Fazendo isso, metade dos nosso problemas estariam resolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se há uma coisa a qual o Inter não fez, ontem, na derrota para o Cruzeiro, foi marcar o bendito Gilberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha sido assim na derrota para o Corinthians, coisa de uns vinte, trinta dias atrás. Lembram de Jorge Henrique, o inconfundível baixinho bom de bola do meio-campo alvinegro? Pintou e bordou a noite toda, livre, leve e solto pelo campo. Até gol fez – impedido, é verdade, no melhor estilo corintiano de ganhar um jogo -, mas pior do que isso foi a liberdade que lhe foi dada durante os noventa minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o Inter vai encarar um bom time de futebol, em seus domínios, parece que se toma de uma soberba inconsciente: é simplesmente inadmissível que o treinador do Inter – de novo – tenha assistido de braços cruzados a um jogador adversário ser o grande protagonista do jogo e não fazer nada a respeito. Antes, foi Jorge Henrique; ontem, Gilberto. Jogaram mais à vontade do que china em galpão de peão, como se diz no interior. E foram os principais responsáveis por seus times terem saído do Beira-Rio com três pontos. Só Tite não viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém lerá essas linhas e provavelmente me chamará de simplista, querendo imputar a derrota a um fato isolado. Não é o caso. O Cruzeiro mereceu a vitória porque se portou como um time grande deve sempre se portar fora de casa: jogando, “metiendo y metiendo”, como diriam os argentinos, e não engalfinhado atrás, esperando a sorte grande que invariavelmente não vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pelo menos ofensivamente, não nos enganemos: o Inter fez muito boa partida ontem. Especialmente no primeiro tempo a equipe fluiu, teve contundência, um pênalti escandaloso não marcado e jogadas de “dois-um” por ambos os lados do campo. Se contabilizarmos isso tudo aos dois gols que fizemos, mais as chances de gols e a bola na trave, ninguém poderá dizer que o time não teve alternativas. Teve, e não foram poucas. O que faltou foi tentar podar a melhor coisa do Cruzeiro, o que o Inter sequer tentou. Gilberto fez o que quis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso, quase que somente por isso, o Inter não acordou líder nesta segunda-feira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4969541053546308195?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4969541053546308195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4969541053546308195&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4969541053546308195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4969541053546308195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/gilberto-fez-o-que-quis.html' title='Gilberto fez o que quis.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3501136449553283556</id><published>2009-09-10T22:18:00.001-03:00</published><updated>2009-09-10T22:20:28.489-03:00</updated><title type='text'>Eu sou a lenda.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Miserável país aquele que não tem heróis. Miserável país aquele que precisa de heróis."&lt;br /&gt;Bertolt Brecht&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde quando chegou ao Beira-Rio, depois de muita luta pela direçãocolorada em trazê-lo a Porto Alegre, Guiñazu já se destacava nostreinamentos. Por conta da injuriada janela de agosto, o gringo destruía no campo suplementar e a torcida, inquieta, se aglomerava para antever o que seria aquele sujeito com cara de índio que tanto tinha chamado a atenção quando os colorados tinham enfrentado, e vencido, o Libertad um ano antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As histórias de Guiñazu no Inter já servem para balizar um romance. Desde jogar com um furo no joelho, fechado a tempo pelo departamento médico colorado, até tenta continuar em campo com o braço quebrado, Guiñazu só supera a um mesmo jogador: Guiñazu. Quando tudo está no chão, o time cabisbaixo, os olhares reduzidos a bolitas escuras no breu da desesperança, Guiñazu mexe os braços pra cima, gesticula escandolamente, se irrita, corre para uma bola inalcançável, rouba ou perde, não interessa, reflete alguns centésimos de segundos, o necessário para buscar oxigênio em Marte, que seja, e sai correndo para o embate a outro adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os outros jogadores se lesionam e o médico dá o diagnóstico de "recuperação em um mês", etc. Guiñazu se revolta ao ouvir o seu e responde, limpidamente: "Semana que vem já vou jogar", com seu sotaque carregado do interior da Argentina. E volta mesmo. Os preparadores físicos não sabem o que dizer. O que dizer de alguém que treina de moletom sob o sol inclemente de fevereiro em Porto Alegre? Nada. Fenômeno, diria o próprio, usando uma de suas expressões características.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma proposta miliardária dos príncipes arábes adentrou o fax do Píffero, a torcida inteira entrou em pane. Guiñazu não poderai ir embora. El Cholo tremeu na base. Era muito dinheiro até mesmo para suas convicções. O estádio em pé ovacionou o jogador. Seu filho pediu para ficar. Desde D.Pedro I não foi tão esperado o Dia do Fico de alguém. E Guiñazu ficou. Músicas em seu louvor são cantadas por todos no Gigante. Quando Guiñazu desembarca no aeroporto, hordas de fãs o seguem, à distância, com reverência, aplaudindo o ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de campo, para ele, nada muda. Não interessa o campeonato ou o adversário. A disposição é a mesma. Sempre. Muitas vezes sobra disposição. A chegada é mais ríspida, como naquela entrada no Verón na final contra o Estudiantes ano passado. Outras vezes Guiñazu sai tanto pra marcar que termina o campo e ele tem que voltar correndo para cobrir o rastro que deixou pelo caminho. Guiñazu é assim. Quando entra em campo deixa um rastro de embatedores por onde passa. Uns vencem, outros sucumbem. Guiñazu, hoje, é o maior ladrão de bolas do futebol brasileiro. Não sou eu quem diz. São os números. Ainda por cima começou a chutar em gol. E fazer gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional de hoje não tem um herói. Não tem um salvador da pátria. Não tem um homem que decide tudo sozinho. o Internacional não precisa de heróis. Como a frase de Brecht nos diz. Miserável o povo que precisa de heróis. Os heróis nascem na adversidade, que também muitos chamam de injustiça. Ou desorganização. Ou caos. Guiñazu não é um herói. É um jogador comum, que sabe roubar bolas e sair tabelando com quem joga à frente. Tem a resistência de um camelo no Saara e a disposição selvagem de uma leoa faminta em torno dos filhotres. Mas não é um herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma lenda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3501136449553283556?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3501136449553283556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3501136449553283556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3501136449553283556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3501136449553283556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/eu-sou-lenda.html' title='Eu sou a lenda.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7452253805191252681</id><published>2009-09-09T17:31:00.000-03:00</published><updated>2009-09-09T17:32:50.150-03:00</updated><title type='text'>Gioconda.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1503, ou seja, apenas três anos após o descobrimento do Brasil e cerca de 406 anos antes da maior invenção dos irmãos Poppe, um já venerado Da Vinci recebia, em Florença, a encomenda de um retrato que o ocuparia pelos próximas três anos. Em 1506, o criador renascentista acabava seu maior feito, aquele que o marcaria para sempre. A Monalisa é, até hoje, estudada, analisada, celebrada, visitada e, principalmente, conhecida por numerosa parte da população. Há quem diga que esta não é sequer a maior obra do pintor italiano. Há quem veja nela símbolos conspiratórios. Freud considera o sorriso da modelo “sinal de atração erótica de Leonardo para com sua mãe”. Professores de Harvard estudaram e chegaram à conclusão de que “a percepção do sorriso é adquirida através de frequências visuais baixas, o que o torna visível através da visão periférica”, fato que explicaria o mistério sobre o retrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatrocentos anos depois, no mesmo Japão que se acostumaria a receber um time brasileiro em seus territórios, Akira Kurosawa apresentou ao Ocidente, em menos de uma hora e meia, o desconhecido cinema japonês. Rushomon, maior obra na vasta produção do escritor e diretor japonês, bifurca-se nos resultados e respinga suas conclusões a áreas tão distintas quanto a psicologia e o direito penal. Com técnicas do jornalismo, como apresentar o máximo de versões do fato e contrapor declarações, o filme chega a dar nome para teorias da Psicologia: o “Efeito Rashomon” aborda o caráter reconstrutivo da memória, na qual é possível que nossas lembranças não sejam realmente o que aconteceu, em sua totalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, Magrão apresentou em casa adversária sua obra-prima, seu auge. Em um jogo que começou tenso e terminou pior, o Internacional enfrentava um adversário invicto há um não-sei-quanto de jogos, patrolando desde a metade do primeiro turno, treinado pela sensação Silas, apontado por alguns comentaristas como provável ocupante do G-4 e, por alguns lunáticos, como candidato ao título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no time colorado, estava voltando Magrão, o ambíguo volante, adorado por sua raça mas quase nunca presente nas escalações ideais. Jogou muito. Vontade, habilidade, força, importantes investidas ao ataque, velocidade na saída para os contra-ataques, ajuda fundamental a Giuliano e Bolívar, pelo lado direito, e gol, ao final, como consagração. O camisa 11 não suportava mais. Há muito tempo. Ele nunca teve fôlego para jogar mais de um tempo e meio. O ar que entrava nos pulmões após os vinte minutos do segundo tempo vinham do nada, apenas da vontade. E a arrancada para o gol é a pura vontade. Correndo enlouquecido, na chuva, batendo nos braços tatuados com os nomes dos filhos, Magrão como que comemorava a chegada ao topo da montanha. Nesse jogo, mostrou em que patamar pode chegar, mesmo que nunca mais chegue ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo título tem um momento marcante, uma imagem que simboliza, uma jogada que resume tudo. Na Libertadores, foi a bola na trave, nas costas, pra fora contra o Libertad. No Mundial, Iarley na bandeirinha de escanteio, cercado por toda a população catalã ensandecida atrás da bola, aos 43 do segundo tempo. Na Copa do Brasil, o naco de grama retirado sutilmente pelo bico da chuteira de Célio Silva, na cobrança de pênalti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta saber se a arrancada de um Magrão desesperado, buscando ar no impossível, será lembrada daqui há dez, cinqüenta, cem anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7452253805191252681?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7452253805191252681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7452253805191252681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7452253805191252681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7452253805191252681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/gioconda.html' title='Gioconda.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7824692431968421624</id><published>2009-09-07T21:16:00.001-03:00</published><updated>2009-09-07T21:18:09.278-03:00</updated><title type='text'>Eller de verdade, só no Inter.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha maneira de ver, a derradeira arrancada que oxalá fará do Inter tetracampeão brasileiro possui nome e sobrenome: Fabiano Eller.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, algumas pessoas nascem para situações e lugares específicos, reconheçamos. As pirâmides do Egito seriam uma excentricidade se não estivessem perdidas na imensidão do Saara, por exemplo. Existem homens que dão voltas e voltas ao mundo e conhecem todas as belezas possíveis do globo, mas só acham a paz de espírito nos braços da mesma mulher. Igualmente, há jogadores feitos e moldados para serem quase craques em determinado time, e no máximo bons jogadores em outros. Fabiano Eller está inscrito nessa espécie invulgar de jogador. Os ares do Inter o fazem um bem indescritível, está claro. Eller de verdade, só no Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na baixada santista, o ídolo repatriado nunca fora mais do que um bom zagueiro, e olhe lá. Jogou relativamente pouco tempo, chegou às raias da dispensa e não foi nem sombra do verdadeiro titã nipônico de 2006, quando jogou, contra o Barcelona, com a categoria de um Passarella ou a fleuma de um Beckenbauer. Verdade seja dita: Eller, fora do Inter, nunca foi o mesmo. Mas no nosso time, ele se torna um daqueles zagueiros exponenciais, que chega a melhorar a atuação dos seus companheiros logo ao lado. Aqui, na beira do Guaíba, Fabiano pode muito bem bater no peito e dizer ser uma espécie de Gamarra em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na sua reestreia em casa, contra o Goiás, pudemos notar a classe diferenciada do grande jogador. Achando pouco somente desarmar e impor-se com serenidade na defesa, ainda insatisfeito em ter humildemente melhorado a saída de bola do time em doses cavalares, Eller ainda desferiu, na jogada do quarto gol, um cruzamento de deixar um Riquelme da vida até com certa ponta de inveja. Uma bola rasante, veloz, forte, que só podia mesmo ter milimetricamente encontrado a cabeça do atacante. Por pouco não sai o gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A volta de mais um ícone de dois mil e seis  traz à torcida um doce sabor de revival, e não são poucos os colorados a dizerem que essas circunstâncias são ótimas - afinal de contas, os personagens de uma taça acabam por chamar as outras, e essa atmosfera vitoriosa é tudo e mais um pouco. O Inter remontou seu sistema defensivo com personagens carimbados e vencedores. Soma-se agora apenas Sorondo às presenças de Índio, Bolívar e Fabiano. O resultado começa a aparecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém dirá ser uma coincidência o fato de Fabiano Eller ter entrado na nossa zaga e subitamente não tenhamos sofrido mais nenhum gol. É isso mesmo, leitor: nenhum gol, nem uma mísera bola na nossa rede. Fato: o Inter como um todo melhorou, Kléber aterrissou em Porto Alegre e D'Alessandro voltou do exílio involuntário com uma fome de bola secular. Mas é inegável que a organização da retaguarda está contribuindo muito. Se o Inter não toma gols, ganha o jogo, porque fazer, sempre faz. Fernando Carvalho tem razão, e os últimos jogos são prova disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altos e baixos à parte, o Inter lutará até o fim pelo tetra, isso me parece claro. Quando a equipe estava afundando, poucos imaginariam que em um mês estaríamos a um ponto do líder. Mas o futebol é assim mesmo. As boas receitas são sempre as mesmas, e os resultados dificilmente discrepam disso quando a coisa é bem pensada. O Inter mudou, agregou qualidade, melhorou muito fisicamente e assusta os rivais com isso. Agora, para completar, o grande zagueiro de dois mil  e seis está de volta, como que emprestando à torcida um pressentimento de quem sabe que algo grandioso está por surgir ali na frente. O Inter encaixou, e vamos ver quem nos tira esse caneco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é que alguém vai conseguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7824692431968421624?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7824692431968421624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7824692431968421624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7824692431968421624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7824692431968421624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/eller-de-verdade-so-no-inter.html' title='Eller de verdade, só no Inter.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4254867656121519624</id><published>2009-09-03T09:36:00.000-03:00</published><updated>2009-09-03T09:38:30.946-03:00</updated><title type='text'>Por un Cabezón.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935, Carlos Gardel e Alfredo Le Pera produziram uma obra-prima do tango chamada “Por una Cabeza”. A maioria de vocês deve conhecer por ser a cena de dança do Al Pacino cego com a Gabrielle Anwar no filme Perfume de Mulher. Entre a melodia reconhecível em qualquer tempo e espaço e a cadência de seus altos e baixos, a letra vai nos contando sobre um sujeito viciado em apostar em cavalos de corridas que parecem vencedores, que também costuma se apaixonar por mulheres que parecem ser de boa índole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro tempo, amarrados pelo Atlético do Roth, os colorados enxergaram o fantasma da impotência se aproximando novamente do Beira-Rio. Contra-ataques rápidos e más pontarias quase nos tiram a virgindade nos primeiros 45 minutos. Renteria, nosso eterno Saci, quis fazer um de seus típicos golaços, intercalados sempre com algumas tosquices próprias do dançarino de ruque-raque. Por uma cabeça, Renteria não fez. Por outra, Tardelli não acertou o gol de Lauro. A torcida, apreensiva, não sabia em quem apostar. A bela mulher de domingo se aproximava das maiores vadias da parada. Um tango trágico e patético se desenhava sob os holofotes do Gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intervalo, sabe-se lá como, e nem me interessa saber, Tite mudou. Tite mudou o esquema. Tite tirou Danilo e mandou D'Alessandro entrar em campo. Preencheu o espaço que faltava no meio campo e soltou as rédeas do gringo. Apostou no cavalo nobre. Por una cabeza de un noble potrillo, canta Gardel de sua tumba no cemitério de La Chacarita em Buenos Aires. Por uma cabeça, Tite apostou. Como o apaixonado que não esquece o beijo e o sorriso daquela mulher, mesmo que depois ela acabe o traindo, o enganando com um outro qualquer, como bem escreveria o compositor do hino deles, a quem humildemente também admiro. Tite não teve medo de ser feliz. E como é bom não ter medo, Tite. Como é bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso cavalo de raça, de paraguaio não tem nada, entrou e simplesmente aniquilou com o Atlético. O Galo virou uma galinha depenada e sem cabeça. Os pintos fugiram pra baixo da asa do morcego. Dentro daquela galinha não saía mais ovo. D'Alessandro disparou, rodeou, driblou, lançou, chutou e vibrou. Kleber, como um Mustang selvagem, ignorou as porteiras da defesa mineira e deixou duas vezes Edu à vontade para, de novo, por uma cabeça, nos colocar mais à frente. À frente de quase todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tite, tal qual Gardel, cantarola sozinho, em seu carro, dando voltas na Beira-Rio: Cuantos desengaños, por una cabeza, yo jure mil veces no vuelvo a insistir, pero si un mirar me hiere al pasar, su boca de fuego, otra vez, quiero besar. Sim, ele está feliz. Apostou. Apostou como os grandes, tanto nas derrotas quanto nas vitórias, devem apostar. Apostou e venceu. E continuará vencendo. Basta acreditar, mesmo que tudo diga o contrário. Mesmo que o cavalo vencedor tenha nos enganado em outro domingo no prado. Um cavalo de raça sempre é uma esperança. É melhor perder-se por aquella coqueta y risueña mujer , que al jurar sonriendo, el amor que esta mintiendo quema en una hoguera todo mi querer, do que viver enfastiado junto a um par burocrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venceremos, Tite. Venceremos este campeonato disputado, ponto a ponto. Não será fácil, mas venceremos. Por un Cabezón.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4254867656121519624?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4254867656121519624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4254867656121519624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4254867656121519624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4254867656121519624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/por-un-cabezon.html' title='Por un Cabezón.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5858230560731010493</id><published>2009-09-01T16:07:00.002-03:00</published><updated>2009-09-01T16:12:10.035-03:00</updated><title type='text'>A doce covardia da massa.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último domingo, a torcida do Inter demonstrou que a covardia pode ser de uma beleza sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernandão voltava ao Beira-Rio e, ora, lembremos o episódio. Entra o vulto vivo em campo junto com o Goiás, perfila-se para cumprimentar a sua escassa torcida presente ao Gigante, ergue os braços para saudá-la e trota pelo meio do campo, aparentando um anonimato insuportável e falso. Aos primeiros movimentos do alviverde, ouve-se aquela protocolar e uníssona vaia utilizada para melhor receber o visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bola está no centro do gramado e a partida vai começar. Do outro lado do campo está Fernandão, escandalosamente vestido de verde. O juiz apita e o jogo inicia. O visitante maneja a bola com alguma clareza, nada desconfiado do proverbial banho de bola do qual terá sido vítima ao final dos noventa minutos. Ainda se escutam as vaias normais ao jogo do adversário: um passe cá, outro acolá e a bola, até que a sensitiva bola sobra nos pés de Fernandão. O grande ídolo a conduz sem sucesso, com algum alívio interno, sem dúvidas. Pobre dele. Está prestes a dar-se o grande momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um instante para outro, questão de segundos, talvez milésimos, a voz crítica da torcida cala. Estava para iniciar o maior constrangimento em forma de carinho, a machadada canina e irreversível nos nervos de Fernandão, o golpe certo para sua morte anímica no jogo. O coro agora é alto e claro, e mudara repentinamente de tom como a direção das ondas em um dia de tempestade, rompendo limites em uma só voz: “Uh, terror, Fernandão é matador”. Uma bomba moral, sem dúvidas. Emocionado, comovido, Fernandão está agora mais prostrado perante a massa do que o presidente do Senado Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida foi fria, calculista. Esperou a bola rolar para aplicar o definitivo golpe anímico de misericórdia. Desorientado com essa torrente de amor que emanava das arquibancadas, o grande referente da nossa história, sem meias medidas, acertou no primeiro jogador do Inter que pressentiu chegar perto de si um tabefe explícito. Somado ao fato algum rigor excessivo do juiz, voilá: tivemos a expulsão mais apaixonada da história do Gigante. O grande Fernandão das duras jornadas, das taças ao alto, o símbolo maior da época dourada do clube desapareceu pelo túnel como um agressor inesperado, porém sentindo cinco oceanos de afeto pelo caminho. Uma cena memorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo assim, vejam só, a incompreensão peçonhenta deu jeito de vicejar pela crítica especializada que se debruçou sobre o fato. Nesta segunda-feira, por exemplo, o aborrecido colunista da contracapa de Zero Hora, dotado de um senso de humor peculiar, já resfolegava sua chatice endêmica sobre a situação, sem nada entender. O homem não vê o caráter lírico da coisa e delineia, com pouca ou nenhuma capacidade de persuasão, uma incompreensível negociata de gols, animado talvez pelo conhecido caráter de perseguição que sua origem clubística tem inscrita no próprio DNA. Quanto revanchismo e  recalque: aí está a sua verdadeira “pilastra dialética”, que no seu caso não é pilastra, e sim uma coluna da altura da hipotética Torre de babel. Pena, pena. Que pena! Mas pior para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é qualquer um que entende um ídolo desses, e muito menos consegue vibrar com sua expulsão em um jogo de futebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5858230560731010493?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5858230560731010493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5858230560731010493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5858230560731010493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5858230560731010493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/09/doce-covardia-da-massa.html' title='A doce covardia da massa.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8847110546709466330</id><published>2009-08-31T17:46:00.001-03:00</published><updated>2009-08-31T17:49:04.001-03:00</updated><title type='text'>Uh, Fernandão!</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de uma clássica tarde de domingo. O relógio aponta quase 18:30h e mais de trinta mil almas vermelhas rumam ao Beira Rio. A minha foi calma, sangue doce total. Já passei da fase de me estressar em jogo de futebol. Entro mudo, saio calado, quanto menos gente me incomodar, melhor. É difícil se empolgar com este time do Tite, mas as lamúrias infinitas da mal acostumada torcida vermelha também irritam. Assim sendo, escolhi o fone de ouvido como companhia e sigo indo ao estádio. É o que sempre faço quando estou em Porto Alegre em dia de jogo. Não será este Pastor de camiseta cor de vinho que há cem jogos comanda o Inter que irá me tolher este prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para variar, um pequeno atraso. Ainda descia do T5 na José de Alencar quando Marquinhos, para loucura do narrador que me berrava nos ouvidos, fez o primeiro gol aos cinco minutos da etapa inicial. Golaço que eu só pude confirmar em casa, vendo o VT. Apertei o passo, mas não o suficiente. Já enxergava o Gigante ao fundo, com a bandeira à meio mastro pelo morte do ex presidente Gildo Russowsky quando o segundo urro toma conta da Padre Cacique. Era Fernandão e sua sina de dar alegrias à massa vermelha. O Capitão de 2006 sobe para dividir uma bola de cabeça junto com Magrão e, fazendo uso desproporcional da força, acerta o meio campo colorado. O juiz não pensa duas vezes e o faz sair de campo prematuramente, certamente mais encabulado pela torcida que o aplaudia freneticamente do que irritado com a injusta expulsão. Uh, Fernandão!, grita a massa.  Ainda antes de ingressar no estádio, ao subir a rampa que dá acesso às cadeiras pares, o terceiro urro. Era o capitão, dessa vez o nosso, não o outro. Guiñazu guardava o segundo gol colorado. Capitão por capitão, eu  sou mais o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já acomodado no estádio, eu finalmente estava vendo aquilo que o narrador me contava pelos fones. O Inter amassava o Goiás, que com um jogador a menos e sem um volante dando proteção à zaga (que foi sacado para a entrada de F9), apenas se defendia, e mal. Eller jogando o futebol que jogava quando deixou o Beira Rio e por alguns momentos fazendo às vezes de lateral esquerdo. Giuliano bom na armação e perigoso na conclusão e a mais nova cria do Celeiro de Ases, Marquinhos, destruindo com o jogo. O time de vermelho finalmente jogava pelos lados, ora com o esforçado Danilo, ora com o selecionável Kleber, enchendo os olhos de todos, até mesmo daqueles com menos esperanças e paciência com o time pastoril, como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta altura, a euforia desmedida era quase inevitável, quase. Pois, para quem já viu ao vivo o Inter sair ganhando por dois gols de diferença, em casa, contra Fluminense, SPFW e Barueri, para depois complicar o jogo, canja de galinha e um pé atrás nunca são demais. Porém, para nossa alegria, assim como Fernandão não foi o Fernandão de sempre, Adenor também não foi aquele que conhecemos. E, mesmo vencendo por dois gols de diferença, Tite, o homem que dorme com a luz acesa pois tem medo do escuro, manteve o time no ataque. O que se viu no segundo tempo foi um vareio. Giuliano jogou muito e mereceu seu gol, assim como Kleber que completou o escore com um golaço. O placar marcava quatro tentos a zero, mas se marcasse seis, sete, ninguém haveria de discordar, tamanha a superioridade alvirrubra frente à equipe do centro oeste. Pedrito de Quixeramobim não entrou em campo e a única chance real de gol do time esmeraldino saiu de uma cabeçada que passou rente ao poste direito de Lauro, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi mais ou menos assim que no final de tarde dos festejados medalhões Campeões Mundiais, foi a gurizada colorada quem fez a festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dirão que ganhamos do Goiás, mas é esse mesmo Goiás o segundo colocado no Nacional. Um dos times de melhor campanha, no acumulado, desde que o brasileirinhas passou ser disputado na forma de pontos corridos. A superioridade vermelha perante o vice-líder da competição cada vez mais corrobora a minha tese de que não há franco favorito. E me irrita profundamente ver que temos time de sobra para levantar este caneco, mesmo achando que, com Tite na casamata, isto é pouco provável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, todos ao Gigante, em busca do simbólico título do turno para seguir no vácuo do Palmeiras, que com Muricy no banco, Diego Souza na meia e agora Vagner Love no ataque, é o único time que pode nos separar do caneco... vai ter que dar, vai ter que dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu sou bipolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8847110546709466330?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8847110546709466330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8847110546709466330&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8847110546709466330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8847110546709466330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/uh-fernandao.html' title='Uh, Fernandão!'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5178144136114159218</id><published>2009-08-26T11:05:00.000-03:00</published><updated>2009-08-26T11:06:51.842-03:00</updated><title type='text'>Tirem as crianças da sala.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouçam a escandalosa notícia: a CBF nossa de cada dia quer agora proibir a multidão de crianças na entrada do time no Beira-Rio, e de quebra, ao que parece, punir o Inter por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a ser algo simbólico: as ricas e alvas crianças não caíram nos bons olhos da CBF. Elas atrapalham o início dos jogos, imaginam os altos dirigentes, mesmo não havendo qualquer registro de problemas em súmulas, mesmo nunca tendo ouvido-se falar de qualquer reclamação nesse sentido. Mesmo assim, com sua invulgar definição de conveniência do show, afirma-nos a CBF a necessidade de concretizar a sentença cruel: tirem as crianças da sala agora mesmo. Tudo pela organização, e salve-salve os jogos às dez horas da noite nas quartas-feiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mandar recado ou fazer consulta prévia, a dona de fato e de direito do futebol tupiniquim portou-se como a velha autoritária de sempre: oficiou ao STJD a respeito do crime hediondo que vem sendo cometido no Beira-Rio, e a este seu outro braço casmurro pediu providências, imagino eu urgentes, urgentíssimas. Seja o que Deus ou o Procurador-Geral quiserem. Remeta-se e cumpra-se. Nunca se viu tamanha bazófia. A proibição chega a ser simbólica, repito. É quase uma licença poética para falar do quando essa entidade representa de ruim para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a CBF é uma madrasta ditatorial e má. Muito má. Um anacronismo da época do Brasil dos Sarneys, dos ACM´s, dos tenentes-governantes os quais, a tanto custo, a consciência nacional ainda tenta expurgar de sua história. Mas não é fácil banir essa gente de seu escafandro de arremedos administrativos. O fato de que uma entidade privada possua com mão rigorosa de ditadura pessoal e intransferível os destinos do maior elemento cultural brasileiro e, ainda por cima, faça dele – e com ele – o que bem entenda não encontra séria oposição, a não ser a de um punhado de intelectuais país afora, encarnados numa resistência tão enérgica quanto impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando às nossas crianças, registremos que a “governança corporativa” da CBF não se restringe às primeiras faixas etárias da existência. Relembremos: por uma convocação egoísta e irresponsável, o time do Inter foi destroçado na final da Copa do Brasil por um proverbial senhor de meia idade chamado Dunga. Chancelado plenamente por sua madrasta obscura, o treinador pavio curto da Seleção tratou de operar sem anestesia as pernas do Inter na hora mais pontual e importante do ano. Enquanto o roliço atacante decisivo do Corinthians estufava nossas redes, Nilmar passeava na África do Sul, garantindo o seu futuro e o dos seus netos enquanto aqui, do outro lado do Atlântico o seu empregador, verdadeiro palhaço de circo que  religiosamente o pagava todo mês chafurdava na lama de mais uma conquista corintiana – cheia de erros de arbitragem, quase sempre coincidentemente a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me cutuca e afirma que este desabafo deveria dar lugar a uma lamúria queixosa contra o mau momento do Inter. Reconheço: as duas derrotas seguidas foram péssimas, mas não dou a mão à palmatória. Dos últimos cinco gols marcados pelo Corinthians, quatro foram ilegais. Semana passada, analisando o único campeonato de futebol da história da civilização que teve onze jogos anulados, os Desembargadores de São Paulo não acharam prova de crime algum. No momento derradeiro no qual não poderia desfalcar ninguém, Dunga levou Nilmar embora e mandou o Inter às favas. E agora, para completar o circo, um ou outro jornalista da imprensa paulista pede ao o Inter que pare de “chorar” e se concentre em jogar futebol. Realmente, por vias tortas a CBF está certa. O mundo virou de cabeça para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor a fazer é mesmo tirar as crianças da sala.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5178144136114159218?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5178144136114159218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5178144136114159218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5178144136114159218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5178144136114159218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/tirem-as-criancas-da-sala.html' title='Tirem as crianças da sala.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6267882015893653025</id><published>2009-08-24T17:04:00.000-03:00</published><updated>2009-08-24T17:06:00.419-03:00</updated><title type='text'>Parabéns, Rubinho...</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ainda sonha em sair da longa fila, já balzaquiana, que nos separa do caneco da maior competição nacional (abraço, Zveiter) este final de semana foi um balde de água fria. Novamente, diante de um adversário mais qualificado, o futebol burocrático e pouco objetivo do time treinado por Tite sucumbiu diante de uma equipe bem armada. Já havia sido assim contra MSI, Flamengo e Recreativo Porto alegrense. Repetiu-se no sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um time para ser campeão tem que flutuar ali entre sete e nove derrotas, nós emplacamos a sexta neste sábado, contra três do líder Palmeiras, e ainda temos dezenove jogos pela frente. Diria que passar incólume por um turno inteiro é impossível, não fosse o feito insuperável da equipe campeão invicta em 79. Logo, restando provado que não é impossível igualar o feito, atesto ser bastante improvável. Perder apenas duas ou três partidas para um time que almeja o título deveria ser o foco, mas não é uma realidade para o time pastoril e modorrento de Adenor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carvalho não está tão incrédulo quanto eu. O homem aposta nos reforços, Edu e Eller, quem sabe Cléber Santana, além dos retornos de D’ale e Magrão. Eu já ando apostando na mega-sena, pois creio que as chances de dar certo são maiores. Falta ímpeto a este time do Inter, e certamente esta ausência não fica explícita quando é lido o nome dos onze titulares. Jogadores qualificados, rodados e de grande capacidade técnica. O inferno é que o locutor teima em desmanchar nossas pretensões ao anunciar em alto e bom som o nome do entregador de coletes. Diante do plantel, estrutura e torcida do Sport Club Internacional, só me resta afirmar que reside ali, na casamata colorada, sob uma camisa cor de vinho, o nosso problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol Barricheliano do Inter de Tite não empolga, tem pouco carisma, não tem pinta de campeão. A toalha só não é jogada pois nenhum outro postulante ao título empolga. Tanto é que se a Virgem Maria descer à Terra e o Inter finalmente bater o Santos fora de casa no meio da semana, aliado a uma vitória contra o esquete Rothiano no Beira Rio lotado da outra quarta, novamente vamos para as cabeças, finalmente com o mesmo número de jogos dos outros concorrentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hora só nos resta esperar e torcer por uma considerável melhora. Se até o Rubinho vence um GP, quem sabe o Adenor não se empolga. Que venha a maldição do Santos na Vila.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6267882015893653025?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6267882015893653025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6267882015893653025&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6267882015893653025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6267882015893653025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/parabens-rubinho.html' title='Parabéns, Rubinho...'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5078785940937541158</id><published>2009-08-21T15:12:00.000-03:00</published><updated>2009-08-21T15:13:36.270-03:00</updated><title type='text'>Falta transparência no Inter.</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o boato é de que Sandro será vendido. Dirigentes do Inter e representantes do Grupo Sonda negam tudo. Dizem que o jogador recebeu apenas sondagens. Uma pena. No Inter desta década, negar a contratação ou venda de qualquer jogador é uma espécie de rito oficial que precede a confirmação de boatos. Daí que, se for mantida a escrita, Sandro está oficialmente vendido. Ontem, aliás, ele apareceu no Beira Rio lesionado. Uniram os pontos? Pois é, eu também acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o Inter precisa vender jogadores, todo mundo sabe, concorda e assina embaixo. A venda de jogadores é e sempre será a principal fonte de renda do clube. E se podemos vender um volante por abissais R$ 37 milhões, então que assim seja, amém. Mas basta analisar o contexto para se chegar a uma indigesta constatação: há, neste Inter, uma estranha e incontida sanha vendedora. O Inter, meus amigos, vende demais. Mais do que precisa. Mais do que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2006, o Inter é o clube que mais exporta jogadores em toda a América Latina, segundo &lt;a href="http://www.latercera.com/contenido/713_163607_9.shtml" target="_blank"&gt;este levantamento&lt;/a&gt; (clique para abrir). Nesse período, a venda de talentos como Renan, Alex e Nilmar gerou uma receita bruta de 141,4 milhões de dólares. Lógico que nem todo esse dinheiro parou nos cofres colorados. Mas não é preciso colocar na ponta do lápis para saber que esse valor é altíssimo. Para se ter uma ideia: o São Paulo, referência do Inter para quase tudo que diz respeito a gestão de futebol, exportou 62,3 milhões de dólares – menos da metade do exportado pelo Inter – nos últimos três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a venda de Sandro for confirmada, o Inter poderá fechar o ano com um superávit de quase R$ 50 milhões, uma enormidade. Eu, como colorado e conselheiro do clube, fico muito feliz. Mas ao mesmo tempo sou acossado por uma maldita pulga atrás do meu lóbulo auricular: o que será feito com todo esse dinheiro? E mais: para quê o Inter precisa de um superávit tão monstruoso? Ninguém sabe – a não ser, é claro, os próprios responsáveis pelas negociações. E aí está o grande problema que acomete o Inter desta década: a falta de transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o Inter precisa vender, ótimo, que venda. Mas nós, torcedores colorados, temos o direito de saber os porquês. Estamos poupando para bancar o projeto “Gigante Para Sempre”? Estamos juntando dinheiro para formar um grande time? É certo que a diretoria do Inter tem excelentes motivos para justificar vendas de tão alto quilate. Mas esses motivos precisam chegar ao torcedor. Ou, pelo menos, aos conselheiros. Algo está errado quando um clube obtém um “lucro” milionário e nada é dito sobre o que será feito com o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, seria de muito bom tom se a diretoria do Inter afinasse melhor seu discurso. Há tempos que o Inter mantém o hábito de vender bem mais do que “um jogador por ano”. Em 2006, logo depois de conquistar a Libertadores, perdemos Sobis, Tinga e Bolivar. Em 2007, Fabiano Eller, Ceará e Alexandre Pato. Em 2008, foram embora Renan, Iarley e Fernandão. Agora, em 2009, já despachamos Edinho, Alex e Nilmar. Será que o Sandro também vai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prática é bem diferente da retórica colorada do "um jogador por ano". Está na hora de os dirigentes assumirem que ter 100 mil sócios não alterou em nada a política de vendas do Inter. E que, para manter as contas em dia, o clube precisa se desfazer não de um, mas de três jogadores por ano. Transparência, vocês sabem, sempre cai bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5078785940937541158?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5078785940937541158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5078785940937541158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5078785940937541158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5078785940937541158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/falta-transparencia-no-inter.html' title='Falta transparência no Inter.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3998301732052786494</id><published>2009-08-17T22:02:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T22:05:13.270-03:00</updated><title type='text'>O futebol é simples.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol é simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutiram-se inúmeras hipóteses catastróficas para o desalentado Inter do negro junho/julho. Havíamos alcançado o fim de um ciclo, diziam uns. Faltava raça, bradavam um tanto quanto simploriamente outros tantos. Aqui e acolá, formigavam ideias e teses sobre a falta de pulso do vestiário, as noitadas alheias, as orgias alcoólicas e algo mais. O não retorno de Fernandão, imerso nesse caldo de cultura baixo nível, acabou sendo a senha para o desespero da massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a verdade, pelo menos a minha verdade, é que o Inter começou a aprumar-se de volta na coletiva pós-jogo contra o Botafogo. Lembram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, convenhamos: Fernando Carvalho não é um homem de meias medidas, muito menos de meias palavras. Apesar de transparecer uma intrínseca afabilidade de advogado matreiro, o que o Presidente diz está mais dito que numa Convenção da ONU, registre-se e cumpra-se. E foi ali, naquele momento, após a derrota soturna no Rio de Janeiro, que se sentiu pela primeira vez a voz da ebulição saindo de sua garganta com o poder revolucionário das grandes decisões. Ora bolas, dramatizemos o grande presidente ainda mais: após perder para o Botafogo, Fernando Carvalho, anunciando dois ou três decretos, bradou a primeira estrofe do hino do tetracampeonato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então imaginamos que após a cólera dirigencial viriam medidas inéditas, desconhecidas e bombásticas, inimaginadas até pelo mais atilado expert futebolístico? Não, por favor. Seguiu-se, dali em diante, uma romaria de mudanças preconizadas por quase todos os colorados, desde os mais tenros habitantes do berçário do Mãe de Deus até o s residentes no João XXIII. A massa pedia quase sempre a mesma coisa, porque os fatos do campo são claros e, fora uma ou outra opinião mais enfeitada, o torcedor é inteligente e vê o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro de tudo: o Inter adotou um centroavante. No Gauchão, Taison e Nilmar faziam o que bem entendiam com as defesas a golpes agudos de velocidade. Mas no Brasileirão, Guinãzu e Magrão não conseguiam apoiá-los com a mesma força, e os dois mais se desencontravam pela vastidão do campo do que se reuniam para estufar as redes adversárias. O Inter atacava pouco, e mal. A fixação de Alecsandro no time devolveu-nos a estatura, a força, o enfrentamento de área: o Inter agora faz gol de cabeça e de bola parada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuando a catalogar as mudanças, sejamos francos: estava na hora de o bravo Magrão ceder seu lugar no time. Fisicamente mal, lento e sem o mesmo poder de marcação, o necessário vai-e-vem frenético do meio-campo estava prejudicado. Na altura de seus pueris dezenove anos, Giuliano tem disposição, bom jogo e com confiança em alta dará cada vez mais resultado. A nova dinâmica do Inter está mais fluída com sua presença, e Cléber Santana, se vier, já tem no mínimo uma sombra, senão um grande concorrente no grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para finalizar, falemos de Kleber. Por favor, reconheçamos: nos últimos vinte dias, Kleber estreou no Inter. O lateral de Seleção, ao fim e ao cabo, está em Porto Alegre, e vai à linha de fundo, e cruza, e mete lançamentos de cinquenta metros à la Gérson, da nossa intermediária, uma coisa de louco. Por fim, aí está o grande jogador, o investimento de três dígitos por mês justificando-se plenamente. Aí está a qualidade esperada do boleiro diferenciado, e que sabe ser necessário jogar mais e melhor, pertinho de Dunga, para ir à África do Sul. O Inter ganha e muito com essa inesperada aterrissagem nos pagos, com quatro meses de atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, somando e diminuindo, o que fez o Inter? Sem falar na fixação de Bolívar onde ele é ótimo, na zaga (não é, Tite?), somente investiu em uma formação de ataque mais tradicional, deu espaço a um jovem jogador e reabilitou algo tão necessário quanto antes esquecido: a jogada pela linha de fundo.  Três coisas comuns, mas essenciais, três tipos de medida que vários treinadores do mundo tomam, todos os dias, seja no Real Madrid ou no Arimateia FC. Não foi necessário criar um seminário internacional para debater a crise. O convencional funciona, e como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora lá vai o Inter, rumo ao Tetra. Camisa nove na área, cruzamento, pegada no meio e taça no armário. Essas coisas simples e boas do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que cobram um tremendo preço quando são esquecidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3998301732052786494?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3998301732052786494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3998301732052786494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3998301732052786494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3998301732052786494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/o-futebol-e-simples.html' title='O futebol é simples.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7094218753002666837</id><published>2009-08-13T11:19:00.001-03:00</published><updated>2009-08-13T11:22:24.738-03:00</updated><title type='text'>O 3-5-2 é o caminho (mesmo fingindo que não).</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo esse texto com certo receio. Não tenho certeza se devo dedicar uma coluna diária ao maior segredo do Beira-Rio. Segredo guardado por trás de entrevistas, escalações, Bolívar com a camisa 2: o Internacional joga num 3-5-2. Como aquele primo que foi preso por posse de drogas e hoje senta na ponta da mesa, na ceia de Natal, o assunto não é abordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que por medo do "esquema chama-derrota", no papel o time de Tite joga com Kleber na mesma linha de Bolívar, com Giuliano e Andrezinho compartilhando a armação de jogadas. Mas, ao apito do juiz, fica claro que não há dois zagueiros apenas. Giuliano não é um meia armador. Kleber está, no mínimo, 30 metros à frente dos zagueiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa maneira (e, por favor, não "por consequência do título no Japão"), o grupo organiza-se, e Tite (que pode ser tudo – e é, sim, muita coisa – , menos burro) monta, às escondidas, um time que joga no esquema detestado por todos, desde todo o sempre. Mas não conta pra ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolívar sempre foi zagueiro. Fala isso seguidamente, em entrevistas (sempre que tem a chance, na realidade) e demonstra em campo. Como lateral, é fraco. Atuando na zaga, é excelente. Ponto para o 3-5-2, que levou o General para o lado de Índio e Sorondo. Dois stoppers e um zagueiro de sobra, e o problema da zaga, se não foi sanado, está demonstrando melhoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio de campo, vemos Sandro salvaguardando a zaga como ninguém. Diz-se por aí que é o melhor volante desde Falcão / Batista. Não vi eles jogarem, me desculpem. Mas vi Sandro. Guinazu atua mais avançado (ou, se preferirem, em todos os lugares do campo) e Andrezinho é o 10 clássico. Pelos lados, a maior e mais eficiente mudança do time. Pela esquerda, Kleber comprova o que já se sabia, mas muitos duvidavam: é um exímio ala. Com lançamentos preciosos, ajuda muito o ataque quando não precisa se preocupar tanto com a defesa. É o pé esquerdo mais preciso do grupo colorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pela direita, há o ala-direito, vejam só. Quem ocupa essa função? Giuliano afirma que nunca tinha jogado assim. Mas, em contrapartida, foi escolhido o craque do último jogo. Jogando ali, como ala-direito. Bolívar perde grande parte de sua angústia, ao não ter que ir à linha de fundo. Giuliano utiliza seu passe qualificado, sua velocidade, seu folêgo e sua habilidade para produzir todas as jogadas pelo lado direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente, Taison e Alecsandro entram e deixam a grande área, numa movimentação intensa, o que confere mais oportunidades de lançamento. Além disso, por almejar os lados, o time tende a lançar bolas altas na área. E lá há Alecsandro, um ótimo cabeceador e finalizador. De fora, há um Taison em má fase, mas que certamente não desaprendeu a chutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, o Internacional joga, hoje – e pode-se perceber isso no jogo contra o fraco Sport – , num 3-5-2 muito bem armado. Os grandes problemas (como falta de segurança na zaga, ausência de jogadas pelo lado direito, o abismo entre zaga e ataque, a solidão dos três da frente) parecem ter suas resoluções no novo esquema colorado. E ele é três-cinco-dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não contem pra ninguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7094218753002666837?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7094218753002666837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7094218753002666837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7094218753002666837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7094218753002666837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/o-3-5-2-e-o-caminho-mesmo-fingindo-que.html' title='O 3-5-2 é o caminho (mesmo fingindo que não).'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2268760347258648167</id><published>2009-08-11T16:43:00.000-03:00</published><updated>2009-08-11T16:45:23.552-03:00</updated><title type='text'>Atualidades Coloradas.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Jack, o Estripador (e sem contar o resultado de ontem, seja ele qual tenha sido), hoje vamos por partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernandão enlouqueceu – No bom sentido, é claro. O eterno Capitão América, vendo frustrada sua legítima pretensão de voltar ao Inter, disparou verbalmente com a fúria de uma de suas antigas cabeçadas letais contra a direção colorada. O grande ídolo errou, mas Fernandão poderia cometer mais um milhão de equívocos e tudo estaria bem. A sua volta ao Inter ocorrerá, mas não mais com calção e chuteiras. Para completar sua trajetória no clube, Fernando Lúcio da Costa será nosso presidente, assim como Beckenbauer foi do Bayern. Quem viver, verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter vem aí – Abro o jornal de ontem e deparo-me com a grande notícia: falta pouco para a maior promessa das categorias de base do Inter desde Alexandre Pato voltar a treinar com bola. A explosão muscular, o arranque felino, o chute feroz, mortal, encorpado, tudo isso são atributos inatos de Walter como a beleza está inscrita na genética da aspirante a misse. Quando estiver pronto, as únicas coisas que o separarão da titularidade serão quatro ou cinco jogos de sequência, e mais ele não precisará. O Inter tem um diamante bruto nas mãos. Poli-lo é sua obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonda pra cá, Sonda pra lá – Delcyr Sonda, o famoso capitalista colorado, virou o argumento delirante dos despossuídos de investidor. Com Sonda é mais fácil, nos falta um Sonda, babam os desmemoriados ex-beneficiados do seu patriarca Gerdau. É evidente que atualmente a importância do especulador futebolístico aumentou, mas também não é menos verdade ser o Inter, talvez junto com o São Paulo, o clube brasileiro mais atraente para esse tipo de negócio. Além do mais, nossas categorias de base continuam criando mercadorias de primeiro mundo, que despejam dinheiro a rodo nos nossos cofres. Vejam o caso de Nilmar: o Inter conseguiu lucrar duas vezes com ele, em 2004 e agora. É de se tirar o chapeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contratação arrasa-quarteirão – Está faltando, mas talvez nem necessitemos dela. Considero Edu e Fabiano Eller bons negócios, mas eles não são, por exemplo, um Ricardo Oliveira, um Lúcio, um Riquelme, vá lá. Mas confesso que o sequestro de Nilmar para a Copa das Confederações abriu-me a seguinte certeza: estar dependente de jogadores convocáveis – já que a CBF anda para os clubes – pode ocasionar uma tragédia como a ocorrida com o Inter. Há outras razões, claro, mas se Nilmar não fosse fazer hora na África do Sul, seríamos agora campeões da Copa do Brasil. O ótimo jogador sem chances na Seleção pode, no momento decisivo, fazer os gols que o craque famoso não poderá marcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Suruga neles – Por que fazer beicinho para a Taça Suruga? É caça-níquel? É. Não tem muito sentido técnico? Não tem. Mas é competição internacional, referendada pela Conmebol, e vale taça. Só de levantar cedinho da manhã para ver o Inter jogar no Japão já valeu, e muito. Vai ver a carranca alheia se deu por causa disso... Secar às sete horas da manhã? Haja paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém vai nos derrubar? – Por último, o fato é impressionante. Três rodadas parados e só perdemos duas posições na última delas, e ainda assim após muito esforço alheio. Os pessimistas alertavam que voltaríamos a território brasileiro em décimo lugar. Muito bem, aí está o Inter sendo mantido em cima da tabela por alguma força oculta, imaginemos nós. Quem será que nos tira dali? Pelo que tenho visto dos outros times desse campeonato, se bobear, só nós mesmos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2268760347258648167?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2268760347258648167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2268760347258648167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2268760347258648167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2268760347258648167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/atualidades-coloradas.html' title='Atualidades Coloradas.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-135957871130611331</id><published>2009-08-10T16:53:00.000-03:00</published><updated>2009-08-10T16:55:19.706-03:00</updated><title type='text'>Tempo de despertar.</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma desgastante viagem ao outro lado do mundo para disputar uma Copa de menor expressão é ruim. Pior que isso só voltar de mãos, e bolsos, vazios. Não foi o caso. Atravessamos o mundo e faturamos o caneco da suruga nipônica, além de uns preciosos níqueis. Pois bem, agora bola para frente, é tempo de despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje à noite temos a chance de soterrar os alardados efeitos negativos desta pausa e mostrar que ela pode sim ser usada como trunfo. Como se alguém apertasse o botão vermelho e impusesse uma parada emergencial, capaz de fazer emergir do fundo do poço o esquecido futebol e o irritante estado anímico do vestiário colorado. Quando da ida para o Japão a equipe como em um passe de mágica havia desaprendido, do dia para a noite, a jogar aquele futebol que encantou torcida e imprensa no primeiro semestre. Magrão estava de saída, D’alessandro afastado do grupo principal e Tite e seu discurso sustentado por um fio de cabelo de Fernando Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase quinze dias se passaram desde nosso último embate pelo Brasileirinhas 2009, naquela chorada vitória contra o tradicionalíssimo time do Barueri, o highlander tupiniquim da rodada. De lá para cá, muita coisa aconteceu, principalmente nos bastidores do futebol. Carvalho berra aos quatro cantos que chacoalhou o vestiário, Edu, o ilustre desconhecido, desembarcou na Padre Cacique afirmando jogar em todas as posições do meio para a frente sob o aval daqueles que acompanham o futebol espanhol. O que não é meu caso. Eller provavelmente desembarca amanhã para concretizar o retorno ao clube que lhe elevou ao grau de Campeão Mundial. Torço para que ele traga de volta o mesmo futebol que apresentou na sua última visita ao Beira Rio, ano passado, quando o seu Santos venceu o Inter pelo placar mínimo e Eller foi o dono da zaga paulista. Veremos. Há ainda, entre os mais cotados, o flerte com Cléber Santana e um lateral direito minimamente descente e não improvisado, além do garoto Caíque, destaque do bugre campineiro pela série B. Soma-se a isso as desejadas saídas de Álvaro, ainda sem destino certo, e de Leandrão que vai desfilar todo seu garbo e elegância na terra de Caê. Que vão pela sombra estes dois, assim como Fernandão, que após um ataque de guri mimado assinou com o Goiás, alegando não ter sido “tratado como merecia”. Ah pára, tchê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegadas e despedidas feitas, novamente o foco volta-se para a competição que realmente importa, a qual aguardamos na fila há trinta anos. A posição que nos encontramos na tabela, mesmo com duas rodadas de atraso, corrobora a impressão que tenho deste campeonato. O equilíbrio é evidente. Porém, equilíbrio não quer dizer necessariamente dificuldade. Ao acompanhar o desenrolar das rodadas nota-se que uma equipe organizada, com um algo mais que lhe destaque dos demais, leva este caneco sem fazer muita força. E hoje vejo apenas duas equipes com este algo mais. O Inter, pela amostragem do primeiro semestre, APESAR do entregador de coletes e o Palmeiras, justamente EM FUNÇÃO do entregador de coletes. Uma pitada de devaneios, esperança, e um simulador nas mãos demonstram que uma vitória do galo mineiro contra o Palmeiras, em Minas, aliada à uma embalada colorada neste jogos que restam para o fim do turno nos colocam novamente na ponta da tabela, vivos na luta por este caneco. Duas rodadas atrás da maioria dos adversários, mas ainda assim flertando com o topo da tabela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O campeonato nacional (re)começa logo mais, às 21h no Gigante. O despertador soa seu irritante tom repetitivo. Que o Colorado erga-se de seu sono em berço esplêndido. Pois é, da fato, tempo de despertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-135957871130611331?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/135957871130611331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=135957871130611331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/135957871130611331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/135957871130611331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/tempo-de-despertar.html' title='Tempo de despertar.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4613188190052165054</id><published>2009-08-10T14:36:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T14:39:56.804-03:00</updated><title type='text'>Chocha – mas necessária...</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A metade do Centenário já é história e o que temos para mostrar até agora são o Gauchão e a Copa-De-Nome-Engraçado. Aliás, que fique claro: pessoalmente, acho que o Inter tem que entrar para ganhar em todas as competições de que participa; não me importa se é palitinho, par ou ímpar, jogo do osso, Brasileirão ou Mundial FIFA. Entrou, tem que vencer. Nesse aspecto, já que havia um joguinho “ganha-pataca” do outro lado do mundo em plena disputa do Brasileirão, o mínimo que nos cabia era a vitória. E ganhamos. Gostei? Óbvio. Comemorei? Não. Tão simples quanto isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esclarecimento acima tem razão de ser porque houve uma certa confusão entre a conveniência da disputa da Suruga (nenhuma) com a seriedade com que esta deveria ter sido encarada (total – v. acima); é meio chato ter que explicar, mas vá lá: este escriba disse – e mantém! – que queria mesmo ganhar essa Copa-de-Japonês; ora, se inventam coisa pra disputar e nos botam numa dessa, é evidente, tem que ir lá pra vencer. Agora, achar que isso é uma grande coisa já são outros quinhentos – tanto que não vi nenhum colorado exatamente “emocionado” com a “conquista” (que valeu mais pela grana, pela divulgação do nome do Inter lá fora e pela prova de profissionalismo). Mas ok, entendo que isto possa atiçar os instintos mais primitivos de gente que gosta de comemorar vaga, passagem de fase, liderança de turno, vitória em jogo, desobstrução de intestino e por aí afora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui em diante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, descontada a diverticulite mental do pessoal do parágrafo anterior, agora temos que nos concentrar só no Brasileiro, quase comprometido que está em função do tsunami de junho e julho; desta vez, parece que a direção se antecipou e foi buscar reposições interessantes ainda antes da janela do meio do ano – salvo pelo lateral-direito, cáspita, que ninguém consegue achar. Outro aspecto interessante é ver o encaminhamento dado para resolver de uma vez por todas os problemas que nos ferraram há dois meses: aparentemente, quem não tem mais clima se vai, e quem fica se enquadrou. Melhor assim; tivemos a inominável oportunidade de ainda ficar entre os quatro primeiros mesmo com dois jogos de atraso, de guaiaca forrada e o ambiente, ao que tudo indica, devidamente esterilizado. Agora não tem mais desculpa, temos que correr atrás desse Brasileiro de qualquer jeito (como diria o meu estilista, estilizado, arrojado e prático avô, S.Assis P.Ererê, “com chiripá costurado, chega de poncho improvisado...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: Fernando(s)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que houve neste episódio o popular “passa lá em casa um dia desses...”; mas daí a gerar o chilique e a repercussão vistos durante a semana, há uma oceânica diferença...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 2: ironia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podíamos fazer camisetas com a frase “não, não gostamos de ídolos” – aí quem sabe os patrulheiros de plantão nos deixassem em paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4613188190052165054?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4613188190052165054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4613188190052165054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4613188190052165054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4613188190052165054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/chocha-mas-necessaria.html' title='Chocha – mas necessária...'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-86159870736084343</id><published>2009-08-04T15:07:00.001-03:00</published><updated>2009-08-04T15:09:09.986-03:00</updated><title type='text'>Sete razões para acreditar no Tetra.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último mês de julho, a torcida colorada viveu sua via-crúcis. Após um primeiro semestre de euforia mas com final decepcionante, a tempestade do meio do ano abateu-se perante a massa, e não era para menos. Agora, no entanto, já há motivos para ser otimista. O Inter não está atrás de nenhum time brasileiro, e o tetra é uma realidade possível. Vamos aos porquês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) O Inter sobreviveu ao junho/julho nefasto – Claro que não foi como nós queríamos, pois a Recopa e a Copa do Brasil escaparam. Claro que experimentamos o menu completo a ser servido após derrotas como essas: indignação, frustração, comentários de bastidores a rodo e pedidos de demissão. Mas o fato é que o Inter resistiu à intempérie, e dá sinais de ter sobrevivido à blitz que sobre ele se abateu. A letargia está sendo espanada para fora de casa e, mais cedo ou mais tarde, vai embora definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) O Inter revisou alguns conceitos – A saída de Nilmar, a tortos caminhos, fez o Inter jogar com centroavante, e isso é ótimo, quase imprescindível. Ainda, Magrão perdeu lugar cativo, Taison não é mais titular absoluto, D’Alessandro está passando por uma providencial reciclagem e Kleber agora, vejam só, até vai à linha de fundo fazer cruzamentos. As peças defeituosas da equipe começaram sim a sofrer algumas revisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Fernando Carvalho assumiu – Mais do que nunca, e talvez com algum atraso, Fernando Carvalho demonstrou a todos sua atuação forte e enérgica, reparando arestas e tomando providências as quais ache necessárias. No meio da semana passada, o Inter já tinha ido a campo com outra cara, mais disposição, mesmo ainda faltando um melhor futebol. O vestiário começa a fazer efeito.  Fernando Carvalho, sem dúvida, é um de seus maiores protagonistas dessa mudança nascente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Não vamos despencar na tabela – Apesar de estar com um jogo a menos, continuamos dentro da zona da Libertadores, e na volta do Japão faremos dois jogos em casa. Temos tudo para continuar a poucos pontos do líder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Todos têm seus problemas – O SPFC só agora começa a recuperar-se. O Palmeiras não é uma grande equipe e corre o risco de ser trucidado pela janela de agosto. Grêmio e Cruzeiro possuem bons times, mas nenhum superior ao Inter, e com deficiências pontuais definidas, tanto como nós. Atlético-MG, Vitória e Goiás terão fôlego para acompanhar os ponteiros? O Inter, nesse campeonato, não deve nada a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Contratações, por que não? – Píffero pode estar fechando com Cléber Santana, um excelente jogador. Noticia-se a especulação de Ricardo Oliveira, e o Inter, com dinheiro no bolso, certamente está engatilhando contratações que representem acréscimo de qualidade ao time. Apesar de ter perdido o grande Nilmar (ai de ti que não o convoque agora, Dunga, ai de ti!), não há time, nesse país, tão apto a contratar mais e melhor durante a malfadada janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Torcida semper fi – A massa colorada briga quando tem que brigar, mas já está recompondo-se e pronta para jogar junto de novo. O campeonato é longo, muito longo, e com o passar do tempo o clima melhorará – é questão de dias para que o Beira-Rio volte a rugir. A torcida cobra porque sabe do que esse grupo é capaz. Mostrando raça e um mínimo padrão de jogo, o Gigante virará, como sempre, um inferno para os adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vê, ainda há tempo e razões de sobra para, mais uma vez, acreditar piamente no Inter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-86159870736084343?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/86159870736084343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=86159870736084343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/86159870736084343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/86159870736084343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/08/sete-razoes-para-acreditar-no-tetra.html' title='Sete razões para acreditar no Tetra.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7836635733415231928</id><published>2009-07-31T15:54:00.002-03:00</published><updated>2009-07-31T15:58:45.154-03:00</updated><title type='text'>Melacueca.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos atrás, quando o Branco assumiu um cargo no já combalido Fluminense, discutiu com repórteres numa coletiva. Lá pelas tantas, um mais lacaio, sempre tem um mais lacaio, perguntou quais eram os objetivos dele na temporada para o seu time. Branco respondeu que os objetivos se resumiam, não corrijam a desconcordância, estúpidos de plantão, a um só: vencer o campeonato. O repórter retorquiu a pergunta argumentado que o time das Laranjeiras era muito limitado. Branco partiu pra ignorância. Sim, afinal, a resposta óbvia é sempre "vamos lutar parar sermos campeões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, quando Fernando Carvalho brigou com o Píffero, meia diretoria e desafiou quase toda a torcida colorada para contratar Tite, depois de espertamente confrontar o nome de Nelsinho, odiado por todos, com o de Tite, uma das metas era, depois de um mal começo no Brasileirão, conquistar uma vaga na Libertadores. Chegou a se dizer na época que teria até um prêmio extra para o treinador pela conquista da vaga. Não conseguimos. Com muito sofrimento ganhamos a Sul-Americana. Uma grande conquista para um torneio bem disputado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noves fora o Gauchão onde, marcando sob pressão e sem medo de perder, o Inter triturou os adversários, a partir das quartas-de-final da Copa do Brasil, o futebol da equipe colorada foi minguando. Taison era o líder dos artilheiros na temporada. Os dribles de D'Alessandro eram estudados passo a passo em vídeos didáticos na televisão. O objetivo traçado pelo líder da atual direção era bem simples, como o de Branco, apesar de todas as dificuldades: vencer tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdemos a Copa do Brasil jogando o esquema atual, comumente chamado por aí de 7-0-3, que seja, nosso treinador manda sete jogadores recuarem, a zaga, os laterais e os três volantes, e os da frente, Andrezinho ou D'Alessandro, mais os dois avantes, que se virem para buscar jogo. E ai se um deles não voltar. Será achincalhado pelos patriotas do futebol moderno praticado nos pampas. Infelizmente pra quem gosta de ficar babando na frente da televisão pelos jogos do Barcelona. Esqueçam. No Rio Grande do Sul, os críticos masturbam-se com vídeos da seleção italiana. Fosse por ele, e por Tite, quem sabe, e todas as equipes jogariam num monótono catenaccio guerreiro e lutador. Futebol, Tite, é assim ó:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Futebol é muito simples: quem tem a bola, ATACA: quem não tem, defende." - Neném Prancha (mas dizem que a frase mesmo é do João Saldanha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, dias atrás, Tite, após uma dessas desastrosas viradas que sofremos jogo sim, jogo não, declarou que o objetivo colorado no campeonato brasileiro é, vejam só, "a vaga da Libertadores". Ou seja, quando ainda estávamos um ponto atrás do líder, nosso treinador, se por conta própria ou autorizado por terceiros, declara que uma vaga e tudo bem, que direi eu quando penso se vou ou não enfrentar sensação térmica abaixo de zero nas arquibancadas gélidas da beira do rio? Dizer que quer só a vaga é, como diria Tim Maia, ficar só no melacueca depois daquele arreto num canto sórdido de uma festa rock em um desses becos portoalegrenses. Não existe essa opção. Como Branco, xingando o repórter. Não existe meio-termo. Todos os times, desde os Avaís da vida até os grandes clubes, querem é o título. Nelson Piquet já dizia: segundo é último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, na semana da sacudida, respingou pra tudo que é lado, mas quem saiu encharcado foi só um. O bode foi colocado para dar voltas em torno da pista atlética. Fernando Carvalho prometeu um novo Inter. Um Inter com disposição. Tamanha hipocrisia seria impensável em qualquer outro lugar. Mas, em um país, como diria, de novo, nosso grande filósofo, Tim Maia: Um país em que prostituta se apaixona e traficante é viciado não pode ir pra frente mesmo. Sim, num país em que os políticos fazem campanhas prometendo o indispensável, honestidade, nada mais natural que o líder de um clube de futebol prometa à torcida o mínimo aceitável: vamos mostrar disposição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando for pagar minhas contas, em vez de fazer tudo pela internet, irei até o banco. Pedirei um cafezinho. Conversarei com o gerente. Serei solícito e simpático. Enfim, mostrarei disposição. Mas direi que não tenho todo o dinheiro. Só muita vontade de quitar minhas dívidas. Será que rola?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Mesmo com as discordâncias de idéias, desejo recuperação ao Tite. A perda de um familiar muito querido depois de uma longa enfermidade é muito dura. O tempo ajudará a aliviar a dor. Boa sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps2: Trilha sonora do colunista hoje – Supergrass, Queen of The Stone Age e, claro, Tim Maia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7836635733415231928?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7836635733415231928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7836635733415231928&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7836635733415231928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7836635733415231928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/melacueca.html' title='Melacueca.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3942421695493897373</id><published>2009-07-30T13:51:00.001-03:00</published><updated>2009-07-30T13:53:08.986-03:00</updated><title type='text'>D'Ale tinha razão.</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras de D’Alessandro registradas no jornal Zero Hora de 26 de maio deste ano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— O mais importante do Inter, hoje, é a defesa. Na medida em que a defesa funciona, os gols dos atacantes aparecem mais, porque decidem os jogos. Pode parecer filosofia, mas é a realidade. Quem não leva gols, não perde. E tem mais chances de ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabezón sempre foi um sujeito meio desatinado, é verdade. Mas temos que reconhecer: de futebol, ele entende. Em maio, D’Ale resumiu em poucas palavras todo o funcionamento daquele sistema que, até então, mantinha o Inter na liderança do Campeonato Brasileiro – invicto e sem tomar um único gol. A força do Inter, dizia D’Ale, não estava só na velocidade de Nilmar, nem nos avanços insinuantes de Taison. Estava, isso sim, lá atrás, na famigerada “linha de quatro” em que se enfileiravam Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber, todos sob a proteção classuda de Sandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D’Ale tinha razão. O Inter do primeiro semestre não tomava gols. Podia até fazer partidas deploráveis, especialmente fora de casa. Mas não tomava gols – e o resultado acabava aparecendo, mais cedo ou mais tarde, em um contra-ataque furtivo ou em uma bola parada. Funcionava, enfim. Simplesmente funcionava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembram do jogo de ida contra o Flamengo, pelas quartas-de-finais da Copa do Brasil? Eu lembro: foi uma das piores apresentações do Inter no primeiro semestre deste ano. Ali a equipe de Tite foi dominada de um hemisfério a outro. Deixou o adversário jogar, não conseguiu criar nada e ainda viu D’Alessandro naufragar na dileta marcação de Toró. Mas vejam só: empatou! Ficou em um honroso e satisfatório zero a zero. Não perdeu, não sofreu nenhuma virada, não decepcionou. Apenas empatou. Porque aquele Inter – valha-me Deus! – não tomava gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mudou no Inter do primeiro para o segundo semestre foi apenas isto: a defesa, que deixou de ser o pilar forte do sistema de jogo colorado. Hoje, o Inter tem uma das defesas mais lentas e frágeis do país. Uma defesa que marca à distância, que erra passes à granel e que, pelo menos até a entrada de Sorondo, teimava em fazer de qualquer bola alçada na área um verdadeiro deus-nos-acuda. Vejam que a produção ofensiva do Inter não decaiu: nos últimos seis jogos, marcou nada menos do que 14 gols – mais de dois por confronto. É produtividade de campeão. O problema é que, nesses seis jogos, o Inter conseguiu levar, também, 14 gols. Uma peneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas semanas, o Inter foi acometido por uma estranha “síndrome do segundo tempo”. O time começa bem, constrói uma vantagem considerável, mas invariavelmente permite que o adversário empate ou até vire o jogo. Foi assim contra Atlético-PR, Fluminense, Grêmio, São Paulo, Botafogo e, ontem, contra o Barueri. O diabo é que a estratégia de jogo colorada continua exatamente a mesma. Desde agosto de 2008, o Inter é um time que constrói uma vantagem e depois se encolhe para administrá-la. Tite, aliás, chegou a ser amplamente criticado pela covardia da equipe, que sempre se apequenava no próprio campo depois de marcar um ou dois gols. Pois bem: o Inter continua agindo exatamente da mesma maneira. A diferença é que, agora, toma gols no momento em que tenta administrar a vantagem. Antes não tomava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra o Barueri, o Inter conseguiu melhorar na marcação. A equipe paulista criou pouquíssimas chances e só chegou ao empate devido às desventuras em série de Michel Alves. Os três pontos foram sofridos e deixaram um recado claro: o Inter não consegue mais executar aquela estratégia de Tite – a de vencer no primeiro tempo e administrar a vitória no segundo. Ora porque essa estratégia é mal executada e sobrecarrega demais a defesa. Ora porque nossos zagueiros realmente perderam o ímpeto e a qualidade que costumavam ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta a verdade: o Inter precisa se defender melhor. Esqueçam as especulações quanto a brigas de vestiário, os boatos sobre possíveis dispensas e as fofocas sobre noitadas. Tudo isso é uma grande balela. O Inter só precisa se defender melhor. Nada mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3942421695493897373?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3942421695493897373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3942421695493897373&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3942421695493897373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3942421695493897373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/dale-tinha-razao.html' title='D&apos;Ale tinha razão.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3126200519853819947</id><published>2009-07-29T11:40:00.000-03:00</published><updated>2009-07-29T11:41:59.159-03:00</updated><title type='text'>A réstia.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito em sacudida no vestiário, não acredito em ponto de equilíbrio, não acredito em manutenção da comissão técnica. Não acredito em nada. Acho que, desde o início, desde a raiz, a ideia da direção está errada. O problema está em X, as soluções propostas apontam para Y. A cada declaração, a cada reportagem, a cada entrevista, minhas perspectivas afundam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que estava certo está morto e enterrado. Já era. O problema não é Bolívar, não é a dupla de zaga, não é a saída de Nilmar. Nossos problemas não estão nas substituições erradas de Tite, nem nos gols salvadores de Leandrão. (E muito menos, convenhamos, em D’Alessandro). Nossa crise é técnica, sim. Mas é muito mais anímica. Obviamente há algo de podre no reino de Fernando Carvalho. Reino este que mora, claramente, na barriga de dois ou três. Ou um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocar peças de um jogo estragado não vai mudar em nada. Não são os peões os culpados, se jogam em um tabuleiro estragado. E é isso que joga quase toda a esperança de um futuro promissor para o fundo. É esse cenário que parece mostrar que tudo, até maio, era ilusão de ótica, fantasia, mágica. Ou, simplesmente, estávamos jogando contra adversários inferiores, sem brigas no vestiário e com os jogadores flutuando, de tão leve que se apresentava o ar na beira do rio. Mas Deus escreve certo por linhas tortas. E é aí que mora a minha réstia de esperança, o último fio da corda em que me agarro para tentar acreditar em um final de ano bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema tático está errado, a punição de D’Alessandro é absurda, Kleber não deve ser o quarto zagueiro colorado, mas todos esses fatores, na mão contrária, podem resultar em algo positivo. Saem jogadores consagrados (D’Alessandro, Magrão, Nilmar) ou pré-consagrados (Taison) e entram iniciantes. Jogadores "medianos" (e, por medianos, me refiro a jogadores menos idolatrados, menos atingidos pela mídia, menos cotados a Craque do Brasileirão), como Andrezinho, Giuliano (buscando sair do patamar de "promessa" e chegar ao de "bom jogador"), Alecsandro (tentando se consagrar como centroavante matador), Bolaños (este, vindo de uma má fase estrondosa em sua chegada ao Brasil), entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, o Inter perde a cotação de "time do momento". Estamos, ao menos psicologicamente, abaixo de Avaí, Náutico, Barueri, qualquer time recém-chegado da Série B. Ninguém espera mais nada do Inter. Ainda menos sem Nilmar, D’Alessandro e Taison. Bolaños? Aquele perna de pau do Santos? O Inter já era. E é desse pensamento que talvez venha o detonador da nova fase do Inter. Com jogadores que estão querendo comer grama, provar que são dignos de levantar o Inter da crise, fazer o que as grandes estrelas não fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que isso vai acontecer? Sinceramente, não. Talvez por, inconscientemente, achar que, quanto menos esse grupo tiver crédito, mais a teoria fará sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou talvez por não acreditar, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é a última cartada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3126200519853819947?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3126200519853819947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3126200519853819947&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3126200519853819947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3126200519853819947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/restia.html' title='A réstia.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2272200972898994275</id><published>2009-07-27T21:03:00.001-03:00</published><updated>2009-07-27T21:05:15.376-03:00</updated><title type='text'>O tetra começou.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado passado, por volta das nove horas da noite, o Inter começou a ser tetracampeão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, senhoras e senhores, é isso mesmo. Após a apocalíptica derrota para o Botafogo, ali mesmo no estertor da tristeza clubística, o Inter começou a fincar no solo a viga-mestra do seu esperado título. Para amenizar o sofrimento oportunizado pelo time em campo, terminado o jogo, nos surge a voz apocalíptica dele, Fernando Carvalho, gritando Chega!, Chega!, Chega!, como se fosse mais um torcedor indignado. Até que enfim. Má fase é má fase: a maior alegria clubística do mês, fruto de uma entrevista coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter não dá nada em campo, e não nos admiramos mais de fazer coisas estranhas por causa do retrocesso do time. Vejam só o caso do colunista, este triste plebeu que vos fala. O indivíduo simplesmente não aguentou. Nunca na minha vida de colorado tinha feito o que fiz sábado: aos vinte minutos do primeiro tempo, dois a zero para o Botafogo, abandonei o jogo. Simplesmente fui dar uma volta na rua, como quem não está gostando do filme e pede para sair. Eu, colorado de fé, de Beira-Rio sim ou sim, sempre, seja no frio glacial ou no calor senegalesco, dessa vez como que pura e simplesmente desisti do time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um espasmo cerebral, uma reação impulsiva. Mas foi. Simplesmente levantei do sofá da sala, os parentes atônitos, como se contemplassem um vulto de assombração, peguei a chave do carro e fui. Não havia mais sentido em ver o mesmo time de sempre jogar nada, os mesmos jogadores arrastarem-se em campo, os mesmos atacantes em fim de carreira invadindo nossa zaga a seu bel-prazer, enfim. No fim das contas, foi bom, pois não me estressei mais – empatar um jogo perdido e, depois, tomar o terceiro gol seria ainda pior, e acho que já não tenho mais ânimo para aturar certas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acontece, então, o momento mais importante do jogo, ou do pós-jogo. Entro no carro para voltar e ligo o rádio – sim, pelo menos o resultado queria saber. E o que ouço? O bálsamo. O oásis no meio do deserto. Flutua pelo sistema de som do carro a voz estridente do vulto vivo dizendo a frase que dele se esperava há dois meses: “não há mais desculpas”. Feliz, paro na sinaleira do Parcão e já imagino, no dezembro próximo, aquela Goethe pintada de vermelho. Fernando Carvalho falou, e nele eu acredito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém dirá que a reação diretiva é tardia, talvez. Concordo. Mas ainda há tempo de reconstruir o Inter. Estamos na quarta colocação do campeonato, quatro pontos atrás do líder e com mais ou menos uns trinta jogos a disputar. Há tempo para retomar os trilhos, desde que o vagão marche direito. Pelo menos o Inter, parece, resolveu pôr a mão na consciência e dar um passo atrás. Na vida e no futebol, não conheço quem tenha superado seus problemas sem antes reconhecê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mea culpa o Inter já fez, resta pôr em prática o que precisa mudar. Eu, por via das dúvidas, acho de bom tom que os outros times do país comecem a desconfiar desse Inter tão fraco dos últimos meses. Sábado passado, por que não, o Colorado começou a ser campeão brasileiro.Acho que o Inter vai acordar, e o Brasil inteiro vai ouvi-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2272200972898994275?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2272200972898994275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2272200972898994275&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2272200972898994275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2272200972898994275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/o-tetra-comecou.html' title='O tetra começou.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7316581585844321468</id><published>2009-07-27T13:48:00.001-03:00</published><updated>2009-07-27T13:51:50.719-03:00</updated><title type='text'>Os Neros do Beira-Rio.</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu falei que existe uma explicação lógica para qualquer coisa; que seria impossível um time profissional simplesmente “desaprender” a jogar bola em pouco mais de sessenta dias; que creditar tudo que está acontecendo somente a esotéricas “crises técnicas” era pura balela; que o treinador não tinha passado ao status de parvo analfabeto em matéria de futebol, assim, de uma hora para outra (mesmo “errando” muito ultimamente - falaremos mais a seguir). Pois os fatos - ah, esses benfazejos - parecem corroborar totalmente a tese deste que ora vos fala (e falou a respeito bastante também nas últimas colunas): tinha mesmo – e como! - problema fora de campo (sim, escutei alguém gritando “Cassandro!” ao fundo...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio, evidente, cristalino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vestiário colorado vem sendo desconstruído escancaradamente na imprensa (ou tão escancaradamente quanto possível para evitar coisas chatas como um processinho amigo, por exemplo...). Vimos lendo toda sorte de ilações, teorias, fofocas, e, ao menos numa oportunidade, de forma um tanto ligeira e leviana, foram relatados comportamentos absolutamente ridículos para um elenco dito profissional...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Óbvio, evidente, cristalino 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu acho que quem fala coisas como essas deveria começar a dar nomes a certos bois, não é mesmo? Pois é, estimados(as) leitores(as), eu acho que tenho o direito de saber quem anda farreando fora da cidade antes de um jogo, ou quem teve a brilhante ideia de esmurrar um colega que trocou de empresário. Não é genial? Se arco com a mensalidade do clube, e se o dinheiro dela serve para pagar quem gosta de curtir pagode com a mulherada às vésperas de decisões, nada mais natural que o indigitado sambista possa ser pelo menos “aconselhado” a mudar seu comportamento. Só não me venham com “o que será que acontece com o Inter...”, “um certo jogador de um pretenso clube teria batido em um suposto colega...”, e outros mexeriquinhos do tipo - fica parecendo conversa de comadre travestida de...notícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não sou nenhum moralista e sei perfeitamente que todo mundo pode se divertir. Só que 1) era meridianamente claro que havia algo de errado; 2) o que quer que fosse, não era noticiado devidamente como tal; 3) do jeito que falavam, a questão era só “técnica” ou “tática” (e, agora, “física” também); e 4) a direção ou assiste a tudo em berço esplêndido, ou vem sendo no mínimo (muito) incompetente pra botar ordem nesse mafuá. Se o sujeito quer zonear fora de campo, é questão totalmente individual (e, não poucas vezes, até bastante “íntima”, digamos assim). Agora, se isso prejudica o time e/ou faz o clube perder títulos, isso é da conta de terceiros, sim, senhor, ora, cáspita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçadinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se então essa manutenção do Adenor era para reforçar a “otoridade” dele perante os jogadores, sinto informar que a bola se foi pela linha de fundo. Inclusive, após a última rodada, está muito claro que o elenco rachou de vez, e o fez em torno do técnico. É muito fácil perceber isso nas entrevistas, ou seja, quem está contra e quem está com ele. Por isso que, não sendo – como não é mesmo – um “péssimo” treinador, Adenor se vira com quem tem e com quem pode (isto é, com aqueles que o apoiam e em quem ele “confia” – às vezes até queimando os “rebeldes”). Só isso explica certas escalações, atuações e substituições. O preço por ter se embrulhado com um técnico isolado no vestiário? A possível perda de um título brasileiro e, quiçá, até mesmo de uma vaga na Libertadores, se a tomada de uma atitude demorar mais (como diria o meu fisiológico, filosófico, prevenido e prático avô, S.Assis P.Ererê “a medida de uma demora é o que nos escorre perna abaixo...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja tarde para qualquer reparo nesse sentido; agora é com ele até o fim do ano, com risco de abalroar a boa vontade da torcida (semi-informada que está), em nome da manutenção de um suposto “bom trabalho”. Nisso tudo, Carvalho e Vitório apenas parecem afinar suas harpas, enquanto o fogo vai comendo solto no Beira-Rio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: the flute&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não vou me furtar a falar sobre o último fim de semana. Em verdade, me irrita o Inter perder para quem quer que seja por desleixo ou desatenção (como no segundo gol de domingo); e, por isso mesmo, a eventual raiva experimentada obviamente não se qualifica por quem ganhou, mas pela defecada do time no lance. Por isso é que eu acho que tem clubes por aí que deveriam ser realmente estudados: devem ser os únicos no mundo que ganham por “goleadas” de 2 a 1...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 2: the flute II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, pelas razões acima, podia ter sido até de um Atlético-PR, um Barueri, ou um Botafogo da vida. Não teria feito a menor diferença. Inclusive, tenho me sentido cada vez mais desse jeito em relação a times e torcidas que se alegram por meras vagas em competições, lideranças de turno, passagens de fase ou por um único jogo ente outros 37. Nesse sentido, deve ser a mesma coisa que tomar flauta de alguém do Náutico: sim, pra mim são todos “timbus”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EDITADO: e foi-se Nilmar. É provável que eu nunca tenha escolhido tão adequadamente o título de uma coluna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7316581585844321468?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7316581585844321468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7316581585844321468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7316581585844321468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7316581585844321468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/os-neros-do-beira-rio.html' title='Os Neros do Beira-Rio.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4613231107953095715</id><published>2009-07-23T14:25:00.000-03:00</published><updated>2009-07-23T14:28:11.322-03:00</updated><title type='text'>O Bêbado e o Equilibrista.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis da manhã. Porto Alegre ainda nem amanheceu. Julho gelado. A tempertaura beira o zero nos termômetros de rua. No saguão do HPS, crianças febris. Mães desesperadas. Velhinhos carregados pra lá e pra cá por filhos insones, encarangados de frio, arrastando os pés. Familiares em transe aguardando notícias de alguém que levou um tiro do vizinho, numa rixa de gangues, foi atropelado por um carro desgovernado de um alcoólatra. Atendentes de máscaras. A paranóia da gripe suína. O caos em perfeita ordem no portal do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio às tragédias alheias, um homem fala sozinho. Foi recolhido na calçada. Estava caído, bêbado, desacordado. Balbuciava palavras desconexas e não sabia dizer nem o nome ou muito menos onde morava. Sem referências, foi largado num canto do saguão até que alguém lhe desse importância. Depois de algumas horas lhe deram um cobertor amassarocado. Perto do meio-dia, um copo de qualquer líquido que fosse. Um sanduíche de outro que sobrou do almoço. Foram lhe atender às três da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiraram a pressão. Observaram o movimento dos olhos. A língua. Batimentos cardíacos. Fora alguma friagem que poderia se transformar num resfriado ou algo pior, o homem tinha boa saúde. A ressaca lhe batia na cabeça e ele ainda não coordenava as palavras direito. Foi quando lhe deram um café preto bem forte que sua face ruborizou e aos poucos foi tentando concatenar as idéias. Em vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma atendente social veio falar com ele. Tentar fazer com que lhe desse um nome. Um endereço. Alguém par que eles pudessem comunicar. Nada. O homem só falava em "jogar pelas laterais". Mas não me tira mais um meia pra colocar outro volante. De virada, de novo, não! A atendente preencheu o relatório e encaminhou o caso para o atendimento psiquiátrico. Aquele homem necessitava de um auxílio profissional mais técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psiquiatra de plantão tentou fazer com que a conversa entre ambos se desenvolvesse. Qual o teu nome? Nome? Não sei. Tite? Tite! Não, não é meu nome. Mas é o que me lembro agora. Tite é um treinador de futebol conhecido. Tu não é o Tite, respondeu o psiquiatra. Não sou? Ainda mais confuso, o homem levantou-se e começou a caminhar de um lado para o outro. Mas e o Sandro? Porque tirar o Sandro e não o Magrão? O que aconteceu no intervalo? A gente perdeu pro Avaí? Não. Eu não sei. O psiquiatra plantonista, cheio de outros casos para atender, preencheu a ficha do paciente com um definitivo "amnésia" de cabo a rabo na folha e mandou que o homem aguardasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito tempo depois, já noite, homens de branco o vestiram com uma camisa amarrada ao contrário. Colocaram ele numa kombi branca e o conduziram pelas escuras ruas de Porto Alegre. O trânsito intermitente. Uma chuva fria batendo nos vidros. O homem, nariz grudado na janela, ficava quieto e acuado. Não entendia o que estava acontecendo à sua volta, ensimesmado em seus pensamentos. Desceram num prédio antigo e o levaram até uma sala hermética. Outras pessoas, não com camisa como ele, assistiam sentadas a um programa humorístico. Já era quase hora da janta. Lhe deram uma injeção de tranquilizante e tiraram sua camisa. Vestido com uma roupa sem cor, o homem sentou-se do lado dos outros na sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sujeito ao seu lado o cumprimentou. Qual é o teu caso? Eu não sei. Só queria que atacassem pelos flancos, fizessem algumas triangulações bem tramadas e chegassem no ataque com cinco ou seis jogadores. Colorado? Perguntou o outro. Sim. Eu sou colorado. Isso mesmo! Eu sou colorado! Gritou nosso herói. Qual teu nome? Não sei, respondeu de novo. O outro devolveu: O meu nome é Abel. Abel Braga. Fui eu quem conquistou o Mundial pra ti. Abel? Abel! O homem pulou da cadeira e abraçou efusivamente o suposto Abel, que na verdade se chama Carlos e quando estava do lado de fora trabalhava num açougue. Tu é o cara, Abel! Tu é o cara! E caiu duro no chão, o tranquilizante já surtindo efeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4613231107953095715?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4613231107953095715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4613231107953095715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4613231107953095715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4613231107953095715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/o-bebado-e-o-equilibrista.html' title='O Bêbado e o Equilibrista.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3264507486626320370</id><published>2009-07-22T14:48:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T14:50:34.030-03:00</updated><title type='text'>Organograma falho.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde uma orquestra até uma colméia – passando por exércitos, continentes e empresas – , tudo baseia seu sucesso em uma organização. Organização esta que prima pela relação comandante-comandado. Combinada com uma estratégia, um ambiente favorável e mais alguns fatores que o Roberto Shinyashiky me ensinou, tudo tende ao sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito já para apresentar uma definição rasteira do termo "organograma", comumente utilizado na área de Administração: Organograma é um gráfico que representa a estrutura formal de uma organização. Credita-se a criação dos primeiros organogramas ao norte-americano Daniel C. McCallum, administrador de ferrovias, no ano de 1856. Os organogramas mostram como estão dispostas unidades funcionais, a hierarquia e as relações de comunicação existentes entre estes. Os órgãos ou departamentos são unidades administrativas com funções bem definidas. Num organograma, os órgãos são dispostos em níveis que representam a hierarquia existente entre eles. Em um organograma vertical, quanto mais alto estiver o órgão, maior a autoridade e a abrangência da atividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense agora no vestiário do Internacional. Nas entranhas do gramado perfeito do Beira-Rio. Qual é a organização do nosso clube? No papel, há o presidente do clube, que tem como subordinado próximo o vice-presidente de futebol. Este apresenta comando sobre o treinador, que delega funções junto ao grupo de jogadores. Está feito um simples rascunho da organização de um clube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, no Sport Club Internacional, problemas vão desde o funcionário mais poderoso aos últimos elementos do falho organograma, antes apresentado. O presidente, personagem inicial, não convence. Vitório Píffero é conhecido, há tempos, pelas desculpas esfarrapadas, pelas entrevistas indigestas, pelas atitudes descabidas e por uma singela arrogância não caracterizada com o clube que comanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, passa-se para o cargo próximo, ocupado por Giovanni Luigi, o Robin de Píffero. Ele já ocupou todos os cargos possíveis. Como que um irmão, Luigi está sempre próximo ao presidente para defendê-lo, apoiá-lo e fazer o que for preciso para limpar a barra. Mas o problema é que Giovanni Luigi não impõe respeito, não se faz levar a sério. Em entrevistas, regurgita absurdos. Culpa a astrologia, demoniza a imprensa, chora por lesões. Quando perguntado diretamente sobre o time, que não dá resultados, irrita-se. As únicas reações ante as entrevistas de Luigi são a irritação latente ou o riso angustiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado no banco de reservas, distribuindo coletes e fazendo substituições inúteis, Adenor Bacchi é apenas a árvore que nasceu de uma terra dura. Seus frutos são os 30% de aproveitamento nos últimos jogos. Muito já se falou sobre Tite. É evidente que ele não é técnico para o Internacional. "Mas não há opções no mercado", dirão os dirigentes, agora que Muricy foi para o Palmeiras, Luxemburgo foi para o Santos e meu cachorro está no veterinário. Mas Tite não é o problema (não o maior). Ele é apenas a conseqüência, apenas um sintoma. A doença é vem de dentro para fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o único doutor que podia nos curar está maluco, com teimosias e dossiês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3264507486626320370?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3264507486626320370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3264507486626320370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3264507486626320370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3264507486626320370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/organograma-falho.html' title='Organograma falho.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4033435851872002716</id><published>2009-07-21T16:26:00.001-03:00</published><updated>2009-07-21T16:28:19.381-03:00</updated><title type='text'>Revolução.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomara que essa crônica venha ao mundo solenemente morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, quero muito acordar nessa terça-feira, abrir a porta do principal diário noticioso do Rio Grande do Sul e ler que a revolução está em marcha. O café fumegante, um pedaço de pão torrado e a manchete definitiva: "Tite muda tudo", "Do jeito que estava não dava mais, afirma o comandante colorado". Ainda: "Carvalho: o Inter vai jogar muito mais daqui em diante, podem apostar". Coisa fantástica, animadora: às 7 horas da manhã cá estou eu em meio a uma pequena Queda da Bastilha futebolística. Ah, que maravilha seria o meu café da manhã com essas manchetes! Mudanças, mudanças, mudanças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nos acostumemos à modorra. Acho que o assunto desse texto continuará sendo atual hoje. Nada vai mudar no time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, a surrada novidade do Inter deste 21 de julho 2009 será o fato de que, infelizmente, não haverá qualquer novidade. A falta de mudanças reais, me parece, será a sequência do discurso de vestiário na perturbadora derrota de anteontem perante a comum equipe gremista. O time desconhece os lados do campo? Que coisa. Taison desapareceu? Azar. Kléber desacelera como um elefante antes de chegar à linha divisória do gramado? Não há problema: o Inter empilha más atuações e nada muda, nada pende para um lado ou outro, tudo se conserva escandalosa e assustadoramente igual. O Inter baba, ronca, e se contém em sua própria letargia como um ancião mal humorado e inconveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, vejamos: termina o vexatório clássico do último domingo e a primeira coisa que se vê é Fernando Carvalho, o grande presidente de sempre, sair aos microfones com a inadequada obstinação de um orador ateniense, pronto para defender o ancient regime reinante: "não muda nada! Nada!", vocifera o insigne vulto vivo. Mais do mesmo, infelizmente. Depois da derrota na Copa do Brasil, tudo continuaria como antes. Veio a perda da Recopa e continuamos adormecidos, o time cai a olhos vistos, tudo persiste igual. A equipe entrega o Gre-Nal no Olímpico mais vencível dos últimos anos e adivinhem? Nada muda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As únicas coisas inéditas no Inter são as tolices. Taison, o pessimamente orientado Taison, que não vem jogando nada vezes nada, afirma agora que só pode ser criticado por quem jogou futebol. Imaginem a cena: desaba um prédio inteiro em Capão da Canoa e só engenheiros e arquitetos estão habilitados a procurar culpados e investigar os motivos. Um bebum toma o pileque derradeiro: ai do sóbrio que o jogue porta afora do bar. Tite arremata, após o clássico, que agora é hora de "ter cabelo no peito", e imagino é que aí vem uma nova contratação: Tony Ramos, auxiliar técnico - ou lateral-esquerdo, quem sabe corra mais que Kléber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter não precisa de pelo no peito, Tite. Chega de frases. O Inter necessita de ideias simples: jogadas pela linha de fundo, estabilidade defensiva e medalhões em má fase no banco. Coisas corriqueiras e pontuais que podem acontecer em qualquer time de futebol. Cem mil sócios não bastam, contratações milionárias não bastam, fama internacional não basta. Do mais reles mendigo ao maior milionário, o mandamento universal é o mesmo: sentar em cima dos louros é o começo do fim. E o Inter parece estar adormecido neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso time enfrenta hoje, 21 de julho de 2009, talvez sem saber o início de sua encruzilhada particular. Ou se contenta com uma extraordinária realidade teórica enquanto conta número de sócios e reais entrando no caixa, ou sacode a poeira e começa a fazer brotar do chão o seu renascimento. O Inter do primeiro semestre morreu, e um novo precisa surgir. Na vida costuma ser bom olhar o todo em detrimento do hoje, mas no caso do Inter, as estatísticas de 2009, enquanto mais repetidas forem, mais continuarão contando uma fábula, uma história que já passou e que agora precisa ser reescrita. O Inter não precisa de cabelos no peito, Tite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está faltando mesmo é iniciar uma revolução.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4033435851872002716?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4033435851872002716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4033435851872002716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4033435851872002716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4033435851872002716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/revolucao.html' title='Revolução.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7241616509182351705</id><published>2009-07-16T21:29:00.001-03:00</published><updated>2009-07-16T21:32:18.256-03:00</updated><title type='text'>A Arte da Guerra.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já desisti de entender o que se passa no reino do Beira-Rio, muito menos o que se passa na cabeça de Fernando Carvalho, Píffero e Luigi à parte, pois todo mundo sabe que quem manda é o Carvalho, e Tite, que ninguém sabe mais o que se esperar. Se fosse o Abel, que é doido, eu até entenderia, mas o Tite, um homem equilibrado e trabalhador, um homem que chora, como Abel também chorava, não tenho mais idéia do que ele vai fazer ou deixar de fazer. Ou tento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sun Tzu disse: Em geral o que ocupa o campo de batalha primeiro e aguarda o inimigo está em boa situação; o que chega à cena depois e corre a pelear está cansado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu, Tite, não fui em quem disse, Carvalho. Foi o Sun Tzu que disse. Dois mil e quatrocentos anos atrás. Tem que ocupar o campo inimigo. Ocupar espaços. Para ocupar espaços é certo que o nosso exército, time, quero dizer, deve avançar para cima, não para trás, Tite. Com os espaços ocupados , o adversário que corra para roubar o espaço perdido. Ou seja, que corra atrás da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem ou a desordem dependem da organização; a coragem ou a covardia, das circunstâncias; a força ou a fraqueza, das disposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o time está desordenado em campo. Se o lateral não sabe se vai ou volta. Se o volante, os volantes, não auxiliam os meias, o meia, a organização da euipe é falha. Se é falha é porque falta orientação. Se o time some nas horas decisivas, é covardia. Se o time tem qualidade, não deveria ter medo. Se não tivesse medo, não fugiria. O medo nasce nos homens que temem perder o que conquistaram. Aqueles que se desapegam, nada temem. As circunstâncias é que fazem as regras, Fernando Carvalho, e não o contrário. Assim, se todos estiverem dispostos, o time manterá suas forças e vencerá. Sempre vence o mais forte, não necessariamente o melhor ou o mais justo. É do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invencibilidade reside na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ataque, Tite. mande o time para frente. Esqueça teu passado e as ranzinices do Fernando Carvalho. A vitória reside no ataque pois, futebol, como diria Dino Sani, é futebol. Não é tênis. Não é dominó. E mesmo no tênis, ou no dominó, se ataca. Ignore a invencibilidade. Defender-se por temer a derrota ou os gols sofridos é como defender a virgindade da filha mais nova. Não existe como. Um dia, ela dará. E não vai ser só uma vez. Nem para um só. Assim também trabalha o retranqueiro. Contra o impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quem ataca, joga a favor do possível. O gol sairá. Cedo ou tarde. Claro que não deves esquecer da retaguarda. Resguarda os teus flancos. É por lá que a vanguarda inimiga tentará infiltrar-se. O ponto fraco sempre será encontrado, mesmo que o inimigo não o reconheça logo no começo, ele descobrirá. Ataque ele pelos flancos. Quando um flanco se abre, a defesa inimiga se projeta para um lado e desguarnece o outro. Aí reside o ataque fulminante. Sem defesas. Pelo meio o preço a ser pago poderá ser alto. As baixas, desnecessárias. Os mantimentos, insuficientes. Mas, antes de tudo, Tite, ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois dessa pequena introdução à Arte da Guerra, Tite, espero que te mantenhas no posto, mesmo que a tropa esteja indisposta e a infantaria cansada e faminta. Sabemos que tu como general de brigada também tem suas ordens. Se elas forem néscias ou pusilânimes, ignore-as. A vitória nos aguarda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7241616509182351705?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7241616509182351705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7241616509182351705&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7241616509182351705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7241616509182351705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/arte-da-guerra.html' title='A Arte da Guerra.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6468910445788769006</id><published>2009-07-14T17:39:00.000-03:00</published><updated>2009-07-14T17:41:35.107-03:00</updated><title type='text'>Mudar não mudando.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não é mais possível ignorar a realidade. O Inter do primeiro semestre acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu nas duas últimas derrotas, a acachapante quase goleada para o comuníssimo time da LDU, no Equador, e a derrota de anteontem ante o fraco Atlético Paranaense, foi a última folha de uma partitura que já esgotou sua orquestra. O Inter do losango, da jogada em velocidade letal, o Inter da sensação Taison, essa equipe acabou. Os confrontos com times mais fortes, pressuposto lógico de todo segundo semestre, levaram-nos a outra realidade, seguramente mais dura e áspera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos aceitar que a equipe de fábula do início do ano agora não consiga mais trocar cinco passes em sequência? Como o time do esquema 1-1-1, Guina, Nilmar e Papai do Céu, mesmo com todos os seus defeitos, acumulou uma mísera vitória no último mês e, mesmo assim, continua a ser um dos ponteiros da tabela? Apesar de seguirmos tendo um excelente grupo, talvez o melhor do país, um diagnóstico parece quase definitivo: o primeiro semestre nos enganou. E não foi pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra as equipes do interior do nosso Estado, muito mais preocupadas em marcar do que propor o jogo, Magrão e Guiñazu conseguiam defender e ir à frente com a quase naturalidade de um Dener em início de carreira. Mas agora, claro, enfrentando equipes de mesmo nível, que precisam ser marcadas, os dois - principalmente Magrão - já nem de perto dão ao ataque a mesma sustentação de qualidade. Levando-se em conta não termos laterais de ofício e o fato de que, em jogos do Inter, as linhas de fundo só são utilizadas pelos quero-queros, era até bastante difícil que a equipe não empacasse. E, de fato, ela parou. Taison é a maior vítima disso, apesar da má fase individual que enfrenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém dirá ter sido esse esquema o responsável pela vitória na Sul-Americana, ou quase isso. Mas como conquistamos aquela taça? Apesar da vitória em La Plata, com muitas, tremendas dificuldades. Reconheçamos, já é consenso geral: o esquema tático exauriu. Ele não proporciona jogo pelos lados do campo, dá pouca ou quase nenhuma opção a quem conduz a bola e, agora, além de ser insípido ofensivamente, virou uma peneira. Só nos últimos dois jogos tomamos seis gols.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imensa maioria da torcida colorada rosna, bufa, esperneia contra Tite, e pede sua saída. Mas isso seria como resolver metade do problema e dar as costas à outra parte. Trocá-lo por quem? Muricy Ramalho – que esse ano implodiu o time do São Paulo com requintes de crueldade – para mais um revival? O ótimo ex-técnico Wanderley Luxemburgo? Alguém de um nível abaixo, como Geninho ou, hoje em dia, Parreira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo está nas mãos da direção. O que é melhor: romper com o bom trabalho de Tite, mas que precisa urgentemente ser repensado, ou ter com ele uma conversa séria e, se necessário, respaldá-lo para mandar alguns figurões direto para o banco de reservas, sem escalas? Aparar arestas ou botar todo o prédio abaixo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes preservar as coisas boas é mais fácil do que as construir novamente. E quem sabe esteja na hora de o Inter, mais uma vez, mudar não mudando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6468910445788769006?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6468910445788769006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6468910445788769006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6468910445788769006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6468910445788769006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/mudar-nao-mudando.html' title='Mudar não mudando.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2762728457796360475</id><published>2009-07-13T21:41:00.001-03:00</published><updated>2009-07-13T21:43:47.299-03:00</updated><title type='text'>À espera de um milagre?</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o pênalti imbecil, infantil e irresponsável cometido pelo dublê de lateral direito Bolívar tenha selado o fim da era Tite no Gigante da Beira Rio. Que o terceiro gol do Atlético tenha soterrado, de uma vez por todas, o ego do eterno Presidente Fernando Carvalho, avalista da manutenção do Pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é de conhecimento de todos, Tite chegou ano passado contra vontade da turma de Piffero, mas, diante das poucas opções no mercado, da pressão por um novo comando e, principalmente, da força política de Carvalho, foi contratado. Justamente por isso, esta semana, ao desembarcar do fiasco no Equador, FC saiu mais uma vez em defesa de seu pupilo. Alegando que desde que atravessou a rua e passou a entregar os coletes na Padre Cacique o pastor disputou quatro competições, levantando dois canecos e sendo vice em outras duas oportunidades (vice da Recopa é engraçado). O argumento do ex-presidente seria valido, não fosse inócuo perante o péssimo momento da equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time joga um futebol previsível e já manjado. O comando não vislumbra qualquer mudança de panorama e tem dificuldades de encontrar saídas em situações complicadas. Quando foi a última vez que o Inter de Tite reverteu um resultado adverso? Dizer que os laterais não atacam, e no caso de Marcelo Cordeiro, tampouco defendem, é chover no molhado. Soma-se a isso uma zaga pouquíssimo inspirada, independente de quem estiver escalado. Álvaro, pesado e lento, foi esquentar o banco enquanto Danny passou a ser a salvação da lavoura, a minha inclusive. Ele entrou e sofremos quatro gols em dois jogos em cima dele. A responsabilidade então passou para Sorondo, o melhor zagueiro lesionado do mundo. Ontem, sofremos mais três com ele em campo ao lado de Índio. Já se fala em escalar Bolívar em sua posição de origem, mas alguém acha mesmo que somente isto resolverá o nosso problema? Chegamos no meio campo de Guiñazu. Única e exclusivamente de Guiñazu, pois hoje é somente ele quem joga por ali. E joga muito, se entrega, está no campo inteiro ao mesmo tempo, mas não resolve, nem resolverá, se continuar ao lado de Magrão em evidente inferno astral, Sandro, hoje lesionado, mas há tempos sem conseguir repetir as boas atuações que lhe fizeram titular, Glaydson, cumpridor e não mais que isso, e D’ale que, se não bastasse ter esquecido seu futebol na sala de fisioterapia quando retornava de lesão, é sobrecarregado com a função de encontrar espaços em meio a quatro, cinco zagueiros. Ainda tem Andrezinho. O substituto de todos, pois engana em todas as posições da meia cancha vermelha. Independentemente de quem saia por lesão, suspensão ou angústia na unha, Dézinho, o lamentável décimo segundo titular, está lá, com seus toques laterais e sua velocidade “barricheliana” pronto para fazer coisa nenhuma. Por fim, chegamos ao ataque de um homem só. Nilmar hoje cobra escanteio e corre pra área cabecear. Taison fez uma baita partida contra o MSI no Pacaembu, mas desde lá não produziu nada, Alecsandro parece que só faz gol quando o jogo está morto e Bolaños sofre por ser estrangeiro, pelo menos até sair, SE sair, a naturalização de Sorondo. Ou seja, somos em plenos mês de julho, totalmente dependentes de individualidades, uma vez que o time não joga como equipe há tempos. Porém, se mesmo jogando desta forma estamos flertando com a primeira posição deste Brasileirinhas 2009, onde poderemos chegar com um técnico menos bunda mole na casamata?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca de comando urge, não há mais clima, não há mais mobilização e, definitivamente, não há mais paciência. Que esta troca seja feita enquanto o clube ainda habita a ponta da tabela, e, principalmente, enquanto ainda temos opções no mercado. Luxemburgo nem pensar. Não chegamos até aqui para entregar o clube na mão dele e de seus “parceiros”. Sobra Muricy. Um chato, antipático, nada político, reclamão, turrão, chorão e quetais. Mas não o quero para sogro, estou muito bem servido nesta posição. Quero apenas vê-lo conquistar seu quarto (quinto?) nacional consecutivo. Time nós temos para isso, está mais do que provado. E sigo afirmando que não há adversário com mais grupo para erguer este caneco. O líder é o Roth (hahaha), Palmeiras ainda cai na velha história de confiar (até a primeira derrota) no interino, Flamengo e São Paulo não convencem, Cruzeiro quando voltar da Libertadores será tarde, e o mais novo incensado, Corinthians, perdeu para o conhecido e deveras limitado time do grêmio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma semana do centenário do clássico greNAL, o que esperamos para trocar o comando? Um fiasco no clássico, o fim da teimosia de Carvalho ou um milagre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for a resposta, ela é para ontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2762728457796360475?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2762728457796360475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2762728457796360475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2762728457796360475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2762728457796360475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/espera-de-um-milagre.html' title='À espera de um milagre?'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2641281337344997023</id><published>2009-07-12T11:38:00.002-03:00</published><updated>2009-07-12T11:42:33.595-03:00</updated><title type='text'>O fim de qualquer coisa.</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho para mim que as pessoas costumam ser inertes em qualquer dimensão de suas vidas. Por exemplo, é assim no trabalho. No namoro. No casamento. Vemos que é difícil a adaptação a qualquer mudança, especialmente quando nos damos conta de que elas, as mudanças, não costumam dar pisca-alerta ou deixar recado para acontecerem. Digo isso, entre outras coisas, porque na semana passada tive um problema técnico (lembram do “boot” da outra coluna? Pois é...) e não consegui mandar o texto que seria publicado. Mas o incrível, e aqui valido a minha tese ali de cima, é que o dito naquele texto valeria integralmente hoje também (somos mesmo uns indolentes irremediáveis quando se trata de dar um jeito na vida...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei, logo após aquela inqualificável finalíssima da Copa Enjeitada, que o time tinha se deixado levar por essa maldita relação “freudiana” que estamos criando com o Corinthians (sim, pois basta vê-los pela frente que só pensamos “naquilo”...); ao contrário de muitos, que viram vontade em campo, não percebi ali nada além de um nervosismo mais adequado a times juvenis. Concluí, então, que não apenas o time se derretia a olho nu, também o fizeram a direção - com o tal do dossiê -, e o técnico (que dava uma impressão um tanto aparvalhada, perdida, e, claro, inerte, na casamata). Bom, o diagnóstico, óbvio, é esse. Seria necessário investigar o(s) porquê(s)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora só se fala em “declínio assustador”, “lomba abaixo”, “crise técnica”, “queda vertiginosa” e quejandos. Pois eu acho que “vertiginosa” é a cara de pau de quem pretende me convencer de que o time simplesmente “desaprendeu”, que o motivo para a atual situação é, apenas, “técnico” ou “tático”. Alto lá: também é; mas não pode ser só. Então tudo dava certo antes com essa forma de jogar, e agora só o que vemos é esse futebolzinho molusco? Então o time ganhou na unha a vaga do Flamengo para as semis da Copa Esotérica e ali tudo já estava errado? Então seguramos o Coxa babando sangue no Couto Pereira e já éramos um time coloidal como agora? Não, não aceito, de jeito nenhum; quem quiser comprar isso pelo valor de face, esteja à vontade, e faça também lista de Natal e deixe dente embaixo do travesseiro. Comigo não cola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racional (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, admitamos a dificuldade contra times maiores - de resto, já amplamente antecipada por qualquer samambaia que acompanhe e goste de futebol: o que eu quero dizer é que a grande diferença de antes e de agora é...ALMA! Eu sei, nem sempre só a vontade compensa (até porque, se o problema de um clube fosse só “alma”, o time do centro espírita não perdia uma). Mas vejamos: é possível encontrar por aí trocentas dúzias de palpites ao menos interessantes sobre a escalação do time e sobre a postura certa num jogo decisivo. Acho então IM-POS-SÍ-VEL que quem conviva com os caras todo santo dia não saiba quem está melhor, quem poderia render mais em determinada situação, ou, pasmem, o que fazer para mudar um jogo quando a picanha pinga sangue. Nem que seja para fazer como Abel, o Insano, botando 19 atacantes para tentar virar um jogo (bem, mas pelo menos isso ele fazia!). Agora não: assistimos a este futebolzinho enrodilhado, constipado, inexplicável, essa...essa...“crise técnica”! Fala sério...é evidente que isso tem que ter uma razão minimamente plausível – e certamente tem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu vou cravar: é óbvio que o futebol do Inter não se escafedeu, simplesmente; é óbvio que o treinador não é um bobalhão sem recurso e sem estofo; é óbvio que o esquema precisa ser melhorado; é óbvio que todos sabem o que pode ser feito para voltarmos às boas; é óbvio que essa imobilidade não é ocasional, nem inexplicável; é óbvio que a nossa lateral direita está uma avenida; e é óbvio que tem mais coisa acontecendo no Beira-Rio do que nós sabemos (como diria o meu churrasqueiro, culinário, assador e comilão avô, S.Assis P.Ererê “costela de porco, gosto de porco, gordura de porco...não pode ser fraldinha, né?”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No more&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta então esperarmos que não se conformem à modorra neste momento o time, a direção, o técnico, enfim, que não sigam o instinto natural de permanecer confirmando o axioma das avestruzes, segundo o qual, numa crise, nada melhor que um buraquinho (sem trocadalhos, por favor...). O fim anda, assim como a fila deve fazer, caros(as) leitores(as)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: raça (?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faço apologia à violência, mas então o André Santos me levanta o D’Alessandro do chão aos três minutos de jogo em pleno Beira-Rio e ninguém faz nada? Mas pelo menos teve vontade, não é mesmo? (suspiro...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 2: cassandra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse e repito: ainda que tenhamos perdido para o Coritiba e passado pelo Flamengo com as calças na mão, pelo menos então havia GARRA - reparem que esta fase medonha começou logo após a derrota para em SP, quando foi unânime a boa atuação e...quando Muricy caiu no São Paulo...será que qualquer “semelhança” terá sido mera “coincidência” neste caso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 3: no “vermelho”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De três competições obrigatórias (pois tem também essa “Copa Mala Sem Alça” no Japão), já se foram duas (CB e Recopa). Já tão devendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 4: eras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que passaremos da “Era Adenor” para “Já era, Adenor”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 5: piadinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótima ideia, também vou lançar uma camiseta: “no máximo quarto lugar de tudo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2641281337344997023?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2641281337344997023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2641281337344997023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2641281337344997023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2641281337344997023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/o-fim-de-qualquer-coisa.html' title='O fim de qualquer coisa.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8299679470988887237</id><published>2009-07-09T08:52:00.000-03:00</published><updated>2009-07-09T08:53:32.938-03:00</updated><title type='text'>(Nem por) Uma noite com a Megan Fox.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temporada recém havia dado as caras e eu – respaldado por muitos comentaristas, colunistas e porteiros – considerava 2009 um ano preza, pois este nos mostraria um dos mais competitivos, brigados, belos e, principalmente, bem jogados campeonatos dos últimos idos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fluminense tinha adicionado à escalação Thiago Neves, que – bom filho que é – à casa tornou, um centroavante de Seleção: Fred e, à casamata, um treinador campeão de Copa do Mundo. No Flamengo, havia O Imperador, ouriçado com a oportunidade de fazer alguns gols no Botafogo enquanto bebe Itaipava. Ronaldo – 20kg adelante, mas ainda Ronaldo – no Corinthians. São Paulo embalado após o tri. Grêmio... Não. Na Azenha ninguém tava empolgado. Mas, enfim. Parecia estar ali o prenúncio de uma temporada empolgante para quem gosta de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chega julho, o campeonato já está próximo da décima rodada e o que se nota é joga-se mais um facílimo campeonato. Não há grandes times. Os craques não correspondem. E, mais do que nunca, o campeonato está na mão de quem LEVAR A SÉRIO. Quem é o grande jogador, hoje, no Brasil? Penso, agora, nos óbvios Ronaldo e Adriano, no Kleber do Cruzeiro e no Nilmar. Na minha opinião, o último está anos-luz à frente de qualquer outro. Ronaldo, talvez pela INCOMPARABILIDADE com a bola nos pés, esteja no mesmo nível, quando se fala em "resolver jogo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja. Em resumo, o que se nota é que há cada vez mais participantes, ao passo que diminui, a passos rápidos, o número de postulantes (sejam eles à Libertadores ou ao título). Quem conseguir UM diferencial pula rapidamente para um grupo de quatro ou cinco times (se não menos), de onde irá sair o campeão brasileiro (e mais uns três participantes da Libertadores – vamos considerar uma zebra aí no meio). E, nessa tocada, vou direto pra conclusão: o Inter não pode vender Nilmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Píffero, primeiro rasga esse contrato com o Wolfsburg. Isso, RASGA, e depois escuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores times do Brasil, hoje, são, além do Inter: Cruzeiro, Corinthians, Flamengo, Palmeiras (Obina! Cleiton Xavier!!!) e, vá lá, Grêmio, São Paulo e Santos. Bons times. Algum baita time? Não. E é aí que o Inter se diferencia dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter, de Lauro a Taison, tem uma equipe muito boa. Uma equipe que fica na média, se comparada às outras do grupo forte, citado anteriormente. Porém, no ataque, há um jogador que faz a diferença. Ali, no finalzinho da escalação, magricela, correndo atrás da bola, tá vendo? Sim. Nilmar coloca o time colorado acima de qualquer outro. O Corinthians é ajeitadinho e tem Ronaldo. O Inter é um belo time e tem Nilmar. O Cruzeiro peca na zaga, mas tem Kleber. O Inter tem uma boa defesa, além de Nilmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tite tem duas possibilidades de ganhar um jogo: a primeira é quando seu time joga melhor que o outro e, com propriedade, ganha. A segunda é, mesmo jogando mal, ver os três pontos acalentaram-se no lar de Adenor e Rose por conta de duas jogadas magistrais de Nilmar. O Inter pode jogar mal, e essa é a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, é impossível segurar o Nilmar. Ofereceram trezentos milhões de euros, dois iates, uma mansão em Miami e uma noite com a Megan Fox. Colocando Bolaños ou Alecsandro no ataque, o time fica ruim? Não. Mas perde o diferencial, a qualidade que o destaca naquele grupo de quatro ou cinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem Nilmar, tudo fica muito mais difícil. E, quando o time recuperar a força, talvez seja tarde demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8299679470988887237?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8299679470988887237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8299679470988887237&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8299679470988887237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8299679470988887237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/nem-por-uma-noite-com-megan-fox.html' title='(Nem por) Uma noite com a Megan Fox.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5920106960524870464</id><published>2009-07-08T10:55:00.001-03:00</published><updated>2009-07-08T10:57:49.545-03:00</updated><title type='text'>Fernando Carvalho é um titã.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Carvalho é um titã. Foi ele o mentor original desse novo Inter, que cuida de suas categorias de base com o cuidado demonstrado pela mãe dos filhotes quanto a seus rebentos. Foi por sua mão que se pode ter, pela primeira vez, a ideia de um quadro social gigantesco como a saída para clubes brasileiros dependerem um pouco menos da televisão e mais de si mesmos. É ele o condutor sereno deste Inter do século XXI, homem de vestiário, inteligente e educado, conhecedor de futebol como poucos. Sim: Fernando Carvalho é um titã. Mas na semana passada, cometeu um equívoco. Um grande equívoco, eu modestamente diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o que bastou pra desencadear contra si uma rotunda e carnívora indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez premido pela circunstância natural, quase instintiva, de que o futebol brasileiro em linhas gerais já não suporta perder com a decisiva ajuda do apito para o Corinthians – o até certo ponto merecido vencedor da final da Copa do Brasil, diga-se de passagem – nosso eterno presidente semeou como uma bomba o dossiê da discórdia, demonstrando os severos, verdadeiros e indesmentíveis erros de arbitragem escandalosos a favor do time paulista. Lances inquestionáveis! Entre eles, um absurdo pênalti não marcado a favor do Vasco no Pacaembu. Uma penalidade ridícula dada em Ronaldo contra o Atlético Paranaense, em São Paulo, e por aí vai. Nem a mídia paulista ignora. Paulo Vinícius Coelho, o modelo de onze entre dez aspirantes a cronista esportivo do país vem falando nisso há quatro, cinco meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponhamos ainda na conta o segundo gol no Pacaembu contra o Inter, a falta cobrada com a bola andando, o pênalti no início daquele jogo em Alecsandro, duas doses de erros de Tite e um grande trabalho de Mano Menezes e voilá, temos um campeão. Eu sei, eu sei: isso parece conversa de quem quer desnaturar a realidade - o Inter tomou um banho de bola no primeiro tempo no Beira-Rio e não se fala mais nisso. Mas não é bem assim. Nosso time precisa ser apresentado às linhas de fundo do campo, reinventar-se e repensar conceitos, porém Dunga e a arbitragem ajudaram e muito na taça paulista. A título de parecermos mais realistas que o rei, não podemos sonegar a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotulem o dossiê de Carvalho como quiserem: coisa de malandro, manipulador, de intenções duvidosas ou desavergonhado. Só não o chamem de uma coisa: mentiroso. Porque mentiroso ele não é. A acusação foi forte, mas na hora errada. Sua reclamação foi consistente porque apoiada em fatos, não em ideias mirabolantes ou delírios persecutórios, carapuça tão bem vestida por certos clubes brasileiros em outros momentos. O Corinthians reclama de mãos cheias – é notável sua verdadeira propensão a atrair para si não o lance difícil, discutível, a jogada apertada do tira-teima, mas sim o erro de arbitragem escandaloso, aquele que silencia bruscamente o estádio como um golpe do assassino profissional. O roubo de fazer o torcedor querer cortar os pulsos é quase um direito de propriedade do "Timão". Isso é fato, é aritmética básica como dois mais dois são quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E surge então, após a cômoda vitória de quarta passada, a figura taciturna do senhor Andres Sanchez a pedir "providências" contra Fernando Carvalho no Clube dos Treze – como se as culpas do Corinthians devessem ter como instância quaisquer outros lugares que não a Polícia Federal e, talvez, a Interpol. Nos aparece agora, vejam só, o convenientemente ex-amiguinho de Kia Joorabchian, mandalete maior do delinquente iraniano, a bradar contra um dirigente que está para ele como Gisele Bundchen estaria para a Bruxa do 71. Sejamos justamente duros: os postes nem mais despejam suas necessidades nos cachorros. Agora, eles fazem o serviço completo e saem proclamando asneiras a não mais poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nosso grande dirigente, que falou as coisas certas em momento indevido, não deve dar a menor pelota ao seu colega de sabe-se lá o quê, porque Andres Sanchez, além de ser presidente do Corinthians, é um solene nada. Uma partícula. Um "homem de poucas luzes", como mesmo disse, um dia depois do jogo, nosso eterno presidente. E é mesmo verdade. Não vale a pena, presidente. Andres Sanchez é e sempre será um antigo mandalete, e Carvalho, um titã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os clubes que acumularem dezenas de milhares de sócios, daqui em diante, terão em Fernando Carvalho um discreto antecessor, queiram ou não. E Andres Sanchez, legará qual inventário ao futebol? Nenhum. Um depoimento na polícia aqui, uma explicação acolá, e aí está a sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso não há nada idêntico, comparando-se os dois, que não seja o branco dos olhos de cada um.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5920106960524870464?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5920106960524870464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5920106960524870464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5920106960524870464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5920106960524870464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/fernando-carvalho-e-um-tita.html' title='Fernando Carvalho é um titã.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6472395967431095329</id><published>2009-07-06T22:01:00.001-03:00</published><updated>2009-07-06T22:03:51.964-03:00</updated><title type='text'>Ainda o SE.</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem SE, após perder o título da Copa do Brasil, que, apesar de ser uma competição de menor importância, foi bastante desejado, em função das circunstâncias e principalmente em razão do ADVERSÁRIO da final; além de tropeçar em casa no primeiro jogo da disputa pelo bi campeonato da Recopa, tendo a complicada - mas não impossível - missão de reverter o resultado na altitude do Equador, nós estivéssemos hoje com a obrigação de mirar exclusivamente na competição nacional, mesmo estando em uma posição mediana na tabela, trocando dirigentes (e, segundo alguns, uns sopapos com o técnico), fazendo listas de dispensa e sem qualquer perspectiva palpável de crescimento a médio prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem SE em uma situação hipotética, totalmente imaginária e surreal, no ano do nosso Centenário tivéssemos um elenco de refugos, com jogadores aflorando toda sua lascívia entre seus companheiros, sendo considerado por todos uma vergonha dentro e fora de campo, um exemplo de administração a não ser seguida, com dirigentes metendo a mão no dinheiro das parcerias “escusas” do clube, e ainda lutássemos para não cair, igualando o recorde de derrotas do glorioso Sergipe, passando dez rodadas na lanterna, sem vencer nenhum embate fora de casa, trocando cinco vezes de comando e tendo que comprar jogos em Criciúma para postergar a queda à divisão azul do futebol nacional. E ainda, SE nossa torcida fosse alugada, deslumbrada, com uma rotina de atitudes vergonhosas e condenáveis, com repertório de velório, acreditando em coelhinho da páscoa, mula sem cabeça, Maxi Lopez e imor(t)alidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem, SE um clube como o nosso, tido por muitos como o melhor plantel do Brasil, exemplo de estrutura, não chegasse, nos últimos três anos em sete finais e levantasse seis canecos. Com quase cem mil sócios e diversos parceiros que confiam na gestão do clube e acreditam que injetar receitas em nossos cofres ou usar a vitrine que é hoje o Sport Club Internacional pode render diversos frutos em futuros negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria ruim, não é? Me daria uma puta dor de cotovelo, certamente. Como é bom ser Colorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma protocolar vitória contra o Náutico já serve para amenizar os problemas. Após um mês de junho bizarro, somos novamente líderes do campeonato brasileiro, dois pontos à frente do galo mineiro, com a melhor defesa da competição. Os maiores adversários estão distantes na tabela, o calendário está a nosso favor, temos tudo para abrir uma boa vantagem e refazer aquela gordura que queimamos em função da Copa do Brasil. O Campeonato Brasileiro de pontos corridos premia constância, planejamento e grupo. Três fatores presentes na Padre Cacique. Conhecemos nossas carências, sejam elas de jogadores ou e de comando técnico, mas, uma rápida olhada em nossos adversários mostra que os mesmos defeitos que temos aqui são potencializados acolá. Não há um único clube no campeonato nacional isento de problemas, com um plantel completo, onde os reservas mantenham o desempenho dos titulares e o técnico seja um gênio, isento de erros e tropeços. Neste modelo de pontos corridos só se chega nas cabeças com competência, e, se o teu técnico não for o Sexy Roth, dificilmente, após abrir uma vantagem considerável, seu time irá amarelar e entregar o caneco ao adversário. Os pequenos devem ser o fiel da balança, times grandes deixarão pontos em Recife, no Pacaembu, contra o MSI ou no Mineirão contra o Cruzeiro. E, estes pontos nos já temos. Soma-se a isso o histórico de bom desempenho no Gigante, e um desempenho razoável fora de casa e chegamos na receita para, após trinta anos, voltar a erguer o caneco da maior competição nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O foco agora é o nacional. Estamos muito vivos neste tal de Brasileirão, podem acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crise? Não conheço...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6472395967431095329?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6472395967431095329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6472395967431095329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6472395967431095329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6472395967431095329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/ainda-o-se.html' title='Ainda o SE.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6878148882434932318</id><published>2009-07-02T09:48:00.000-03:00</published><updated>2009-07-02T09:51:43.653-03:00</updated><title type='text'>Hino oficial do secador.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Composição: Lupicínio Rodrigues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adaptação: Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela TV secaremos&lt;br /&gt;Ou até o rádio derreter&lt;br /&gt;Mas o certo é que nos vingaremos&lt;br /&gt;Do Inter sempre nos vencer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de cem anos de história&lt;br /&gt;Perdendo pro Rolo Compressor&lt;br /&gt;Só alcançamos a glória&lt;br /&gt;Quando eles caem do andor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela TV secaremos&lt;br /&gt;Ou até o rádio derreter&lt;br /&gt;Mas o certo é que nos vingaremos&lt;br /&gt;Do Inter sempre nos vencer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós como bons secadores&lt;br /&gt;E com imenso prazer&lt;br /&gt;Aplaudiremos o inimigo&lt;br /&gt;Que aos colorados vencer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela TV secaremos&lt;br /&gt;Ou até o rádio derreter&lt;br /&gt;Mas o certo é que nos vingaremos&lt;br /&gt;Do Inter sempre nos vencer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gremista secador sem igual&lt;br /&gt;Sabe como ninguém azarar&lt;br /&gt;empre com o mesmo ideal&lt;br /&gt;De ver o Inter desabar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela TV secaremos&lt;br /&gt;u até o rádio derreter&lt;br /&gt;Mas o certo é que nos vingaremos&lt;br /&gt;Do Inter sempre nos vencer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Danem-se os politicamente corretos. É isso aí, D'Alessandro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6878148882434932318?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6878148882434932318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6878148882434932318&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6878148882434932318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6878148882434932318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/hino-oficial-do-secador.html' title='Hino oficial do secador.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-896199171040200155</id><published>2009-07-01T10:08:00.001-03:00</published><updated>2009-07-01T10:10:58.968-03:00</updated><title type='text'>Nós faremos acontecer.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueça de tudo. Hoje nada importa, pois o destino já está traçado. Só o que existe são onze jogadores de vermelho dentro de um templo e milhões deles, fora. Alguns, privilegiados, assistirão de camarote o futuro ser desenhado pelas entidades espirituais do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram elas que traçaram esse caminho. Tudo planejado: time consagrado como melhor do país, algumas derrotas, medo, mais derrotas, crise e o três a zero redentor de Bolaños. E é ele, Bolaños, que, com três pontapés certeiros, profetizou a redenção colorada de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fim de tarde. Há mais de três horas que você não pensa em nada que não seja vermelho. Abre o armário, procura a camisa vermelha. Alecsandro domina a bola, olha para a direita. Você veste a camisa e desce em direção à parada de ônibus. Na hora exata. O camisa nove visualiza um equatoriano esguio correndo para dentro da área. Passa. Na hora exata. Você já está dentro do ônibus. É possível ver o Gigante há alguns milhares de metros. Você desce. E ouve, ou imagina ouvir, gritos insandecidos de dentro daquele gigante. O passe sai errado, mas Bolaños é rápido. Aproveita-se do erro infantil do zagueiro e chuta. Você para a caminhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É hoje, você pensa. Sim. É hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gritos parecem agora mais fortes. Você começa a sentir um nervosismo, que se confunde com a tensão, a ansiedade e, principalmente, com a vontade de entrar logo no Beira-Rio. Alecsandro, de novo, vem como uma flecha. Agora você já sabe o que está acontecendo. Compra uma cerveja e sorri. O estreante, vestido com a sete, corre, dessa vez mais rápido. Um gole. O centroavante faz o passe. Você olha para o lado: um ônibus parece conduzir o triplo de sua capacidade. E o canto é ensurdecedor. A bola atravessa o campo como que intocável. Passa pelo goleiro. Por um zagueiro. Dois. E para nos pés do profeta, que, novamente, dá apenas um toque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você começa a cantar. Não podemos perder. Você daria a vida por um campeonato, uma taça a mais. O resultado é esse. Dois a zero. Já me serve, você pensa.Uma cerveja nunca pareceu tão boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora o cenário é cinematográfico. Tudo parece arquitetado para o final que você imagina. Buzinas, brigadianos, cachorro-quente, cambistas, ônibus, o Mac Áurio à frente. Tudo envolto por uma massa densa vermelha. Os cantos são plenamente audíveis. Muitos. Todos eles, ao mesmo tempo, gritados, urrados. E uma cena, como que projetada nos muros do Beira-Rio, começa a ser vista. E você definitivamente pode enxergá-la acontecendo. Giuliano cruza, desajeitado. Você já está correndo em direção ao Beira-Rio. A bola cruza a área. Você se posiciona na fila, ofegante (por cansaço e por ansiedade). O zagueiro corta e a bola, ordinária enviada pelos deuses do futebol, procura Bolaños. Você entra no estádio e olha para a grama: a cena parece ocorrer ali, à sua frente. O equatoriano chuta, a bola entra, três a zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você nunca viu o estádio assim. A fumaça é inacreditável. A altura dos gritos é impossível. O número de pessoas é estupidamente grande. Três a zero. Bolaños já havia feito a profecia. Você, agora, mais do que acredita. Você não tem dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa o jogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-896199171040200155?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/896199171040200155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=896199171040200155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/896199171040200155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/896199171040200155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/07/nos-faremos-acontecer.html' title='Nós faremos acontecer.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7043254572527645044</id><published>2009-06-30T20:11:00.001-03:00</published><updated>2009-06-30T20:13:25.322-03:00</updated><title type='text'>Carta aberta aos jogadores do Inter.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros jogadores do nosso querido Sport Club Internacional,os senhores estão prestes a viver um daqueles raros momentos nos quais se cala o futebol e levanta-se a história. Junto a vocês, oito milhões de almas anseiam pela chegada do grande momento, da grande noite que, mais uma vez, marcará a grandeza deste clube, filho dos humildes, feito do povo e para o povo. Eu repito, meus senhores: o momento é raro. O futebol está, nesta semana, dando lugar a algo maior em nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto às suas grandes qualidades de futebolistas descansa a possibilidade do único triunfo que nos falta, a única conta ainda a ajustar – a da retidão. Nenhum pênalti não marcado pode apagar esta chama. Olhando para vocês, a justiça suspira. Cuidando seus passos, a honestidade os aplaude. Hoje, um clube de cem mil sócios mostra ser possível, nesse continente esquecido e pobre, ainda existir uma paixão como a nossa. Aqui, neste sul profundo da América, o Inter diz ao planeta que não são necessários investidores iraquianos. Aqui não entregamos nosso destino a mafiosos procurados pela Interpol. Nestes pagos repousa uma força da natureza chamada Sport Club Internacional, que pode falar da tristeza porque a conhece, e mesmo assim dizer ao planeta inteiro, com justiça, glória e solenidade: outro mundo, outro caminho, são possíveis. Os senhores são os dignos portadores desse clube. Orgulhem-se disso, meus caros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por essas razões os senhores embarcam, agora, numa das mais belas jornadas de toda a nossa existência. Ouçam mais uma vez esta gloriosa torcida. Lembrem mais uma vez de todas as taças conquistadas. Mas acima de tudo, meus senhores, eu lhes peço: escutem seu próprio coração. Deem espaço àquela voz só nossa, àquela chama persistente, amiga dos bons e dos justos, chamada consciência. Mais uma vez como tantas outras, sejam os grandes profissionais e os ótimos jogadores os quais, eu tenho certeza, os senhores são. É preciso deixar tudo, absolutamente tudo dentro do campo na próxima quarta-feira. Toda a honra em forma de suor. Todo o amor em forma de vibração. É preciso deixar tudo. Tudo. Menos que isso será nada. Nós sabemos dessa verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não tenham medo da derrota, meus caros, não a temam por pouco. Como alguém disse sabiamente tempos atrás, muitas vezes o campeão é só isso mesmo, campeão. Se o título não vier, ainda sim os senhores poderão nos brindar com a tristeza mais sublime da nossa história. Sejamos homens, meus senhores, não no sentido quixotesco da palavra, mas em seu significado humano: retribuam na quarta-feira, como tantas vezes já fizeram, todo o amor desse povo. Retribuam calorosamente, apaixonadamente, com ganas de morrer em campo, e o resultado será o que tiver de ser. Paguem amor com amor. Feita essa combinação, o resultado então será só isso mesmo, o resultado. E a torcida, esta generosa e linda torcida, ainda assim, os agradecerá emocionada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas caso a vitória venha, ah, meus caros! Para sempre todos nós estaremos ligados pelo cordão umbilical desta glória. Passarão os anos e os senhores, já velhos e felizes, contarão a seus netos sobre esse dia, o momento no qual estiveram além do profissionalismo, acima da esperança, a noite feliz em que ultrapassaram tudo não só para satisfazer a massa, mas sim a vocês mesmos, deixando o coração em campo. O famoso filme hollywoodiano estava certo: o que fazemos em vida realmente ecoa pela eternidade. Essa é a chance de vocês, mais uma vez, sobreviverem por todas as eras no coração deste povo sofrido e guerreiro que os espera na arquibancada do Gigante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso tudo poderá ocorrer nesta quarta-feira, meus caros senhores. Não tenham medo do resultado. Sigam em frente. Esta torcida mais uma vez estará com vocês, com a mente e o coração. Preparem-se e sejam os grandes homens e atletas que, no campo e na vida, tenho certeza vocês almejam ser, e penso que já o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história os aguarda, meus senhores. Deixem tudo em campo. Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente tudo. E esta será mais uma noite para ecoar pela eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7043254572527645044?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7043254572527645044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7043254572527645044&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7043254572527645044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7043254572527645044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/carta-aberta-aos-jogadores-do-inter.html' title='Carta aberta aos jogadores do Inter.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7663168997437142155</id><published>2009-06-28T13:26:00.002-03:00</published><updated>2009-06-28T13:30:01.901-03:00</updated><title type='text'>Decisão - parte 2.</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tem nada mais irritante que problema sem explicação. Por exemplo, quando alguém cai doente, sem um mínimo de lógica nos sintomas, é batata: os médicos tascam logo uma “virose”; seu computador trava, engasga, cospe, sem qualquer motivo aparente, e você escuta do iluminado do técnico o popular “dá um ‘boot’ na máquina” (uma expressão pomposa que designa a genial providência do “desliga-e-liga-de-novo” – ironicamente, pelo som, também remete à ideia que costumamos ter inicialmente nesses casos, ou seja, dar uma belíssima “bootinada” na tal da máquina).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é o seu time que decide refugar uma atrás da outra, assustadoramente, vertiginosamente. A explicação: “crise técnica”. Ê, meu Deus, lá vamos nós de novo: em primeiro lugar, como não sou médico nem técnico de computador, sinto-me bastante confortável em desconsiderar olimpicamente os seus abalizados pareceres e recomendações nesses casos. Por outras palavras, é óbvio que deve ter uma explicação para o que está acontecendo no Inter, que nem eu, nem você, caro(a) leitor(a), sabemos ou saberemos; convenha-se: esse time tem perfeita consciência do que tem de fazer, e de quando fazer. Alegarem agora, de forma singela, uma esotérica “crise técnica” ou mumunhas afins é fazer caridade com a boa vontade e inteligência do torcedor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vem a lembrança da falta que faz o Nilmar: respeitabilíssimo argumento, sem dúvida. Mas o Alecsandro, misteriosamente ao contrário de agora, até vinha bem (não fosse o homem, a vaca já tinha ido pro brejo em pleno Beira-Rio contra o Rondonópolis, o que, cá pra nós, não é dos contextos mais agradáveis). Kleber? Deveras, excelente jogador – mas já estou exausto de ler sobre a pouca resposta que ele dá, que não se trata de um jogador vibrante, que ele não repete as atuações que tem ou teve sei-lá-onde, que piriri-pororó (inclusive, no começo do ano, teve, MUITA, repito, MUITA gente defendendo a titularidade do Cordeiro (!?!?) no lugar do nosso selecionável lateral-ala-meia-indefinido-tudo-junto; Marcio Garcia diria que o mundo só não é redondo se você for um Dalit...). Por último, outra ausência bastante sentida foi a de “El Cranio”, mais um que deve ter escutado muito que não vem jogando nada, que Andrezinho pedia passagem, que o meia era o nosso eterno “décimo-primeiro-e-meio” jogador, que sei lá o que mais. Bem, o que então quer dizer todo este parágrafo? Ora, que elenco pra ganhar pelo menos de uma LDU em casa nós temos, apesar dos fatos, esses ingratos (assim, com rima pobre mesmo...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essas alturas, já deve haver quem esteja se perguntando que diabo o título teve a ver com o texto, afinal. Respondo: tudo; absolutamente tudo. Porque mesmo com o nhenhenhém da “crise técnica” - uma óbvia lorota, prestidigitação, fumacinha ninja, tertúlia para entorpecer bovinos -, a minha fé permanece impoluta, inabalável e inquebrantável, para a volta contra um clube mais perverso que Darth Vader, Voldemort, Sauron e Hannibal Lecter juntos (como diria o meu ético, filosófico, santíssimo e benéfico avô, S.Assis P.Ererê “mais malvado que mate vencido misturado com canha quente”). Não tenho a mais pálida dúvida de que triunfaremos contra os infieis do Timão. De que seremos bicampeões da Copa do Brasil E TAMBÉM da Recopa. De que o “algo” que está rolando agora será devidamente remediado até quarta-feira. E de que estaremos todos rindo de tudo isso no dia 2, tanto quanto alguns riem de piadinhas de fino gosto sobre símios em programas de rádio (muito obrigado, Deus, por eu ser colorado). Contra os paulistas, inclusive, encaro mesmo o jogo como um dever moral, um conflito cósmico do Bem contra o Mal, enfim, um embate do qual depende toda a estabilidade do universo e a manutenção da espécie humana como a conhecemos hoje. Do contrário, sempre tem a opção de dar um “boot”. Em alguém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: Gre-Nal de crentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado: daria até para fundar uma nova igreja em POA com esse mantra do “eu acredito” agora por todo lado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 2: imor(t)alidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meiga estratégia da desqualificação do ocorrido no Mineirão dá bem a medida de certos estados de espírito: pobres imor(t)ais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 3: Professor Pardal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se na ausência de Magrão, Glaydson fosse o “cabeça de área” e Sandro avançasse para a segunda do meio-campo, com Guiña e D’Alessandro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 4:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparem: a tal “crise” começou com a derrota em São Paulo e piorou muito com a demissão do...Muricy. Coincidência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7663168997437142155?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7663168997437142155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7663168997437142155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7663168997437142155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7663168997437142155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/decisao-parte-2.html' title='Decisão - parte 2.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-889058471965054193</id><published>2009-06-26T23:20:00.001-03:00</published><updated>2009-06-26T23:22:25.124-03:00</updated><title type='text'>O fim da história colorada.</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a escrever este texto no exato momento em que o relógio aponta 00:50. É tarde, sim, e aquelas duas horas de boca-livre na área VIP do Beira Rio ainda estão fazendo efeito. Sabem como é, cerveja demais. E ainda havia a degustação da cachaça Dom Braga. Degustei várias vezes. A certa altura me perguntei se o nome da cachaça não teria relação com Abel Braga. Talvez fosse uma aliteração. Dom Elias e Abel Braga: Dom Braga. Essa pega de jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que estou levemente embriagado. O Inter acaba de perder a Recopa. Desperdiçamos a chance – raríssima chance – de ultrapassar o Grêmio em títulos internacionais. Mas não doeu. Não em mim. Saí do Beira Rio tranquilo, conversando com meu pai e alguns amigos que passavam pelo pátio do Gigante. Encontrei, por exemplo, o Émerson, moderador da comunidade do Inter no Orkut. Reclamamos do Leandrão, mutuamente. Levantamos a hipótese de que o Inter não tem comando. Que, no fundo, o culpado disso tudo é o Tite. Sim, o Tite. Um enganador, esse Tite. Vamos ver como o Inter se sai no jogo de volta contra o Corinthians. Se perder, adeus Tite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Emanuel Neves, responável pela seção de colunistas aqui do Final Sports, estava comigo. Dei-lhe uma carona. No caminho, ele asseverou: estamos em crise técnica. No meu silêncio levemente embriagado, discordei. Não estamos em crise técnica. Estamos simplesmente chegando ao final da nossa história. Esse ciclo de vitórias, de títulos em série, de grandes times e grandes elencos: tudo isso está perto do fim. Em 1992, Francis Fukuyama lançou um livro provocador: “O Fim da História e o Último Homem”. Para Francis Fukuyama, o triunfo total do capitalismo representa o fim da história da humanidade. Não temos mais para onde evoluir, diz ele. Pois eu sou o Fukuyama colorado. Nossa história acaba de chegar ao cume derradeiro. Não temos mais o que ganhar. Somos campeões de tudo. Daqui para frente, só nos resta perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LDU chegou a Porto Alegre pronta para jogar a “Copa do Mundo” contra o Inter. Já o Inter foi para a final da Recopa pronto para fazer um “treino de luxo”. Eis a novidade: o treino foi um cocô. Perdemos a Recopa e não há vídeo no Youtube que seja capaz de nos fazer acreditar numa virada. Aliás, se depender do tal treino de luxo, o Inter perderá para o Corinthians na semana que vem. E perderá sem criar uma única chance de gol. O diabo é que isso não é necessariamente ruim. É simplesmente parte do nosso crescimento. Precisamos morrer para renascer. Precisamos de uma reedição dos anos 90 para que tenhamos mais uma década semelhante a esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter precisa ter fome. O Inter precisa ter desespero. O Inter precisa passar uma década inteira morrendo na praia. Do contrário, continuará encarando a finalíssima da Recopa como um “treino de luxo”. Qualquer goleada em Gauchão será encarada como um sinal de que o Rolo Compressor está de volta aos gramados. Qualquer elenco razoável será considerado o melhor do Brasil. Os gremistas reclamam da badalação em cima do time do Inter. Dizem que é exagero. Mas a maior vítima dessas mentiras somos nós, colorados. Por causa delas, nós achamos que dava para ganhar tudo neste ano. Ganhar tudo com o Alecsandro dando passes errados. De calcanhar. É com Alecsandro que chegamos ao fim da história colorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa notícia é que a área VIP funciona muito bem. Cerveja liberada. E salsichas. Muitas salsichas. As pessoas entram lá, bebem tudo que podem e comem salsichas cozidas. De palitinho. Depois, cheias de álcool e salsichas, seguem para o estádio levemente embriagadas. Como eu. Não deixa de ser um privilégio nestes tempos de Lei Seca. Ou melhor: nestes tempos de decadência colorada. Com a área VIP, é possível ver o Inter ser derrotado dentro de casa e não sentir dor nenhuma. Agora, por exemplo, são 01:56 e eu, levemente embrigadado, estou convencido de que a Recopa não tem tanta relevância assim. Importante, mesmo, é golear o Corinthians na semana que vem. Eu estarei lá. Até reservei o meu lugar na área VIP. Sugiro que você, leitor colorado, faça o mesmo. Sabe como é: dói menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-889058471965054193?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/889058471965054193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=889058471965054193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/889058471965054193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/889058471965054193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/o-fim-da-historia-colorada.html' title='O fim da história colorada.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7164965563545365646</id><published>2009-06-24T11:54:00.000-03:00</published><updated>2009-06-24T11:55:24.167-03:00</updated><title type='text'>Alguns adendos em relação ao grupo do Inter...</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E "UMA ILHA DE FELICIDADE NO MEIO DO INFERNO DA CRISE".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando algo acontece de uma hora, sem motivos aparentes, deve-se parar, respirar fundo e praticar um exercício de revisão, para que depois tudo comece certo, novamente. É chegada essa hora, no Inter. É nítido que passamos por algo que, se não é uma crise, pode ser caracterizado como uma má sequência de jogos. Não ganhamos no mês. Perdemos para Coritiba, Corinthians, fomos goleados pelo Flamengo. Tudo depois de sermos cobertos por elogios de todo e qualquer espectador de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo aconteceu. Há quem culpe a preparação física, que perdeu – e muito! – com a ida de Fábio Mashrejdian para a Copa "Vamos-Atrapalhar-Os-Times-Já-Que-Não-Estamos-Fazendo-Nada" das Confederações. Outros bradam contra o calendário, que colocou três competições importantes em um espaço de uma semana, fazendo o time colorado ter que se virar como Hércules e suas dozee tarefas. É tudo pra ontem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, é claro, há os desfalques. A bruxa, aquela desgraçada, resolveu fazer um passeio por Porto Alegre e se pilhou no Guaíba. Sobrevoou o Gigante e tirou, de uma só vez, Magrão e D’Alessandro. Bolívar já estava suspenso. Kleber e Nilmar, a.k.a. "o jogador mais importante do time", foram chamados pelo COLORADO AMIGÃO Dunga, já que eram imprescindíveis no jogo contra o Egito. Final da Copa do Brasil? Que competição é essa? Contra o Corinthias botem o Alecsandro, ué, não era o melhor grupo do Brasil? Valeu, Dunga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é verdade. Mas o fato é que esses jogos obrigam a torcida e os profissionais do clube a repensarem algumas convicções. O melhor grupo do país merece ser reavaliado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros são os goleiros, que, apesar de todas as derrotas, não foram culpados. Lauro é seguro e Michel Alves se impõe quando chamado. Nas metas, nenhum problema. Já nas laterais... Danilo Silva quase nunca falha: e esse "quase" nos complicou a vida no Pacaembu. Para lateral reserva, serve. Mas o problema é entrar num jogo importante, como uma final de Copa do Brasil. E aconteceu. Marcelo Cordeiro não ataca e deixa uma avenida no lado esquerdo de campo. Sabe aquela história de "só sentir falta quando perde"? Pois é. Volta, Kleber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na zaga, o problema é flagrante. A dupla, perfeita até a metade do ano, começou um processo de decadência há um mês e hoje coleciona erros em lances importantes. Índio, um dos símbolos do Internacional, confirma sua tendência "motanha-russa" e volta a ter uma fase ruim. Depois de um 2006 perfeito, um 07/08 lento e um fim de 2008/inicio de 2009 novamente exemplares, volta a ganhar peso e perder velocidade. E, ao seu lado, um líder que não joga. Álvaro, já diria um gênio anônimo, é o "jogador-coala": lento e sempre segurando alguém. Em nada lembra aquele Álvaro do início, brigador, perfeito nos carrinhos, seguro na defesa. Hoje, é um jogador extremamente pesado, facilmente vencido na velocidade e compulsivo por faltas na frente da área. Sorondo, que vem se mostrando o melhor zagueiro do grupo, e Danny, outro baita jogador, já estão caindo de maduro para entrar no time titular. Principalmente o primeiro, no lugar de Álvaro. Sorondo tem tudo para fazer história no Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao meio de campo, coração do time de Tite, o problema tornam-se os reservas. Na cabeça do técnico, me parece que não ficam claros os substitutos imediatos de cada jogador. Andrezinho entra em praticamente qualquer função. Glaydson é primeiro volante e armador. Giuliano não sabe se ataca ou defende. Rosinei ainda é relacionado, e ninguém entende o porquê.&lt;br /&gt;Sandro, Magrão, Guiñazu e D’Alessandro. Esses são os quatro titulares. Sai Sandro? Glaydson ou Maycon. Magrão não pode jogar: defensivamente, Glaydson; ofensivamente, Andrezinho. Guiñazu, a mesma coisa, com preferência por Glaydson. D’Alessandro fora? Andrezinho, imediatamente. Giuliano, somente em caso de necessidade. Ou para teste. Mas não em jogos decisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ataque, o problema também é grande. Nilmar e Taison são craques. Alecsandro e Leandrão, obviamente, não (apesar de o primeiro achar que sim). Chega essa hora e é difícil criticar o Tite. Não temos substitutos para o ataque. Alecsandro não se decide se é centroavante, ponta ou malabarista de circo. Leandrão não é o horror que falam: mas não é jogador para armar jogadas. Bolaños me pareceu bom jogador. Eu testaria mais vezes. Giuliano no ataque, não. Jogador que não sabe fazer gol não pode ter essa responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desse jeito, acho que o time deve ser armado. Mudar algo na zaga, repensar os reservas do meio-campo, esquecer alguns jogadores que pouco (ou nada) produzem (como Rosinei, Alecsandro, Giuliano em todas as posições do campo, Glaydson de armador) são algumas das atitudes que penso que deveriam ser tomadas. Além, é claro, de fazer mandinga, reza braba, trabalho para que a Seleção saia logo dessa Copa Caça-Níquel e o Nilmar volte logo. Sem ele, não dá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7164965563545365646?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7164965563545365646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7164965563545365646&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7164965563545365646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7164965563545365646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/alguns-adendos-em-relacao-ao-grupo-do.html' title='Alguns adendos em relação ao grupo do Inter...'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4245156569194634865</id><published>2009-06-23T16:23:00.002-03:00</published><updated>2009-06-23T16:26:10.244-03:00</updated><title type='text'>Futebol (ainda) é feito de craques.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se futebol fosse realmente um esporte coletivo, somente coletivo, como os treinadores gostam de pregar em seus discursos professorais nas entrevistas coletivas, de nada serviria um time mediano contratar um craque. Sim, para que serve um craque em um time que é formado por jogadores que se esforçam para chamar a bola de "meu bem"? O craque não chama a bola de "meu bem". A bola é que se aconchega em seus pés e o chama de "querido". O craque só no andar já tem um jeito diferente. O craque não caminha, flutua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O craque pode ser mau-caráter. Pode ser marrento. O craque pode, até mesmo, ser simpático. Mas todo time que realmente se diz vencedor necessita de um craque. Todo time de um grande clube necessita dele. As grandes seleções, as inesquecíveis, eram grupos que tinham, no mínimo, um craque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Hungria de 54, com Puskas. O Brasil de 58, com Didi, Pelé, Garrincha e outros. A Holanda de Cruyff. A Argentina de Maradona. O Flamengo de Zico, Fluminense de Rivelino, Corinthians de Sócrates, São Paulo de Raí, Vasco da Gama de Edmundo. Times vencedores. Ou que jamais serão esquecidos.  Muitas vezes não jogavam tudo aquilo. Não apresentavam um futebol vistoso. Mas mesmo nessas horas deixavam o gramado molhado de suor. Sim, porque os craques estavam ali, servindo, auxiliando, brilhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem prioridades. A prioridade do time de craques é vencer. Vencer e dar espetáculo. Dar espetáculo e brilhar para sempre, como uma verdadeira estrela brilhante, que vibra e cintila no céu sem precisar ser comprada no atacado da Nasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2009 nos acostumamos a ver o Internacional vencedor. O Rolo Compressor. Avassalador. O Inter tem grupo, pregava a direção. Muitos de nós acreditamos. Sim, se entrar um boneco de posto em campo com a camiseta do Inter, venceremos. As vitórias se acumulavam e nós vibrávamos. Por quê? Porque além de vencer, vencer dando espetáculo é o sonho de qualquer torcedor. Quem não sonha ver seu time do coração vencer dando show é porque não gosta de futebol ou sofre de sérias patologias. Insano. Mas o time perfeito, o jogo ideal, vinha nos visitar. Goleadas. Cinco, seis, oito gols, quanto mais, melhor. Mas não só por isso. Porque cada jogada era um desenho nas nossas mentes. Cada gol vinha depois de uma sinfonia de acordes individuais extremamente bem executados. Cada coadjuvante se aproximando dos atores principais. Escalando suas limitações na exorbitância do futebol dito coletivo. Ledo engano. Lerdo engano. O futebol é, sim, feito de individualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim era o Inter de Nilmar, D'Alessandro e Taison. Parte da torcida criticava Nilmar. Mercenário. Fresco. Outros adjetivos que aqui não vou enumerar. D'Alessandro não dá entrevistas. Os repórteres não gostam dele. As mães não gostam dele. O Papai Noel, o coelhinho da Páscoa e o Lasier Martins não gostam dele. D'Alessandro é o mal em pessoa. Taison fala demais. Fala bobagens. Taison é um guri. Taison "vai matá Sandrinha". Mas tirem D'Alessandro, Taison e Nilmar do Internacional e o que restará é o coletivo. No coletivo sobram a garra e a vontade de um extraterrestre, Guiñazu, mas que não é um craque. A bola não chama o Guiña de querido. A bola obedece El Cholo. Se ela não obedecer, problema dela. Lauro nos salva de bolas impossíveis e não engole perus imemoriais. Mas o trio acima, o trio de craques, pois Taison pra mim é craque, não só chama a bola de querida, como a carrega pra casa, deita na cama e dá beijo de boa noite de língua. E quando os craques somem e nos resta o coletivo, sobra a vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter não entrou em campo contra o Flamengo. Não. Não tivemos vontade, fomos covardes e patéticos.  Não jogamos nada e não fizemos por merecer nada menos que um quatro a zero. Ficou de bom tamanho.  O líder do campeonato se distancia treinado por um mau humorado acostumado a treinar equipes medíocres. Os medíocres até podem ser campeões, quando se esforçam além do limite e o campeonato é curto. No longo prazo restam os craques. Nas páginas de história sobrevivem os grandes times. Os excepcionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os loucos. Gênios. O Inter de domingo passado não ficará para a história. Nem jogará o resto do campeonato. Cabe a direção nos garantir que os craques voltarão. Porque, sem craques, nem Guiñazu vai convencer os outros jogadores colorados que, coadjuvantes que são, irão nos salvar do naufrágio. Guiñazu nadará sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como nadou no Maracanã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4245156569194634865?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4245156569194634865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4245156569194634865&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4245156569194634865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4245156569194634865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/futebol-ainda-e-feito-de-craques.html' title='Futebol (ainda) é feito de craques.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4003565674537530272</id><published>2009-06-19T23:14:00.000-03:00</published><updated>2009-06-19T23:16:47.511-03:00</updated><title type='text'>Onde os fracos não têm vez (ou “Entreatos”).</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei, você aí...é, você mesmo, que está lendo este texto agora: caso você tenha sequer cogitado a famosa e pusilânime “jogada de toalha”, então nem perca o seu tempo; vá salgar a carne do churrasco de logo mais, tome uma cervejinha gelada para começar bem o fim de semana, ou ainda, prepare um bom mate para ler no jornal que “complicou para o Inter”. Caso contrário, aproveite o dia de hoje (e os próximos) para sorver o ar da certeza, da segurança, da crença inabalável de que você estará sorrindo, em transe, com sono, de ressaca e/ou tudo isso junto numa certa linda manhã de 2 de julho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, caro(a) leitor(a), devemos admitir que o mata-mata é mesmo cruel às vezes – especialmente na hora de esperar a volta. Curiosamente, entretanto, ele é um tanto didático, pois ensina a paciência, a perseverança e, mais importante, o amor incondicional ao clube. O torcedor se apega a tudo e a todos para simplesmente...acreditar; sim, apenas acreditar que, no final, tudo dará certo. O suspense destas ocasiões, curtido no sumo da ansiedade e forjado na bigorna da fé, é mesmo uma sensação fantástica. Sim, meio “sadomasô”, sem dúvida; mas quem se importa...? Quem se importa se é contra os dez mandamentos e proibido por lei divina marcar pênalti contra o Corinthians no Pacaembu? Quem se importa com os piques de “Ronaldorca”? Quem se importa se contra o Timão até as leis da Física são revogadas, como na inércia “caseira” da bola naquela falta do segundo gol...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, leitor(a) que já chegou até aqui, é que não. Porque você sabe que a flautinha infantil, fácil, de agora, é própria de garotinhos apressados e incontinentes; porque você sabe que deve permanecer calmo feito um monge diante desses pobres gentios que agora riem de você; porque você sabe que deve ser calculista feito um réptil, num torneio de mata-mata; porque você viu o que aconteceu com o Paraná no Gigante e com os paulistas na Ilha do Retiro nesta mesma Copa Maldita ano passado; porque você não ACHA que somos melhores, você SABE que somos melhores. E, sobretudo, caro(a) leitor(a) porque você é colorado(a). Tão simples quanto isso (mas nem tão simples que qualquer herege por aí possa compreender...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também porque você sabe que a desforra em competições de ida e volta é que nem a picanha de domingo de manhã, ou seja, tirada da geladeira (como diria o meu cibernético, internético, automático e tecnológico avô, S.Assis P.Ererê, “só acaba quando não tem mais ‘i-meil’ em cima”). Portanto, ei, você...é, você aí, que chegou até este ponto do texto: apenas observe no que vai se transformar esta cidade e este povo maravilhoso à medida que o jogo for chegando. Respire longamente, demoradamente, cada milímetro cúbico de ar até lá; você vai se inundar, se preencher, se inflar de Inter durante todos esses dias (e, o melhor, isso vai acontecer mesmo que você não queira). Mande às favas as estatísticas, a invencibilidade do Mano, o tabu das finais da Copa Enjeitada; veja a onda que vai se formar e quebrar na cabeça dos corintianos com a força de todo o vermelho do universo a lhes desabar sobre as atônitas cabeças; ouça os cânticos quase religiosos no Beira-Rio durante a partida. O cenário, caro(a) leitor(a), verdade seja dita, não poderia estar mais perfeito. Einstein uma vez declarou que “Deus não joga dados”; acho que até isto o Inter vai me provar em contrário. Porque esta Copa não ficou mais difícil; ficou apenas mais épica...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: sem stress&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter é meu pastor, nada me faltará...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4003565674537530272?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4003565674537530272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4003565674537530272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4003565674537530272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4003565674537530272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/onde-os-fracos-nao-tem-vez-ou-entreatos.html' title='Onde os fracos não têm vez (ou “Entreatos”).'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7808767221706399608</id><published>2009-06-18T13:48:00.000-03:00</published><updated>2009-06-18T13:50:19.139-03:00</updated><title type='text'>Caraca! Quanto Corintiano em Porto Alegre!</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! Dunga, valeu pela força! Alecsandro não lambe a meia suja do Nilmar! Sumiu em campo! Taison driblou, entrou, levou falta, fez, aconteceu, errou, o Felipe pegou, onde tava a parceria? Onde tava a parceria, caralho? Sumiu! Sumiu embaixo da chuteira de alguém, de um nada, de um coisa alguma! Os grandes jogadores se fazem nas decisões, Alecsandro! Nilmar se fez em decisões! Gol no Grêmio em Bento! Gol no Estudiantes na prorrogação! Nós temos grupo? Pode ser que sim. Mas Leandrão não é grupo nem na série D do Brasileirão. Nunca foi. Emprestem ele pro Flamenguinho da Tuca. Leandrão igual a pesadelo dos anos 90. Troquem ele por uma garrafa de plástico de 51 pela metade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meio campo não segurou a bola? Não. O meio campo lutou. Brigou. Mas o Corinthians marcou melhor. Marcou como nunca. Partida perfeita do meio pra trás. Mano Menezes retranqueiro FDP. Só Taison conseguia furar a muralha deles. Nós perdemos na defesa. Índio ficou em Porto Alegre e tá até agora procurando o Gordo amante de traveco. Mas fazer o quê? O Índio tem crédito com a torcida colorada. Nem Deus parava o Gordo naquela bola. Ele faz aquilo como o Garrincha que driblava sempre pro mesmo lado. Nós tomamos um gol do Corinthians numa falha coletiva. Outro de um Deus gordo num ato de punição divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos laterais provaram mais uma vez que não temos laterais. Se Kleber firula, a firula dele é melhor que a de Cordeiro. Seu cruzamento fez ou outra acerta o avante na área. Danilo afundou. Bolívar, o vaiado, o xingado General de 2006, andava comendo a grama. Sobrou grama a ser comida na lateral colorada. Só pra lembrar de novo: Valeu, Dunga! Nos tira da final o cara que é hoje melhor que o traveco deles pra ir passear na África do Sul num torneio contra Novas Zelândias da vida! Ei, Brasil, vai tomar no cu! Inter, ôôô! Inter, ôôô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio espreitava a vizinhança. Até que dezenas de corintianos ressurgiram das cinzas de 2005 e torceram enlouquecidamente por seu time na noite úmida de Porto Alegre. Até parece que não tinha outro jogo acontecendo por aí. Eu acho que não. Todo mundo colado na TV. Mas é bom que seja assim. Essa Copa do Brasil não vale nada mesmo. Vale vaga prum outro campeonato sem audiência em Porto Alegre. Caraca! Como tem corintiano em Porto Alegre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é isso aí, Tite. Não é agora que eu vou te criticar. Não é pelo Leandrão ou pelo Glaydson pra segurar o 0x2, não. O Dunga já escalou demais teu time. O lance é torcer pro D'Alessandro voltar, com todo respeito ao Andrezinho, que até não foi mal, mas não é o D'Alessandro, por mais que os desinformados pela mídia recalcada gaúcha digam o contrário. O negócio é o Nilmar chegar logo no primeiro vôo da África do Sul. Abandona a concentração! Qualquer coisa! O Taison precisa de ti. E do D'Alessandro! Bota o Sorondo na zaga! Deixem o Álvaro no Keep Cooler! Renovem com o Bolívar ontem! Contratem uma turma de travecas avantajadas pra atravessar a vida do Gordo uns dias antes! Cansem ele de sexo não-natural na véspera do jogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí, mesmo, Tite! Precisamos da partida perfeita! Da foda perfeita! Daquelas de pedir a mão na manhã seguinte! Precisamos daquele 5x1! Sim! Daqueles de virada! Quem não for doido o bastante para acreditar que fique em casa torcendo pelo time da CBF! Ou pro São Paulo! Já tem corintiano demais em Porto Alegre!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7808767221706399608?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7808767221706399608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7808767221706399608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7808767221706399608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7808767221706399608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/caraca-quanto-corintiano-em-porto.html' title='Caraca! Quanto Corintiano em Porto Alegre!'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-402051588868447799</id><published>2009-06-17T16:23:00.002-03:00</published><updated>2009-06-17T16:27:25.529-03:00</updated><title type='text'>Lembrem de 2005.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu odeio o Corinthians.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro da época do Tupãzinho, Marcelinho Carioca, Mirandinha. Eu era piá e gostava do "timão". Escolhia no videogame, tinha camiseta, torcia na Libertadores. Nunca foi, pra mim, uma equipe antipática, até pelo contrário. O Palmeiras tinha aquela ligação com o Grêmio (ao menos na minha mente): Felipão, Arce, Paulo Nunes. E o Corinthians era o time do povo, o time do Cascão nos gibis. Enfim, eu simpatizava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi uma frase que me fez passar a detestar a equipe paulistana: "Pois é... Enquanto alguns têm duas Mercedes Benz na garagem, outros precisam pegar ônibus". Andres Sanchez, à época vice de futebol (hoje, coincidentemente, presidente), retratou em poucas palavras a situação inescapável em que o Inter se encontrava: éramos surrupiados em rede nacional e a tranquilidade dos lados paulistas permitia que o dirigente do "time que tem duas Mercedes na garagem" fosse à imprensa e fizesse piada sobre aquilo que pode ser considerado o maior arranjo já feito em um campeonato nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, muito ainda aconteceu. Um dos lados conquistou tudo que se pode conquistar, o outro amargou um ano na obscura Segunda Divisão. E depois de dois anos de acontecimentos importantes (para bem ou para mal) em ambos os clubes, reencontram-se Inter e Corinthians, numa final de competição nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jogadores, de ambos os lados, afirmam que não há qualquer sentimento de revanche. Píffero, honrando sua eterna sinceridade (por vezes exagerada), já bradou: "Essa espinha ainda tá cravada na guéla". Fontes seguras afirmam que Edinho, em sua passagem pelo Beira-Rio na semana passada, foi palestrante convidado no vestiário colorado e, durante horas, amaldiçoou os alvi-negros paulistas. Clemer sonha há três semanas com a imagem de Perdigão fazendo o passe, Tinga recebendo, Fábio Costa saindo do gol, o pulo, os pés na canela, a queda, o cartão, as mãos à cabeça. E é nessa hora que ele acorda. Suando e dando socos no colchão. Guiñazu passa o dia no Youtube: o único vídeo visto é a transmissão da Globo para aquele jogo. El cholo já repete, como que instintivamente, às frases de Arnaldo Cézar Coelho. "Mas isso é um absurdo! O que que é isso? Ele expulsou?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não teremos D’Alessandro. Nem Nilmar. Sequer Kleber. Bolívar dá lugar a alguém, não se sabe quem. Magrão saiu do treino com o braço engessado, envolto em gelo. Até mesmo o reserva Alecsandro, tomado pelo vírus da gripe, torna-se dúvida. Zagueiros, laterais, volantes, meias, atacantes. Desfalques em todos os lugares do campo. Não importa: coloquem 11 amadores a enfrentar o Corinthians hoje. Eles vestirão a camiseta do Inter e, com ela, virá a história daquele dia de 2005. Em suas mentes, espocarão imagens de Dualibi, Sanchez, Antônio Lopes, Márcio Rezende de Freitas. Szveiter. E, assim, o resultado que trarão do Pacaembu será positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse primeiro jogo, fora de casa, cheio de desfalques, o Inter deve primar pela raça. Pela vontade. Noventa minutos de pura atenção, não desviar o olho do adversário e se preocupar principalmente em ter o jogo dominado. Sem tomar gol, viemos para o Beira-Rio com uma vantagem abissal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui, contra o time completo e 50 mil torcedores ensandecidos, eu quero ver tirar o título do Inter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-402051588868447799?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/402051588868447799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=402051588868447799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/402051588868447799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/402051588868447799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/lembrem-de-2005.html' title='Lembrem de 2005.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-1970534264074026047</id><published>2009-06-16T17:11:00.002-03:00</published><updated>2009-06-16T17:16:42.831-03:00</updated><title type='text'>96 mil sócios X 56 mil lugares.</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos ao limite do aceitável. Prestes a alcançarmos o almejado e simbólico número de CEM MIL SÓCIOS, vivemos hoje um problema. Um BOM PROBLEMA, é bem verdade, mas que nem por isso deixa de carecer uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes jogos no Beira Rio já viraram rotina, e, sempre que eles acontecem, o assunto delicado e recorrente da falta de lugar para todos vem novamente à tona. O caderno de obras apresentado pelo clube para a Copa do Mundo 2014 prevê, entre diversas outras modificações, uma expansão da arquibancada inferior sobre onde hoje está a saudosa coréia, resultando em uma desejável aproximação da torcida ao campo e um acréscimo de cerca de quatro mil lugares, sendo a lotação máxima do Gigante, após reformado, de SESSENTA MIL torcedores, confortavelmente acomodados. Entretanto, com o crescente número de sócios, nem se tivéssemos cem mil lugares seria suficiente para a massa vermelha, cada vez mais acostumada às grandes decisões. Além disso, o estádio, como sabemos, lota em no máximo quatro ou cinco jogos ao ano, e isso não é exclusividade colorada, conforme aponta a média de público dos times da primeira divisão no campeonato brasileiro de 2008, que foi de aproximadamente dezessete mil torcedores. A do Inter, um pouco maior, dezoito mil. Portanto, mesmo que o time chegue, a todo o momento, à decisões, aumentar o número de lugares no estádio não é a solução mais apropriada. Acredito, portanto, que o mais inteligente seria usar de forma racional o espaço existente. Se não vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos hoje com cerca de QUARENTA E DOIS mil sócios da modalidade antiga, os chamados carteira vermelha, com acesso garantido nos jogos desde que com a mensalidade em dia. E, conforme os últimos números apresentados pelo clube, aproximadamente CINQÜENTA E QUATRO mil sócios campeões do mundo, a modalidade nova, os carteiras brancas, que necessitam comprar ingresso. Ontem, conforme divulgado pelo clube, foram colocados à venda doze mil ingressos para os sócios carteira branca. Para chegar nesse número o clube valeu-se do mesmo artifício de outras oportunidades, qual seja, a ESTIMATIVA. Estima-se o número de sócios carteira vermelha, com acesso garantido, que comparecerão ao estádio, com base na média dos últimos jogos. E, com este número em mãos, calcula-se a quantidade restante para os demais sócios da modalidade nova e, quando sobram ingressos (que não foi o caso de ontem, nem da final da Sulamericana do ano passado), para os não sócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me atrevo a discutir a sustentabilidade financeira dos sócios da modalidade antiga, uma vez que estes não geram receita ao clube através da venda de ingressos. Não discuto isso por dois motivos. O primeiro deles é o simples desconhecimento das receitas do clube. O segundo, é que, estes sócios engordam a receita do clube desde as épocas de vacas não tão gordas, e, portanto merecem respeito e gratidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, este modo usado pelo clube, a estimativa, eu discuto, e com gosto, pois esta já se mostrou, há algum tempo, INEFICIENTE. Seja pela simples imprecisão dos números, leia-se margem de erro, ou C.C. (coeficiente de cagaço), como costumeiramente usamos na engenharia, seja pela fragilidade desta frente às intempéries. O clima, este rapaz muy sensível, fez com que, em mais de uma oportunidade, houvesse clarões em jogos decisivos. Por exemplo, foi o que aconteceu no último clássico greNAL, onde a lotação estava esgotada, mas notava-se facilmente diversos lugares vazios no estádio, em razão de uma chuva de última hora que fez com que diversos torcedores desistissem de ir ao Gigante para assistirem o jogo no conforto de seus lares, “furando a estimativa da direção”. Até aí tudo bem, cada um tem seus motivos e sabe o local que acha mais adequado para acompanhar os jogos. O que não pode acontecer é essas pessoas, que decidem assistir as peleias em casa, impossibilitarem que aqueles sedentos por uma visita ao Gigante, compareçam ao estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui entramos numa seara deveras delicada. Não me odeiem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Defendo o fim da imprecisa estimativa. Sustento que os sócios da modalidade antiga CONFIRMEM sua presença (ou ausência, o que for mais viável) no estádio. Minha sugestão, nada inédita, é de que, os sócios com acesso garantido entrem em contato com o clube, até às 23:59h da véspera dos jogos, seja via SMS, E-mail, Telefone ou “in loco” e digam se estarão lá no dia seguinte. Com o número de presentes em mãos, o clube colocaria à venda, a partir da manhã do dia do jogo, os ingressos restantes, e destinaria um percentual da receita adquirida aos sócios carteira vermelha que cedessem seu lugar no estádio. Seja através de descontos na mensalidade, seja através de regalias diversas. Algum tipo de “punição” àqueles que embora confirmados não comparecerem também poderia ser estudada, muito embora, concordo que oferecer vantagem seja muito mais simpático com o torcedor do que aplicar punições. Esta minha sugestão simplória está sujeita às mais diversas melhorias, porém, se faz necessária uma mudança, seja qual for. E, ao que tudo indica, algo próximo à esta solução acima será adotado pelo clube a partir do 2010. E aí começa o impasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sócios da modalidade antiga, além de defenderem que estão no quadro social há mais tempo, apelam rotineiramente ao que julgam ser seu DIREITO ADQUIRIDO*. Podendo, desta forma, decidir, conforme sua conveniência, se vão ou não ao jogo, mesmo que esta decisão aconteça cinco minutos antes do início da peleia. Porém, uma rápida lida no CONTRATO** de sócio mostra que os direitos, resumidamente, são os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O direito de votar e ser votado, após o lapso temporal estipulado em contrato;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Direito de acesso ao estádio (ou de preferência na compra frente ao torcedor “comum”, no caso da carteira branca);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Direito de participar das promoções do clube (placar eletrônico no intervalo, rede de descontos e afins).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerra-se aqui o aclamado DIREITO ADQUIRIDO. E vale lembrar que todos os direitos citados acima, exigem, em contrapartida, o pagamento, em dia, das mensalidades estipuladas. Logo, todo e qualquer argumento sobre a impossibilidade contratual de exigir a confirmação de presença cai por terra. Sendo possível inclusive que o clube aumente a mensalidade de forma a tornar sustentável a manutenção desta modalidade de sócios (uma vez que o contrato nada versa sobre esta questão), o que duvido que seja feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale lembrar que todos, sócios antigos, novos, não sócios, “cadeirantes” e quetais, são torcedores do Inter da mesma forma. Portanto, creio que não deveria ser necessária esta discussão para que alguém tivesse o direito de assistir os jogos no estádio e lotar o Gigante em dia de festa. Toavia, quando a discussão entra no campo do direito individual, seja de colorados, gremistas, palmeirenses ou xavantes, nota-se claramente que, infelizmente, a discussão muda de rumo, e cada um quer puxar a brasa para o seu assado. Esquecem que quadro social não pode e não vai parar de crescer, e que a receita mensal que ingressa no clube através deste é responsável pelo momento do time, e só tende a melhorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carecemos somente de acertos pontuais, embora polêmicos. E eles virão. E um bocado a mais de boa vontade, e um pouquinho a menos de egoísmo, facilitarão bastante as coisas. Certamente todos queremos a mesma coisa, um Inter cada vez maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No más, venceremos por 2x1 amanhã, e dia primeiro de julho*** teremos uma noite histórica no Gigante, o dia da desforra, dia de título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Embora bacharel em direito, o que paga meu salário é minha atividade profissional como desenhista projetista. Portanto, se falei alguma bobagem, que algum advogado DE VERDADE, me socorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** O contrato em tese é o de sócio campeão do mundo. Minha modalidade. Não tive acesso ao contrato de sócio “modalidade antiga”, mas me atrevo a dizer que o contrato não é diferente. Caso alguém tenha uma informação diferente da minha, por favor, me corrija.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** Antes de ser acusado de recalque, ou algo parecido com o que li ontem nos mais variados locais, afirmo que meu ingresso está garantido, ou seja, a falta de ingresso não é a motivação deste texto, e sim a forma como está sendo feita a distribuição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-1970534264074026047?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/1970534264074026047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=1970534264074026047&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1970534264074026047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1970534264074026047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/96-mil-socios-x-56-mil-lugares.html' title='96 mil sócios X 56 mil lugares.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8941482251710537038</id><published>2009-06-15T17:30:00.000-03:00</published><updated>2009-06-15T17:31:56.941-03:00</updated><title type='text'>DECISÃO - PARTE 1.</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor desistirmos: estaremos desfalcados, a primeira é fora, contra um time poderosíssimo, treinado por um técnico que, em matéria de ardil e malandragem, é o próprio cão; Nilmar e Kleber estão fora, assim como a nossa reserva de catimba portenha e Bolívar, e já parimos um elefante para passar pelo temível Coritiba. Assim como no Couto Pereira, vai estar um frio de lascar, provavelmente agravado pela típica garoa ácida paulistana, sem contar com a horda de loucos que lotará as arquibancadas do Pacaembu. Então joguem a toalha, por favor, nos acudam, será um drama, um sufoco, um pavor dantesco, um terror nauseabundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais o que querem fazer para vender notícia. Suponho que deva ser divertido tentar achar um novo obstáculo intransponível para o Inter a cada semana. Que, aliás, nunca se confirma: se passamos “mal” contra o Coritiba, também é verdade que não se viu uma pressão tão avassaladora assim dos paranaenses. E a grande verdade é que a “Copa Enjeitada” é uma competição muito mais traiçoeira do que difícil de ganhar (calma lá, não estou desdenhando o título, quero-o muito, sim, pelos motivos que os(as) caros(as) leitores(as) já devem estar descapilarizados(as) de saber); qualquer vacilo é fatal, razão pela qual deve-se levá-la sempre na ponta dos pés. E é exatamente isso que me parece estar fazendo o Inter. Não digo que não possa perder em São Paulo. Até pode: mas que isto se deva a uma jornada felicíssima do adversário, e não por derretimento nosso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não dou a menor pelota para quem novamente vaticina os novos “perigos” que enfrentaremos na fria noite paulista (tanto faz se também for quente, é que “fria” dá uma dramaticidade maior); pode ser o Ronalducho, o volante Cristian (aquele dos dedos médios em riste para a torcida do São Paulo), o Felipe (que nos “perdoou” pelo rebaixamento – é, leitores(as), que preguiça...), o Mano e seus mil e um truques. Vou então contra tudo e todos e, nas CNTP, vou pregar: Corinthians, venha pra cima; mostre que é o “Timão”, demonstre a sua superioridade sobre um time desfalcado, desabrigado de sua casa e torcida. Venha ganhar mais este título, perdido no ano passado, vingue-se de seu algoz de 2007. Venha, mas venha mesmo. E não esqueça que é o Inter que te espera deste lado, Corinthians. Que comece então o jogo (como diria o meu culinário, chef ,cozinheiro e assador avô, S.Assis P.Ererê, “tem gente que adora vir de garfo em dia de sopa...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: preparador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não entendi: preparador físico também é convocado? Que que o Mahseredjian tá fazendo lá, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 2: doping moral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, eles têm a chance de estar na Libertadores no ano do centenário deles; e nós de ganharmos a vaga no nosso; dá meio igual, não...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8941482251710537038?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8941482251710537038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8941482251710537038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8941482251710537038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8941482251710537038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/decisao-parte-1.html' title='DECISÃO - PARTE 1.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4098622883186889500</id><published>2009-06-10T18:42:00.000-03:00</published><updated>2009-06-10T18:44:32.561-03:00</updated><title type='text'>Não é sorte.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova moda agora é procurar defeito no Inter. Não, não. O Inter? Melhor time do país? Nada disso. Quem, no início do ano, atestava que o Colorado patrolaria tudo e todos, tinha time para ganhar todos os campeonatos e possuia o melhor grupo da história do futebol mundial, hoje fala que “não é tudo isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vejam, por exemplo, o jogo contra o Flamengo”, dizem os indecisos comentaristas: creditam simplesmente à sorte a falta na frente da área e o gol, de fato, salvador de Andrezinho. Lembram ainda da partida diante do Coritiba. Partida na qual o time se classificou para a final da segunda maior competição nacional. “Apesar de ter jogado mal, apesar de ter perdido e apesar de não ter merecido”. Sorte, de novo. E há ainda o último, contra o Cruzeiro. O time mineiro deixou a equipe de Tite encaixotada em sua zona defensiva, mas parou nas mãos de Lauro e Michel Alves, além de ter apanhado muito, do – agora – violento time do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os colunistas da Final Sports, conversamos através de e-mails sobre diversos assuntos, de cervejas baratas a entrevistas com atrizes pornô estrangeiras. Por vezes, falamos de futebol. Numa dessas, alguém – não me recordo quem – levantou uma suspeita pertinente: E se esse estilo de jogo - perigoso, defensivo, que aposta no contra-ataque, no erro do adversário, na velocidade dos atacantes, na investida pontual dos volantes e na eficácia de seu sistema defensivo - for o estilo de jogo que Tite procura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas discussões, do modo como o time tem se portado nos últimos jogos e das afirmações de Tite eu tiro que esse é, de fato, o modo de jogo do Inter em 2009. Um time que tem sangue-frio e exige de sua torcida o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não tinha ficado aparente até agora porque, claro, contra times do interior do Rio Grande do Sul, a única preocupação era de quanto venceríamos (isso sem qualquer soberba, apenas realismo. Tanto que o Internacional foi campeão invicto, pois era, simplesmente, melhor que qualquer outro time no campeonato). Mas, a partir do início do Brasileirão e das fases finais da Copa do Brasil, a situação mudou: os times melhoraram. E de dentro daquele time passador, habilidoso, musical, de ataques rápidos, surgiu uma equipe defensiva, porém incisiva. Como se da borboleta saísse a lagarta. Do belo, evoluímos para o feio que dá resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa tática mostra-se tão ou mais eficiente quanto a antiga. E traiçoeira, pois engana. Entram em campo os dois times, o vermelho encolhe-se perto do goleiro Lauro, como um urso que hiberna durante meses, como um predador que mostra-se indefeso, permitindo a aproximação da presa e, na hora exata, dá o bote. E o adversário se atira, vendo ali uma possibilidade de vantagem iminente, um alvo aparentemente fácil. O time colorado se defende. Com dificuldade, com milagres do goleiro, com impedimentos mal marcados, com escanteios em sequência, com pênaltis duvidosos. Mas se defende. A hora certa chegará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e a bola não entra na meta do camisa 1 colorado. É nessa hora que Tite olha para o banco de reservas, avisa seus comandados que “é chegada a hora, olhem só”, vira-se de volta para o campo, onde os onze estrategistas no comando de Adenor o escutam atentamente e percebem que, de fato, a hora é agora. Tite solta apenas um grito e esse é o sinal: “Adianta! Vai pra frente que é agora!” O adversário, cansado, se vê agora como o atacado, com Magrão e Kleber vindo pelos lados, com Sandro tabelando diretamente com os atacantes, com Taison e Nilmar vindo como flechas do círculo central e Índio e Álvaro entrando na área, à espera de um cruzamento. D’Alessandro domina, olha as diversas opções e lança: um único lançamento em 90 minutos. É  o que precisamos. A investida é fatal. Dois minutos de ataque colorado, um gol. Final de jogo: pressão do time adversário por 88 minutos. Vitória colorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentaristas esportivos vão à loucura: cadê aquele Inter do início do ano?, o Taison não tocou na bola, que que esse enganador do Nilmar tá fazendo na Seleção?, o Tite substituiu mal. O Inter deu sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não é sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4098622883186889500?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4098622883186889500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4098622883186889500&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4098622883186889500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4098622883186889500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/nao-e-sorte.html' title='Não é sorte.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3573649143186185619</id><published>2009-06-09T11:19:00.000-03:00</published><updated>2009-06-09T11:21:31.416-03:00</updated><title type='text'>DOZE VERDADES E UMA REITERAÇÃO.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Bolívar poderia ter sido expulso direto, mas o gol do Cruzeiro foi marcado em impedimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Kléber mentiu ao suprimir o pisão no pé de Lauro e, além do mais, não tem moral para julgar ninguém. Nunca teve. Wellington Paulista (quem?) falar mal do Índio é algo como a Preta Gil comparar-se à Gisele Bündchen. Engraçado, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Neste 2009, Danny Morais, quando chamado, dá resposta superior a Álvaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Guiñazu é um dos três maiores volantes da história do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) O time deu a impressão a alguns de ser um candidato a esquadrão estilo Copa de 70, mas dentro do campo. O Inter não disse, o Inter não se gabou, o Inter não propagandeou isso para ninguém. Parte da mídia, sim. O time está jogando para o gasto, mas poderia estar melhor? Talvez, o jogo com o Coritiba não foi bom. Mas uma coisa é bem diferente da outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) O Inter tem quase cem mil investidores. Não um só, mesmo que esse um seja o maior de todos. Se surrupiarem do Inter o investidor solitário, o clube permanece forte. Se tirarem os cem mil, não. Antigamente, quando um conhecido dono de grande empresa gaúcha investia e/ou ajudava o rival, não havia dissertações e dissecações do tema pela mídia, não ostensivamente, pelo menos. Sonda é ótimo para o Inter, mas o Inter é ainda melhor para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) O estádio da Copa do Mundo de 2014, no Rio Grande do Sul, é o Beira-Rio. Repetindo: o estádio da Copa do Mundo de 2014, no Rio Grande do Sul, é o Beira-Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Institucionalmente, o Inter não tem nenhum direito de ser agressivo com o Corinthians e tampouco qualquer obrigação de ser amável – educação protocolar basta. Inter e Corinthians são dois grandes clubes e, um dia, "farão as pazes", mas isso dificilmente ocorrerá enquanto o presidente do time paulista for uma pessoa que esteve visceralmente ligada à MSI e, um belo dia, resolveu mudar de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Eu associei meu pai às escondidas. Você também pode associar seu pai, seu irmão, seu primo, seu vizinho, o padeiro da esquina ou sua namorada antes de dar-lhes a notícia. Quando contar, eles vão gostar e pagarão de bom grado. Pode confiar em mim. Associe quem você escolher agora mesmo, depois de ler esse texto, e descubra isso por si mesmo. No futebol e na vida, muitas vezes só precisamos mesmo é de um empurrãozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Se o seu clube é grande e não tem estádio próprio, a culpa não é do mundo nem do governo. A culpa é do seu clube. Não seja recalcado com os torcedores dos times donos de suas próprias casas, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Em alguns jogos, com equipes do Estado do mandante da partida, as transmissões regionalizadas do "pay-per-view" ofendem a inteligência dos telespectadores. Pelo seu estágio de evolução atual, o futebol brasileiro não comporta mais tolos bairrismos midiáticos. Chega. Não somos provincianos, e o Brasil não é mais um aglomerado de aldeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Nosso time é o melhor do país atualmente, e isso não significa que será para sempre, ou sequer nos próximos vinte, trinta dias. Mas agora, hoje, é superior ao Cruzeiro, mais equilibrado que o SPFC e tem melhor grupo se comparado ao Palmeiras – e também, porque não tomaria 4 a 2 do Sport depois de sair ganhando por 2 a 0. Se um time perde para o Inter merecendo empatar ou vencer, talvez seja mais mérito dele do que deficiência do Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) E por último, pois algo me diz ser muito importante repetir isso, para saberem que estamos atentos: o estádio da Copa do Mundo de 2014, no Rio Grande do Sul, é o Beira-Rio. Repetindo, de novo, mais uma vez: o estádio da Copa do Mundo de 2014, no Rio Grande do Sul, é o Beira-Rio. Beira-Rio. Estamos entendidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3573649143186185619?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3573649143186185619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3573649143186185619&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3573649143186185619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3573649143186185619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/doze-verdades-e-uma-reiteracao.html' title='DOZE VERDADES E UMA REITERAÇÃO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3274252256368858891</id><published>2009-06-08T17:56:00.002-03:00</published><updated>2009-06-08T17:59:45.392-03:00</updated><title type='text'>A MÁ PREGUIÇA...</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sério, lendo algumas coisas realmente dá uma preguiça incrível. Não preguiça daquela boa, curtida, que até foi elevada a pecado capital. Não: aqui falo de uma preguiça irritante, de má-vontade, de boca torta, de menor emoção; ou seja, uma autêntica “anti-preguiça” (com hífen mesmo, pra dar uma noção da minha indignação)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que falo? Ora, dos comentários antes do jogo com o Coritiba – melhor dizendo, com os comentários depois também; trata-se de uma imbecilidade bem democrática, pois tem pra todos os gostos. Querem ver? Que tal aquela do “o Inter é o melhor do Brasil, vocês não têm com o que se preocupar”, ou “será o poderoso Inter jogando contra o famélico Coritiba”? A chatice transbordante destas linhas é suficiente para revelar um despeito babante, de tão alucinado; é o expediente mais ridículo – e covarde – que tem, de secar sem admitir a desesperada tentativa de desidratar o adversário (no caso, o Inter) o quanto possível; e o que é pior, se passássemos – como de fato passamos –, a pusilanimidade do comentário ficaria então totalmente desnuda, pois o engraçadinho sempre poderia se proteger dizendo que “eu sabia, eu estava certo”. Como se vê, é um expediente dos mais desprezíveis, que nem mereceria maiores comentários, não fosse eu o chato que sou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Variação 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tem a variação dessa invejinha “enrustida”: o enaltecimento exagerado, quase suplicante, da qualidade (inexistente) do adversário (aqui, diferente de lá em cima, o Coritiba); de uma hora a outra, os paranaenses mereceram ressalvas e cautelas dispensáveis só a loucos furiosos. Cansei de ler sobre os inumeráveis cuidados que o Inter deveria ter no Couto Pereira, alguns apelando até para a catiça meteorológica – afinal, até com o frio íamos ter de nos precaver (o que provavelmente se justificaria mesmo, dado o clima equatorial que caracteriza Porto Alegre nessa época do ano)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda e última variação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, vinha a (muito) mal disfarçada opinião de que tínhamos corrido riscos demais na gélida noite de quarta-feira última; não, definitivamente não merecíamos a classificação, “como ousam passar à final da Copa do Brasil sem dar espetáculo?” Passamos a sofrer golpes de pedras, cusparadas e outros líquidos e sólidos porque tínhamos passado para a final perdendo uma partida. Nem botar o regulamento no sovaco podíamos mais, fomos tolhidos do direito de passar jogando...mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ir embora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso para dizer que está risível toda esta má vontade com o Inter: se passamos, não temos mérito; se ganhamos, o juiz, claro, roubou; se estamos bem, é porque os adversários ainda não nos testaram (em tempo: a esta altura já devemos ter tido mais “testes” que um vestibulando de Medicina...). Nada disso, pra quem é bom entendedor, passa despercebido. Desdenhem o quanto for; desmereçam, se isto lhes traz a ilusão do bem-estar; a verdade é que não dá pra elevar crônica esportiva ou gosto por futebol a ciência de foguetes. Se a realidade briga com previsões ou preferências...bem, nem é preciso dizer o que é mais fácil mudar, não é mesmo? É, caros(as) leitores(as), que preguiça... (como diria o meu prático, inteligente, pragmático e sagaz avô, S.Assis P.Ererê, “quem gosta de ficar parado é cocô na curva...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: a enjeitada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que vão me maldizer, mas a quem interessar possa: continuo achando a Copa do Brasil um título meio sem pedigree – valendo apenas pela muito agradável conveniência do atalho à Libertadores. E quem não entender que jogar a Libertadores anualmente é uma necessidade financeira, está fora do futebol do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas 2: para aí, só um pouquinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém acha mesmo que desde o Náutico não enfrentamos times no nível da Libertadores? Pra pensar então: o que poderia estar acontecendo agora mesmo se tivesse havido uma gestão responsável do vestiário vermelho nos últimos dois anos? Pois é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3274252256368858891?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3274252256368858891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3274252256368858891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3274252256368858891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3274252256368858891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/ma-preguica.html' title='A MÁ PREGUIÇA...'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2053050719533745730</id><published>2009-06-04T17:09:00.000-03:00</published><updated>2009-06-04T17:11:10.452-03:00</updated><title type='text'>DESCASQUEM AS BATATAS.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que homem não chora. Diziam antigamente. O sofrimento da dor, certa vez me disseram, é relativo. Dei um chute nas canelas do frasista e ele respondeu que não era bem assim. Não foi isso que eu quis dizer. A dor pode ser controlada. Se controlarmos a dor poderemos confrontar nossos medos. Claro que era um papo de auto-ajuda em uma época que nem existia auto-ajuda. E a canela dele realmente ficou roxa depois de meu chute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sinaleira, parado no trânsito, uma mulher vem me entregar um panfleto de um desses falastrões que fazem palestras para empresários e funcionários de grandes corporações. Como ser um vencedor, me dizia o papel. Como ser? Certamente não explicaram isso para a mulher que distribui a propaganda de tal falcatrua. Se existem vencedores, diria um óbvio Machado de Assis da vida, ele que fique com as batatas. Os outros? Que distribuam papéis coloridas em esquinas movimentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li outro dia que antes da final da Champions League foi passado um vídeo baseado em cima do filme O Gladiador para os atletas do Barcelona. Motivação. Determinação. Garra. Certamente seriam os sentimentos que o filme deveria passar ao espírito dos jogadores catalães. O Barça foi lá e deu um baile na turma do metrossexual português. Acredito que daria um baile mesmo que o próprio Russel Crowe surgisse do outro lado do campo com um batalhão do exército imperial de Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi na rádio ontem o motivador colorado dizendo que o exemplo de superação para os atletas antes da partida foi o da cantora Susan Boyle, o tribufu escocês que da noite pro dia virou estrela de YouTube. Era a favorita do programa de calouros britânico e, na final, perdeu. Parabenizou os vencedores e internou-se em uma clínica com grande desgaste emocional. Não estava preparada para a vitória. De tanto dizerem que venceria, perdeu, diria o Sun Tzu do Couto Pereira, Renê Simões. No caso do treinador coxa-branca, o troféu abacaxi ficou de bom tamanho. Falador passa mal, Renê, já dizia o Trio Mocotó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entregadora de panfletos, que não vai ganhar de ninguém na concepção moderna de vencedores como pregam os gurus empresariais, continuará sorrindo. Susan Boyle poderá ser uma grande intérprete se realmente cantar e lembrar que a vida não é um concurso. É vida. Quem canta, vive quando solta a voz. Os vencedores ganham as batatas e o ônus de descascá-las. A historinha repetida a esmo se perde na memória. Tal qual um Goebbels, os publicitários multiplicam as possibilidades e fecham as alternativas. As vitórias, cretinos, também nascem da dor. Tite sabe disso. Nos faz entender na carne. Se era desnecessário sofrer, Tite nos ensina. Sofram! Descasquem as batatas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntado como queimava a própria mão sem mexer um músculo em reação, Lawrence da Arábia, no filme homônimo, respondia: É simples. Eu não me importo. Guiñazu ao responder como suporta a dor após correr 90 minutos ou mais defendendo o Inter, responde: Eu esqueço. Depois me atiro quebrado para me recuperar para a próxima partida. São exceções à regra. Assim como a dor da perda só se esvai com o sofrimento explícito, a conquista arrancada à força, com sacrifícios, com superação, só se completa com a catarse coletiva da vitória extenuante.O choro dos vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do jogo, D'Alessandro chorou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2053050719533745730?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2053050719533745730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2053050719533745730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2053050719533745730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2053050719533745730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/descasquem-as-batatas.html' title='DESCASQUEM AS BATATAS.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-1632429396882109940</id><published>2009-06-03T11:44:00.002-03:00</published><updated>2009-06-03T11:48:07.118-03:00</updated><title type='text'>O FANTASMA DE NOVENTA ESTÁ MORTO.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma década não dura apenas dez anos. Não para a torcida colorada, que amargou, durante uns 15 aquela que parecia ser a eterna "década de 90". Os anos de terror do Inter começaram provavelmente em 1988-89, com aquela sequência de vexames: empate com o Bahia em casa, derrota impossível para o Olimpia, também em casa. Depois, tivemos o desprazer de ver o Banguzinho do co-irmão ser campeão gaúcho em 95, o Bragantino acabar com o sonho do Campeonato Brasileiro em 96, o Juventude espinafrar um quatro a zero no Inter de Paulo Autouri em 99. Vexames, torturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último desastre da década maldita talvez tenha sido a semi-final contra o Cruzeiro, em 2000, no dia em que Leandro Guerreiro foi picado pela mosca tsé-tsé. Era aniversário da minha irmã e a TV era mais importante que o bolo, naquele salão. As reminiscências puderam ser percebidas nos anos seguintes, ainda (ou alguém esqueceu aquele cinco a zero do São Caetano de Tite, quando estávamos a um passo da Libertadores-04?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas contra o Coritiba, Taison matou o fantasma de noventa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário era recorrente: éramos favoritos, o time era considerado bom, o campeonato estava para nós. E o Coritiba veio para o Beira-Rio e fez um gol a 14 minutos de jogo. Os quase 50 mil colorados pensaram, com certeza, na mesma coisa. Toda aquela insegurança de dez anos atrás voltou, passaram pela cabeça o gol do Mabília no quatro a zero, o pênalti perdido pelo Leandro Nariz, o pênalti "perdido" por Perdigão, os apagões da era Muricy. Tudo, de 1988 a 2005. Aqueles dez anos que se estenderam por catorze, quinze, dezesseis intermináveis temporadas. E parecia estar voltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era quase possível assistir à tristeza caindo sobre o Gigante. Um tornado, vindo de dentro do rio, assolava a cidade de Porto Alegre e levava tudo que era vermelho de volta para o passado. Não conseguíamos acreditar que, de novo, voltaríamos para a casa com o sentimento de que quase deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sentimento de decepção durou menos de 10 minutos. Foi o tempo que o pelotense endiabrado que é Taison demorou para ver D’Alessandro lançar Nilmar. A bola caiu nos seus pés. E aquela bola era uma arma. Uma uzi carregada, mirando para o passado. Taison teve o tempo de pará-la, olhar para o gol e dar um chute rasteiro. Libertador. Depois disso, Nilmar se machucou, entrou Alecsandro, autor do gol da virada e do passe para o terceiro gol, este de Andrezinho. Tudo dito se comprovava: tínhamos grupo, contávamos com jogadores diferenciados, o trio de ataque era o melhor da América, nosso treinador encontrara o equilíbrio, a defesa estava sólida e conseguíamos, de fato, consolidar o papel de favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jogamos hoje com uma vantagem imensa, abissal. Acho difícil não fazermos gol. Se marcarmos, apenas outros quatro gols nos tiram da final da Copa do Brasil. Acredito que isso não acontecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se a época em que precisávamos ter sempre um pé atrás. Hoje, o Inter é um time confiável. Taison nos mostrou isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-1632429396882109940?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/1632429396882109940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=1632429396882109940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1632429396882109940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1632429396882109940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/o-fantasma-de-noventa-esta-morto.html' title='O FANTASMA DE NOVENTA ESTÁ MORTO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4461458026226804770</id><published>2009-06-02T11:23:00.002-03:00</published><updated>2009-06-02T11:37:29.908-03:00</updated><title type='text'>QUE INTER TEREMOS EM 2014?</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Copa do Mundo no Brasil, para mim, é um meio. Sim, um meio. E para o clube, não para a querida nação. Quando vemos e ouvimos nossas autoridades prometerem mundos e fundos, alargamentos, segundas vias, metrôs subterrâneos, aéreos e talvez até submarinos, duplicações, triplicações, ordem e progresso à enésima potência para tudo e todos, meus pensamentos mesmo assim são todos de uma ignorância patriótica sem limites. Quando ouço falar em Copa, só penso no Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, afinal de contas, que Inter teremos em 2014?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, em tom de galhofa programada, Renê Simões previu: em dez anos seremos "o maior clube do país". Apesar da frase feita para alisar o ego (o nosso ego, claro) pensemos: e se o Inter realmente se tornasse, no espaço de uma década, algo como o Real Madrid brasileiro? O clube que tem quase cem mil sócios, que lidera o Brasileirão com os reservas, que é apontado pela mídia do país inteiro, do gandula ao centroavante, como modelo a ser seguido tal qual fosse o primeiro CDF da classe, onde vai parar esse clube dentro de dez anos, dois lustros, uma década?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos: no momento, a resposta à pergunta permite, no mínimo, uma deliciosa reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a coisa mais importante no Inter do século XXI é sua estrutura "interna corporis", como diriam os causídicos: a força do Inter vem, em primeiro lugar, dos músculos e nervos da própria instituição. O Colorado não foi financiado por nenhum magnata árabe, não colocou seu destino nas mãos de empresas conhecidas no mundo esportivo e tampouco arrendou seu Departamento de Futebol a um grupo de investidores, e seja o que Deus quiser. Não. O primeiro pilar, a viga mestra deste Inter vencedor tem nome: categoria de base. E essa é nossa e ninguém tasca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, meus caros, foi o chão batido do Gigante que plantou as taças colhidas nesses tempos de hoje. Foi a partir dela – dos jogadores que revelou e das quantias que fez nascer em forma de vendas do nosso moderno pau-brasil, o atleta de futebol – que o Inter tornou-se um clube com resultados medianos dentro do campo, de medianos para bom, e aí então, com a confiança reconquistada, deu-se o empurrão final à engrenagem: o torcedor-sócio, o "Soldado Cidadão" desta nova era, desse presente, e hoje eles estão às portas de serem cem mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o caso da última quarta. O jogo estava crespo. Nilmar, o agora símbolo do Inter do futuro, o dos altos investimentos e dos atletas de ponta, saíra escandalosamente lesionado ainda no primeiro tempo. Com Taison, a solução veio, na segunda etapa, pela mão do Inter tradicional, do clube revelador, do sagrado chão batido (nota: eu diria Taison, o possesso, como fora antes Amarildo, mas seria então um adorável plagista). A jovem revelação tomou as rédeas e o comando do time com a naturalidade quase protocolar de quem pede o pão de cada dia na padaria da esquina. Em cinco minutos, duas arrancadas, o rapaz reduziu o Coritiba a pó. Ali o Inter histórico, o Celeiro de Ases, pedia passagem ao Inter moderno. E que bom que tudo ocorreu assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal de contas, que Inter teremos em 2014?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me afirma que andamos muito dependentes do Sr. Sonda. Concordo, mas repenso: nessa história, quem é mais necessário a quem? Se o nosso clube traz jogadores com potencial e todos – ou quase todos – dão certo, e o negócio é bom para ambas as partes, só nos resta pensar pela ótica capitalista da demanda e da procura. Existem mais empresários com vontade de ganhar ainda mais dinheiro ou clubes em condição de dar-lhes o retorno que esperam? A resposta é evidente: sobram os primeiros, faltam os segundos. Hoje, investir no Inter é mais rentável do que comprar ações da Petrobrás. E se falham os negócios, se o Inter moderno não dá a resposta de sempre, ali ao lado está o campo de terra, onde os Taisons, Patos, Nilmares e Lúcios pululam para dentro do vestiário profissional com a habitualidade serena e precisa da vaga do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter de 2014 pode não acabar sendo o Real Madrid do Brasil. Mas se manter o casamento entre o melhor desses dois mundos, tenho até alguma pena dos adversários que virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque existem muitos Taisons ainda por surgir do chão batido do Gigante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4461458026226804770?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4461458026226804770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4461458026226804770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4461458026226804770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4461458026226804770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/que-inter-teremos-em-2014.html' title='QUE INTER TEREMOS EM 2014?'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-8267398876927384002</id><published>2009-06-01T14:21:00.002-03:00</published><updated>2009-06-01T14:24:08.320-03:00</updated><title type='text'>MOMENTOS DE DECISÃO.</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou doente. Asma. A respiração me falta. O ar passa pela minha garganta com dificuldade. Sinto-me como se tivesse engolido um punhado de areia fina e parte dela estivesse trancada em minha traqueia, arranhando-me as entranhas. A sensação, acreditem, é desesperadora. Por isso, peço desculpas aos amigos e me auto-imponho uma folga. Deixo-lhes, abaixo, a cópia de uma crônica que eu mesmo publiquei em 2007, mas que, a meu ver, se aplica perfeitamente ao momento que estamos vivendo hoje: um momento de decisão. Um momento de afirmação.&lt;br /&gt;Grande abraço e boa sorte a todos nós na quarta-feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme se chama “O Pianista”. Conta a história do polonês Wladyslaw Szpilman, um pianista de talento ímpar que sobreviveu a um dos episódios mais sombrios da Segunda Guerra Mundial. Szpilman, para quem não sabe, passou quase três anos vivendo como um rato na Polônia. Escondia-se dos nazistas em um apartamento abandonado, sem água nem luz, em pleno Gueto de Varsóvia. Pois há uma cena inesquecível neste filme, “O Pianista”. Uma cena que encanta e perturba ao mesmo tempo; e que, de certa forma, traduz como nós todos deveríamos agir nos momentos decisivos da vida e – por que não? – do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cena, Szpilman espera a madrugada cair e sai de seu esconderijo disposto a procurar comida. Acaba encontrando uma lata de pepinos em conserva dentro de um casarão abandonado. Szpilman, magro e desgastado pelos anos de confinamento, tenta abrir a lata a qualquer custo. Mas não consegue. Simplesmente não há nada por perto, nenhuma faca, nenhum prego capaz de rompê-la. Todo o esforço para abrir a lata resulta apenas em barulho, muito barulho – o suficiente para atrair um oficial alemão que passa pelas redondezas naquele momento. O destino não poderia ser mais irônico: Szpilman, que passara quase três anos escondendo-se de forma heróica, é finalmente flagrado pelos nazistas – graças a uma lata de pepinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do casarão, porém, há um piano velho e empoeirado. Szpilman aproveita a deixa, aponta para o instrumento e tenta convencer o oficial de que é pianista – como se isso fosse capaz de livrá-lo da morte. O alemão não parece nada impressionado. Mesmo assim, talvez por não ter nada mais interessante a fazer, ordena que o prisioneiro toque uma música. E é neste exato momento que o pianista dá uma verdadeira lição sobre como agir em momentos de decisão.&lt;br /&gt;Szpilman toma posição em frente ao piano. Pousa os dedos sobre as teclas e arrisca um primeiro acorde. As notas saem tremidas, desafinadas. Ele pára, tenta resgatar a firmeza das mãos. E recomeça. Os primeiros compassos da Balada Nº 1 de Chopin ecoam pela casa. Lentamente, Szpilman se entrega à música. Toca como se fosse a última vez. As falanges saltam-lhe dos dedos, os tendões estão prestes a rasgar-lhe a pele magra das mãos. Mas Szpilman toca com maestria, submerso na melodia. Demora-se nas notas mais longas e soturnas. Deixa a música escorrer, gota a gota, de seu coração aberto. O polonês que passou três anos vivendo como um rato não tem mais nada a perder. Deseja que sua última apresentação seja simplesmente perfeita; quer somente honrar uma breve e desgraçada vida de pianista. Nas notas desafinadas de um piano velho, ele se imortaliza. E o oficial alemão, emocionado com o talento do prisioneiro, decide liberá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes conquistas acontecem quando tocamos como Szpilman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida ou no futebol, as vitórias surgem quando nos livramos de nossos medos mais terríveis; quando somos capazes devotar todas as energias àquilo que dá sentido a nossas vidas. Foi assim que o Internacional conquistou a Libertadores 2006. Não tínhamos medo de perder e nem medo de atacar. Abel Braga não tinha medo de inventar e nossos atacantes não hesitavam em procurar o gol. O Internacional conquistou três títulos internacionais em dois anos porque se entregou de corpo e alma à razão de sua existência, o futebol. A própria torcida se entregou ao clube e deixou a paixão escorrer, gota a gota, para dentro de campo. Times assim são imbatíveis. Erguem troféus, imortalizam-se. Salvam-se por um detalhe. Enfrentam os piores inimigos – inclusive os grandes – e sobrevivem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-8267398876927384002?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/8267398876927384002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=8267398876927384002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8267398876927384002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/8267398876927384002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/06/momentos-de-decisao.html' title='MOMENTOS DE DECISÃO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-3874628284271569768</id><published>2009-05-30T10:57:00.002-03:00</published><updated>2009-05-30T11:03:30.050-03:00</updated><title type='text'>MIL ANOS DE DOMINIO.</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam os(as) caros(as) leitores(as) a lista dos clubes mais “ricos” do Brasil publicada esta semana (não sei a denominação politicamente correta seria essa, mas preferi priorizar a clareza no ponto): o São Paulo encabeça a lista, com o Inter (sim, o Inter!) perseguindo-o logo abaixo, podendo ultrapassá-lo em breve. É recomendável que não se confunda isto com “elitismo”, “esnobismo” ou qualquer outro “ismo” similar: para quem tiver inteligência e/ou boa-vontade suficiente ao devido entendimento do fato, fica fácil concluir que, ao contrário de ser algo nocivo ou antipático, trata-se, sim, de uma coisa boa, muito boa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a lista apenas materializa (e evidencia) uma mudança radical na concepção do Inter como clube: atentos ao fato óbvio de que o futebol é um esporte de resultado, os dirigentes trataram de pôr em prática um plano meticuloso de transformação do Internacional e, sobretudo, dos corações e mentes da torcida. Pausa: não que as vitórias sejam uma condição indispensável para que amemos o Inter (e estão aí alguns vários anos da década passada para provar isso); mas é bem verdade que os títulos turbinam o amor da massa, massageiam a sua autoestima. Resultado? A muito provável possibilidade de recuperar o terreno perdido nos últimos anos para trilhar o nosso destino desde sempre: o de ser o maior clube do Rio Grande...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, traçado o objetivo, passou-se à prática: saneamento financeiro, que trouxe saúde econômica, que trouxe jogadores, que trouxeram títulos, que trouxeram parcerias, que trouxeram jogadores, que trouxeram mais títulos, que trouxeram mais recursos...; há quem zombe, por exemplo, do cachorro que é sócio – estando, diga-se de passagem, em seu devido direito; mas atualmente é preciso reconhecer mesmo as menores oportunidades para o sustento do clube. O futebol moderno, feliz ou infelizmente, demanda que se profissionalize a paixão. Suponho que ninguém passe a ser menos colorado por causa disso. Só que o problema é que o último romântico costuma ser também o último da tabela. E se alguém pensar algo muito diferente disso, sugiro perguntar aos torcedores de um Barcelona ou de um Manchester se eles se incomodam com idéias como um quadro social avantajado ou com recursos injetados por grandes investidores. E nem se comenta a desonestidade intelectual de achar que isso significa necessariamente “vender” o clube, que aqui se preza a seriedade no debate, hein...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiante 3 - e deu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que poucos clubes no Brasil têm hoje a imagem de seriedade do Inter, o que se reverte em clara vantagem na hora de fechar uma pareceria, de trazer um reforço e de planejar uma temporada. Vemos isso claramente agora, nesta fase fantástica, em que tudo parece dar certo e em que a bola sempre entra. Trata-se de um círculo absolutamente auspicioso, que, bem conduzido, só faz crescer e se retroalimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que digo tudo isso? Ora, pinhões, alguém aí já se deu ao trabalho de ver a indigência do futebol praticado ao sul do Equador atualmente? É aí que a inteligência faz a diferença (e aproveito para dizer que não se trata aqui de fazer campanha para este ou aquele grupo político no Inter, pois a minha bandeira é a eficiência, pouco importando quem esteja no leme do barco): quem está atento ao que acontece a seu redor pode facilmente perceber as situações de ganho e perda que o/a rodeiam; na prática, isto significa que o Inter pode (e deve!) aproveitar o contexto atual para consolidar anos e anos de total domínio do futebol sul-americano, aos moldes do que o Boca fazia até um tempo atrás; temos condição para isso. Temos VOCAÇÃO para isso. Pessoalmente, nunca entendi direito a síndrome de capacho aparentemente sentida mesmo nas mais famélicas eras de um passado não muito remoto (aquela coisa meio de “o fracasso lhe subiu à cabeça”); meu amor, caros(as) leitores(as), sempre foi o Inter: ele era - e sempre foi – o meu barato, meu alento, meu conforto, o meu porto seguro banhado de um vermelho mais vermelho do que...sei lá, o próprio vermelho (hehehe); nada que me pudesse ser dito por ninguém me convenceria do contrário, nem se ficássemos mil anos sem ganhar um mísero par ou ímpar sequer (como diria o meu equestre, equino, pampeiro e criador avô, sou “mais teimoso que garanhão vesgo...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a maré mudou, graças a Deus para (muito) melhor. O Gauchão já foi; a Copa do Brasil está logo ali; o Brasileirão é uma realidade, a Recopa, uma obrigação. Temos então a imperdível chance de fazer isso durar ainda muito, muito tempo, para desespero de quem agora usa esses babadorezinhos estranhos no fardamento, e de quem soterrou gerações e gerações de colorados com notícias de novos “gênios”, “craques”, “golaços” e “estrategistas” a cada dia. Então, para vocês que resistiram, eu os saúdo. E, tudo o mais constante, com seriedade e humildade, aproveito para convidá-los a presenciar mais mil anos de domínio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: escoteiros versão 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais como não perceber os “neolobinhos” que circulam pela cidade...  Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-3874628284271569768?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/3874628284271569768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=3874628284271569768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3874628284271569768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/3874628284271569768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/mil-anos-de-dominio.html' title='MIL ANOS DE DOMINIO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5919297198671858957</id><published>2009-05-29T15:16:00.001-03:00</published><updated>2009-05-29T15:18:49.074-03:00</updated><title type='text'>MAROLAS</title><content type='html'>Por Thiago Marimon&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em épocas de crise econômica, fazer caixa é deveras importante. No certame nacional, a moeda são os pontos, o indexador, vitórias. Neste domingo, às 18h30min, o momento é de vender-se ao capitalismo selvagem, acumular riquezas e espantar o socialismo de dentro das quatro linhas. Chegamos à quarta rodada do certame com improváveis cem por cento de aproveitamento e com a possibilidade concreta de mantê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sabido que os desafios aumentarão de dificuldade e que a maratona será grande. Confirmando o placar construído em casa e passando pelo Coxa, que em seus domínios deverá se abrir - para alegria de Taison -, provavelmente teremos o bem montado MSI de Gordo e Brother na decisão da Copa do Brasil. Soma-se a isso a desgastante disputa pelo bi-campeonato da Recopa em dois jogos contra a Liga, além da força dos adversários que enfrentaremos entre estas decisões pelo campeonato nacional, e temos a real proporção da necessidade e importância de somar estes pontos, que ano após ano tanta falta nos fazem ao final da temporada. Restando intermináveis trinta e cinco rodadas, a hora é de fazer gordura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vitória neste domingo, iniciando com time misto e com o provável acréscimo de três titulares no decorrer do jogo, nos credencia para enfrentar uma guerra no Mineirão na próxima rodada, enfrentando um Cruzeiro preocupado com a disputa contra o São Paulo pela vaga na próxima fase da Libertadores. Cinco vitórias em cinco jogos seria o início de campeonato perfeito, para surpreender o mais otimista dos otimistas. Passado o confronto contra os mineiros, os próximos adversários estarão focados exclusivamente na competição nacional, dentre eles o Flamengo, que tanto trabalho nos deu. Enquanto isso, nós, com Nilmar na seleção da CBF e Alecsandro fazendo companhia à Taison no ataque, teremos que fazer mágica para manter o bom aproveitamento no Brasileirão. Confio em nosso substituto, porém, temo pela alteração na forma de jogar no ataque. Alecsandro deve conscientizar-se que não tem as mesmas características que o titular selecionável, e buscar jogar no local onde foi importante contra o Coritiba, e que penso que sabe jogar, a área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, teremos marolas pelo caminho, serão jogos difíceis, contra adversários fortes, onde, inevitavelmente deixaremos escapar alguns preciosos pontos. Nada mais normal. Portanto, senhores, domingo é dia de rasgar exemplares de Marx, empalar Engels, revirar Che no túmulo e, render-se, feliz, ao "Bill Gates way of life". A hora é de acumular, somar, multiplicar. Quem planta colhe, e quero colher canecos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra cima deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Coloradas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5919297198671858957?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5919297198671858957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5919297198671858957&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5919297198671858957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5919297198671858957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/marolas.html' title='MAROLAS'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7890907251912402177</id><published>2009-05-28T16:08:00.001-03:00</published><updated>2009-05-28T16:09:41.799-03:00</updated><title type='text'>SEM SURPRESAS.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taison é o cara. Andrezinho faz por merecer. Guiñazu sempre faz falta. Tudo isso é verdade. O que pode não ser verdade são as superstições que rodeiam o futebol, principalmente nos jogos decisivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O torcedor cumpre sua rotina, tanto em casa como no estádio. Coloca o rádio no mesmo volume de sempre e na mesma rádio. Senta no mesmo lugar do sofá. A perna de um certo modo que dê sorte. A mesma marca de cerveja. Se encaminhar para o mesmo local do estádio. A camisa de sempre, mesmo que seja aquela desbotada, carcomida por muitas lavagens. Sei que nem todos acreditam ou fazem tantos quiprocós para tentar auxiliar o time do coração, mas mesmo quem não acredita, acaba apelando para qualquer santo na hora do desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os times em campo. Torcida do Inter cantando. Festa. Semifinal de qualquer competição sempre deve ser uma festa. Eu, que faz muito abandonei quase todas as minhas superstições relacionadas ao futebol, depois de tantas vitórias e derrotas descobrimos que quase nenhuma delas faz sentido, temi ao ver os times se desolcando no gramado do Beira-Rio. Sim. Ali todo o temor que acompanha cada colorado que acompanhou aquela noite trágica de 1999 numa semifinal de Copa do Brasil voltou à minha mente. Era a tática secreta do filósofo do reagge Renê Simões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. O Coritiba escolheu o lado em vez da bola. Sim. O Inter sempre escolhe o lado e não a bola. O Inter sempre ataca para o lado do placar no segundo tempo, não no primeiro. O jogo começa e o Inter, numa bobeira, toma o gol na única conclusão perigosa que os curitibanos fariam no jogo inteiro. Nilmar sendo exterminado no ataque. Magrão revidando na volta. O jogo desbanca para algo próximo à pancadaria graças ao bundamolismo do árbitro. Mas se o negócio é boxe, não me controlo ao ter que usar do trocadilho com Taison. Taison aniquila. Nocauteia. Taison põe abaixo até mesmo as piores premonições supertisciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notando que minha tática de manter os mesmo movimentos não ajuda em nada o time em campo, decido sair detrás da goleira do placar e me colocar na divisa entre a torcida gaúcha e paranaense. Nada mais correto contra-atacar a surpresa do Renê "mala" Simões com um antítodo certeiro. Mandar o azar pro inferno. Claro que eu não vou deixar de dividir o sucesso de minha manobra diversionista com Taison. O guri invade a área e quatro patetas de verde e branco cercam o Furacão da Copa enquanto Alecsandro recebe um mumu do outro lado da área e fuzila o goleiro coxa branca. Nem dá tempo de comemorar o gol e Taison entra como um trem bala no estado das araucárias e entrega a bola para que Alecsandro largue uma de futsal no peito de Andrezinho, que conclui de forma acachapante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A superstição que se exploda. A torcida não sabe para onde pular. Um mais exaltado quase sobe no cordão de isolamento para provocar os coxinhas, agora silenciados pelo estrondo vermelho. Uma brigadiana mais nova observa e esboça um movimento. Um soldado mais velho se aproxima e faz sinal de calma para a guria soldado. É festa. Sempre é festa. Mesmo que o lado do campo mude. Mesmo que quebrem um Nilmar. Mesmo que Guiñazu tente correr a maratona só pra aliviar a tensão. Nada disso adianta, Renê Simões. Nós vencemos. E mesmo não sendo uma maravilha de futebol apresentado, cruzo os dedos, beixo o crucifixo, dou três pulos com um pé só e não piso nas marcas da calçada, e te digo: Nada pode nos surpreender!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moeda foi lançada e dos dois lados está escrito somente um nome: Taison.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7890907251912402177?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7890907251912402177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7890907251912402177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7890907251912402177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7890907251912402177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/sem-surpresas.html' title='SEM SURPRESAS.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-449528725305590078</id><published>2009-05-27T14:46:00.001-03:00</published><updated>2009-05-27T14:49:42.832-03:00</updated><title type='text'>LEMBREMOS RENÊ SIMÕES.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito tem se falado do Inter de 2009, todos percebem. Comentaristas, programas esportivos, jogadores, taxistas, porteiros de prédio: D’Alessandro é mais falado que namoro em cidade do interior. Mas, essa semana, alguém exagerou, falou mais do Inter do qualquer pessoa havia feito. René Simões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de confirmada a classificação colorada, o técnico coxa-branca disse que somos bicho-papão, que nos assemelhamos ao "carro que todos querem ter", elogiou o trabalho do Tite, disse admirar o esforço dos atletas e do preparador físico, dentre tantas outras filosofais teorias que são demolidas em um apito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, há uma frase do bigodudo que deve ser guardada – e que parece ter passado em branco para muitos. Segue: "se fosse basquete ou vôlei, dava pra esquecer, o Inter já era campeão", disse, ao responder à pergunta do site GloboEsporte, acerca da grandiosidade do desafio a ser enfrentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui muito de nenhum dos dois esportes. Pelo que me consta – e pelo que o Google me contou – , no vôlei participam seis jogadores, tem um que usa uma camiseta diferente, a partida é dividida em sets de 25 e sempre que o professor de Educação Física anuncia que "hoje vai ser vôlei", a gurizada chia. Basquete é aquela coisa: cada cesta vale 2 ou 3 pontos, dependendo do lugar de onde foi feito o arremesso, o jogo é divido em quartos, que têm um determinado tempo e, ao final, ganha quem tem mais pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que não entendo muito, mas a principal diferença que vejo dos dois em relação ao futebol é a seqüencialidade – mesmo que tal palavra não exista –, que não existe em mesma escala no esporte bretão. O que faz do futebol algo tão especial diante dos outros é valorização do instante. Um jogo de basquete jamais será resolvido em uma cesta fantástica (talvez sim, mas após outras 50 usuais). Numa partida de vôlei, a cortada histórica do jogador vale tanto quanto os outros 24 pontos que o time dele vai ter que fazer no resto do set. Em ambos, são muitos os pontos, o que faz com que, ao final, ganhe quem errar menos. Ou seja, o melhor. Saca, defende, levanta, corta, defende, levanta de novo e corta. Ponto. Umas 40 vezes por set.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso que aproxima tanto equipes fantásticas de zebras do interior. Na mesma entrevista, René Simões chora as pitangas porque não vai poder escalar Marcelinho Paraíba. Ele é o cara aqui. Só com essa informação, dá pra perceber o abismo que distancia Inter e Coritiba, no que diz respeito à qualidade do elenco. No Beira-Rio, há no mínimo seis jogadores melhores que o veterano oxigenado. Mas voltando: não é basquete nem vôlei. Se fosse basquete ou vôlei, uma cochilada do Lauro resultaria em um ponto do Coritiba. O Inter já teria 17. Taison teria 50 chances de arremesso: acertaria 48, sendo 23 de três pontos. Nilmar daria deixadinhas maestrais, enquanto os adversários de verde tantariam por aquela bola no chão por um sem-fim de vezes. Enfim, o Inter ganharia o jogo e, fatalmente, estaria garantido na final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é bom sempre lembrar. Não é vôlei nem basquete. É futebol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-449528725305590078?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/449528725305590078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=449528725305590078&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/449528725305590078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/449528725305590078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/lembremos-rene-simoes.html' title='LEMBREMOS RENÊ SIMÕES.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7752841016984908564</id><published>2009-05-26T10:57:00.002-03:00</published><updated>2009-05-26T11:04:08.839-03:00</updated><title type='text'>A JUSTIÇA DE ANDREZINHO.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Andrezinho corria, D’Alessandro estava pronto para entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um dos doze mil Gre-Nais que o Inter venceu esse ano. O ilustre argentino voltava de uma complicada lesão (aqui, aspas: no craque, não há lesões simples - até uma unha encravada merece um boletim e um staff médicos de erradicar epidemias). Mas como eu dizia, então, do nada, Tite manda El Cabezón aquecer, e a massa estrepita como só ela sabe estrepitar, sonora, trepidante, emitindo aquele som fanático de excitação que deve dar, ao jogador de futebol, a certeza de ter escolhido a profissão certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então seguimos. D’Alessandro entra em campo e, desferindo um passe de sinuca, decide o jogo. Todos estão felizes e recompensados. O grande e providencial jogador havia escancarado sua marca, sua grife de diferenciado mais uma vez, com um tapa milimétrico, destruidor de defesas, quase cínico de tão despudorado. Levantadinha com a cavada do pé. Craque, D’Alessandro: que jogador! Todos estão felizes e recompensados. Menos um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos Andrezinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao lance. Andrezinho, um dos melhores décimo-segundo jogadores da era recente do Inter, está sendo substituído, e seu semblante é cabisbaixo, é taciturno – o meia acusa a prostração corporal de um beduíno à procura de água no deserto. O rosto está claro, evidente, como se soubesse por "a" mais "b" estar dando seu lugar a um jogador de categoria superior. Andrezinho, o cumpridor e abnegado Andrezinho, o mais titular dos reservas, sai de campo esquecido e afundado na sombra de D'Alessandro, do qual a torcida espera a obra circense e maravilhosa que supostamente Andrezinho não pode ofertar. Crueldade: o bom jogador está tão desprotegido perante o craque quando a madame está diante do assaltante na sinaleira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o futebol, tantas vezes injusto, resolve reparar seu erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta e três passados do segundo tempo. Inter e Flamengo engalfinhavam-se no Beira-Rio por uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Andrezinho entrara em campo como uma tentativa desesperadora de reverter a tragédia iminente. Falta. A bola está parada à frente da área carioca como um prédio encontra-se em chamas e ocupado: há uma clara necessidade no ar da ocorrência de algum acontecimento salvador. Andrezinho, o cumpridor, o sério jogador de grupo pressente um instante de craqueza própria, pessoal e intransferível, como diria o mestre Nelson Rodrigues. E o que faz? Pede para bater. D'Alessandro, um iluminado não só na hora de jogar mas também na de reconhecer os melindres da psicologia humana, mentaliza o gol de Andrezinho e, sublimemente, abdica da cobrança. É uma santa omissão, a do castelhano. E então Andrezinho prepara-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andrezinho mais que chuta – impulsiona a bola. Ela sai rápida, decidida, não exatamente com precisão milimétrica se alguém exige não menos que o ângulo da goleira. Ora, não é preciso tanto. A bola passa da barreira e cai. E cai. E cai. Bruno dá um passo em falso – inútil. A bola agita o fundo da rede como se fizesse um estrondo numa onda do mar, entra com força no gol, exigindo a classificação. É gol. O jogo acaba. O Gigante urra como se descobrisse o Santo Graal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dez, ele acerta oito, diz Fernando Carvalho. Nosso personagem está radiante. É a vitória improvável da força de vontade ante o puro talento – o imprescindível D'Alessandro o carrega nos braços, o Beira-Rio grita o nome do jogador esforçado, e este jogador esforçado, nesta noite singular, é o craque vital, é a base da vitória, é a primeira e mais alta foto da capa do jornal. Andrezinho marca o gol e protagoniza, por uma noite, o triunfo moral do jogador mediano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ótimo jogador de grupo, merecidamente, está alçado à categoria de estrela maior. O futebol se corrige e recompensa o metodismo, que a essas alturas transparece algo de mais poético do que o maior dos lances de um gênio em qualquer Maracanã lotado. Pronto. Na obscura substituição do Gre-Nal, Andrezinho não se dera por vencido. Nunca, depois disso, um coadjuvante tornara-se tão protagonista. O Inter vai à semifinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E está feita a justiça de Andrezinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7752841016984908564?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7752841016984908564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7752841016984908564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7752841016984908564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7752841016984908564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/justica-de-andrezinho.html' title='A JUSTIÇA DE ANDREZINHO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5760476768063594886</id><published>2009-05-25T10:21:00.000-03:00</published><updated>2009-05-25T10:22:24.194-03:00</updated><title type='text'>A IMPRENSA É VERMELHA.</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não escolhi ser jornalista. Apenas me tornei um. Eu tinha 16 anos e estava procurando uma maneira de juntar dinheiro para passar o Carnaval com os amigos em algum lugar entre Tramandaí e Laguna. Minha mãe, prestativa como sempre, foi quem apareceu com a solução mais imediata: uma amiga havia dito que o Jornal Ibiá, principal jornal de Montenegro, onde eu vivia, precisava de alguém para produzir um caderno para jovens, uma espécie de Kzuka à montenegrina, em troca de meio salário-mínimo – exatos R$ 56 por mês, na época. Pois bem: eu era jovem, conhecia bastante gente, tinha facilidade para escrever e não estava disposto a dispensar R$ 56 por mês. Lá fui eu, portanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que se diga: o ano era 1996 e o Grêmio, justamente o Grêmio, rumava para mais uma final de campeonato, desta vez do Brasileirão. Poucos meses antes, Paulo Nunes e Jardel haviam erguido o troféu da Copa Libertadores e transformado a cidade numa verdadeira Babilônia tricolor. Agora, tão pouco tempo depois, o Grêmio voltava a ser o único assunto possível em qualquer roda de chope em Montenegro – que, como todas as cidades do interior nascidas da imigração alemã, são majoritariamente gremistas. Eu, aliás, era um colorado quase heróico. Lá, uma parte das carreatas e buzinaços azuis passava não só pela Ramiro Barcelos, principal rua da cidade, mas também na frente da minha casa. Por pura crueldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas entrei no estágio, tomei gosto pela coisa e em pouco tempo eu já estava habituado a caminhar pela cidade em busca de assuntos para o Jornal Ibiá. Tratava de tudo, absolutamente tudo que pudesse interessar a um adolescente como eu – e é óbvio que o futebol entrava na pauta com alguma regularidade. Foi o que aconteceu no final daquele ano, quando o Grêmio decidiu o Campeonato Brasileiro contra o bom time da Portuguesa e eu, disposto a dar a inevitável cobertura ao tema, acabei me metendo no meio da concentração tricolor, no dia da grande finalíssima, em pleno Hiper Lanches – a saber: mais tradicional lancheria de Montenegro, onde todos se reuniam para assistir aos jogos na frente de uma velha e engordurada TV de 42 polegadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me no meio de alguns amigos, devidamente munido de uma máquina fotográfica e um bloquinho de anotações. O jogo começou, nem bem as garrafas de cerveja haviam se esvaziado e Paulo Nunes emendou o primeiro gol, abrindo as portas da Babilônia tricolor. Pessoas se atiravam por cima das mesas e rolavam no chão, copos se despedaçavam, pedaços de xisbúrguer atravessavam o ar e eu lá, fotografando tudo. Felizmente, o Grêmio precisava fazer dois para conquistar o título e, durante um bom tempo, eu pude me consolar imaginando como seria engraçado ver aquelas fotos depois, caso o placar se encerrasse em apenas 1 x 0. Mas o fato é que estávamos nos anos 90. No final daquela partida, Ailton pegaria um rebote improvável na entrada da área, fuzilaria as redes de Clemer e gravaria o nome do Grêmio na taça daquele ano. E eu, é claro, passaria o resto da noite fotografando uma festa absolutamente insuportável para o meu já sofrido coração colorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando em casa – sim, eu trabalhava em casa –, tratei de deixar as paixões de lado e fazer um texto absolutamente isento. Disposto a me abster de todo e qualquer ressentimento colorado, eu fui além do equilíbrio: imaginei-me na pele de um torcedor gremista. E desatei, assim, a escrever a crônica mais tricolor jamais vista na imprensa montenegrina. Meus títulos eram líricos e azulados, minhas legendas vinham eivadas de orgulho e afetação por mais uma conquista da imortalidade tricolor. Não é preciso dizer que cheguei ao final do texto absolutamente arrasado. Pior do que suportar o buzinaço gremista era ter de elogiá-lo, exaltá-lo e enaltecê-lo. E foi justamente isso que eu fiz no fatídico domingo em que o Grêmio se consagrou bicampeão brasileiro, em 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, por uma dessas coisas que só o jornalismo diário explica, todo o épico material que eu produzi jamais foi publicado. Na última hora, meu editor achou que o jornal já estava dedicando espaço demais à festa gremista e não era necessário repeti-la na página que eu produzia. Assim, pegou algumas fotos minhas, alterou as legendas e fechou a edição sem a minha verborragia pseudogeraldina, numa decisão que foi fundamental para a minha auto-estima alvirrubra. Depois disso, nunca mais me aventurei a trabalhar com jornalismo esportivo. Especializei-me na editoria de economia e só voltei tratar de futebol aqui mesmo, no Final Sports – um espaço opinativo, no qual posso desfilar todo o meu coloradismo sem medo e sem compromisso com uma pretensa isenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fato é que tenho aquele material guardado até hoje. Lembro dele todas as vezes que abro os jornais da capital e me deparo com as manchetes a respeito da campanha gremista na Libertadores e, mais ainda, no Brasileirão. Lembro do que escrevi e de como me travesti em um autêntico gremista todas as vezes que vejo as análises sobre a genialidade de figuras como Wagner Mancini, Celso Roth e Paulo Autuori. E então eu penso, conformado: esses jornalistas aí só podem colorados. Sim, são todos uns colorados incorrigíveis, como eu. Sorria, amigo: a imprensa é vermelha, absurdamente vermelha! Tudo isso que eu e você lemos por aí é apenas resultado de um abissal esforço para disfarçar esse coloradismo iminente. Nada mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5760476768063594886?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5760476768063594886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5760476768063594886&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5760476768063594886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5760476768063594886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/imprensa-e-vermelha.html' title='A IMPRENSA É VERMELHA.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-5778672303764150544</id><published>2009-05-21T19:08:00.001-03:00</published><updated>2009-05-21T19:11:04.199-03:00</updated><title type='text'>TERREMOTO.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia foi tenso. Corrido. Buscar o filho na escola. Três anos. Deixar com a vó. Cortar caminho pela Farrapos. Buzinaço no Gasômetro. Cortar pra dentro do Menino Deus. Deixar o carro. Tomar umas latas de ceva em casa. É mais barato. Calmamente sair de casa, finalmente, lá pelas oito e meia da noite. Tomar uma saideira do outro lado do Beira. Entrar, já devidamente bêbado, no estádio quinze minutos depois das nove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me coloco por ali, perto da entrada do Bar 4. Mesmo que ali não tenho mais bebida, só Pepsi, o que me faz pensar, ingenuamente, como toma refrigerante essa gente. Obviamente não me passou despercebido que a revista na entrada de grandes jogos é feita com uma leve apalpada nos quadris. Nada que impedisse qualquer um, inclusive eu, a carregar um trago nos tênis, na meia, no carapinha do urso do cabelo duro. Essa lei é tão seca quanto os gols dos adversários no Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time em campo. Uma neblina de sinalizadores me impede de ver qualquer pessoa num raio de mais de dez metros. Todos tiram fotos. Posam para suas próprias máquinas. Me entedio. Não tenho rádio. Não tiro fotos. Não tenho o que fazer com as mãos a não ser cruzá-las ou enfiá-las nos bolsos. Fernandão discursa? Não escuto. A bateria da 12 não deixa pedra sobre pedra. Parecemos estar em um navio à deriva em um canal largo, profundo e enevoado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escalação eu já sei. Rosinei "luvinha de lã" no lugar do Magrão. Danilo no de Bolívar. Me lembro dos flamenguistas querendo se arriar em cima de nós pelo título de 1987 da Copa União. Aquele campeonato do famoso álbum e do patrocínio da Coca-Cola. Depois nos negamos a jogar as "finais" contra Sport e Guarani e nos condenaram a um mês de suspensão. "Bons" tempos da administração otomana. O comentarista na rádio de alguém (Eu ainda escuto rádio dos outros? Estou ouvindo vozes?) fala em mais um teste para o Inter provar se é bom mesmo ou não. O Inter fez tanto teste que daqui a pouco tá fazendo teste pro vestibular de inverno também. Na final de 1987, eu estava fazendo o Provão da Ufgrs. O nosso time não era ruim. Só que o Flamengo era uma máquina. Sofreram para fazer um a zero no Maraca. Ênio Andrade é o pai deles todos. Danilo na lateral? Bom seria transportar no tempo o Winck daqueles tempos. Não se fazem mais laterais direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo começa e depois de algum tempo outro torcedor por perto comenta: O Flamengo é o melhor time de gauchão que enfrentamos este ano. E é mesmo. Bom toque de bola. Saí jogando. Um jogador colado com cada um dos craques colorados. D'Alessandro daqui a pouco leva o cara pro vestiário junto com ele e pede em casamento. Nada que altere a tensão presa no ar, tal qual uma neblina invisível tapando minha visão. Juan dá uma de Papai Noel e Nilmar agradece e corre. Taison passou riscando pelo meio. Eu não vi. Muita gente não viu. Só a bola na rede. Não quero nem saber de placar eletrônico. A rede é o que me interessa. Os detalhes eu assisto em casa. Gol do Inter. A tensão aumenta junto com a responsabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de encarar uma triste cerveja sem álcool do inferno, penso em pedir do refri dos outros. Mas não. O transe hipnótico do álcool já passou. Sobrou a adrenalina. As pernas enrijecendo paralisadas. O pescoço em movimento seguindo a bola tal qual um gato à espreita. Tal qual um Guiñazu observando a presa à distância. Guiñazu é tão rápido e certeiro em seu bote para cima dos flamenguistas que merecia um documentário no Discovery Channel ou no Animal Planet. Merecia uma série no Globo Repórter. Sérgio Chapelin narrando: Você vai ver, hoje, como Guiñazu dá o bote nos adversários. Nossos repórteres conseguiram captar o exato instante em que El Cholo assume a forma de um puma em perseguição a uma gazela e rouba a bola do inimigo. Veja as imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem Guiñazu impede que uma bela jogada rubro-negra, tramada pela direita, resulte no fatídico gol de empate deles. O gol da classificação. Do gol fora de casa. Do bendito e maldito gol fora de casa. Quando o silêncio poderia sepultar os sonhos vermelhos, eis que a massa se revolta e canta. O time cresce. As vozes se multiplicam. Por que Tite mandou entrar o esforçado Glaydson em vez do Andrezinho? Os murmúrios se multiplicam. Certa altura chega a escutar um ressonar coletivo de sussurros. Andrezinho. Andrezinho. Ele entra. Agora coloca ele, porra? Grita um. O time ataca desordenado. Só na vontade. O Flamengo é o melhor time gaúcho do Rio de Janeiro. O Flamengo é o melhor time gaúcho do mundo naquele instante. Tudo se encaminha para o despenhadeiro com Guiñazu, pumas, gazelas, sonhos, Taison. É o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o fim só se aproxima para aqueles que aceitam. O Inter não aceita. A torcida colorada não aceita. Guiñazu não aceita. Falta perto da área em Glaydon, aquele que não deveria entrar para entra Andrezinho. D'Alessandro se coloca próximo da bola. Bruno ajeita a barreira prevendo o chute do portenho. Andrezinho fala, só saberemos disso depois do jogo: Essa é minha. Vou fazer o gol. Só D'Alessandro sabe. Só D'Alessandro guarda o segredo momentâneo. Só ele pode prever o gol. Andrezinho cobra. Silêncio que dura décimos de segundo. Uma parte da torcida grita gol gol gol compassado. Mas não significa muito. São os que sempre gritam gol gol gol até em lateral. Bruno vai certeiro em direção ao canto esquerdo da meta. Andrezinho ainda está cobrando. Ele está cobrando até agora. Amanhã ainda estará. Não é um gol. É um momento histórico. Tchááá! Faz a bola no fundo da rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sismógrafos chineses e norte-americanos registraram um pequeno tremor de terra em uma península na beira de um grande lago na altura do paralelo 30 na América do Sul por volta das três horas de Greenwich. Não existem previsões de Tsunami. Mas são grandes as possibilidades da ocorrência de uma maré vermelha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-5778672303764150544?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/5778672303764150544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=5778672303764150544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5778672303764150544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/5778672303764150544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/terremoto.html' title='TERREMOTO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4441230209436907138</id><published>2009-05-20T15:11:00.002-03:00</published><updated>2009-05-20T15:14:04.898-03:00</updated><title type='text'>HÁ UM ÍDOLO NO BEIRA-RIO.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figueroa, Falcão, Tinga, Valdomiro, Mahicon Librelato, Claudiomiro. Fernandão. Nomes como estes, por si só, estampam na cara de qualquer colorado um sorriso. Por lembrarem fatos marcantes, atuações memoráveis, títulos sagrados. E desde o último, Fernandão, o Inter procurava um destes. Alguém que empreste sua figura à entitade Internacional e, num fenônemo só visto no futebol, torne-se figura única e representativa da camisa que veste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com Fernandão podia-se (ou pode-se) ver isso. Impossível pensar no camisa 9 e não projetar um fardamento vermelho em seu corpo, 10 homens trabalhando para a sua glória e uma taça em suas mãos. Jogue ele onde quiser, passe o tempo que passar, Fernandão e Inter formam um só símbolo, eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, neste domingo, o nenhum texto conseguirá trasncrever. Só quem levantou-se do concreto, vibrou e gritou sabe o que aconteceu: Guiñazu foi eternizado como personagem atemporal da história colorada. À metade do segundo tempo, quando chamado por Tite, provavelmente o argentino não pôde ouvir qualquer instrução de seu comandante. O único som possível naquele instante inacabável eram urros descompassados, mas com uma única finalidade: reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é essa a palavra que (insuficientemente) explica o que ocorre entra a massa vermelha que habita o Beira-Rio e aquele argentino de cavanhaque: reverência. Há jogadores que possuem melhor habilidade, há quem faça mais gols, há até quem seja mais imprescindível na equipe que o camisa 5. Mas ninguém – NINGUÉM – possui algo perto do que Pablo Horacio Guiñazu tem em relação ao Inter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito, para mim, é o que aproxima tanto o volante da torcida. Guina mostra respeito pelo Inter. Se há alguma chance de que algo beneficie o Inter, Guiñazu o fará. Vontade, raça, entrega são fraquíssimas expressões perto dos carrinhos, das divididas, das investidas à frente, dos passes, da excelência com que o jogador atua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Guiñazu entra em campo, é impossível não perceber que futebol é mais que um esporte, mais que uma profissão, mais que diversão. Para o argentino, a bola correndo à linha de fundo é uma criança que caminha em direção ao trilho do trem; o jogador adversário (obviamente já marcado pelo zagueiro encarregado da função) é o inimigo de guerra em direção ao QG. O gol é a mulher amada. O gramado é a pátria. Os pés são o coração: a torcida é só uma pessoa. Para Guiñazu, a mais importante do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao menos naqueles 90 minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4441230209436907138?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4441230209436907138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4441230209436907138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4441230209436907138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4441230209436907138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/ha-um-idolo-no-beira-rio.html' title='HÁ UM ÍDOLO NO BEIRA-RIO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-1007034799743387948</id><published>2009-05-19T10:34:00.002-03:00</published><updated>2009-05-19T10:38:04.446-03:00</updated><title type='text'>TAISON PRECISA SORRIR.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último domingo à noite, Magrão esteve em um programa de debates na TVCOM. Conversa vai, conversa vem, um dos apresentadores resolve imprimir à até ali agradável charla futebolística um calculado tom de questionamento social. Sabedor da infância difícil do nosso volante, o jornalista tasca uma pergunta protocolar e esperada: como sentia-se o realizado Magrão jogador, depois de tantas dificuldades ultrapassadas na vida? A resposta, coloquial, foi de uma simplicidade desconcertante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cara, sinceramente: eu tô no lucro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É empolgante notar, no homem de origem modesta, a simplicidade de pensamento que, desobrigando o sujeito de muitos deveres, faz da pessoa um ser mais feliz e muito dificilmente é alcançada pelo cidadão nascido com tudo a sua disposição. Quando estamos acostumados a não ter o que perder podemos nada e, ao mesmo tempo, tudo. O contrário traz o risco, a incerteza e, a galope, um medo terrível, de assar as entranhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi este medo – o de perder o que já tem – que fez Taison protagonizar uma atuação sofrível na última semana, no Maracanã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nossa jovem revelação – provavelmente o melhor jogador do primeiro semestre no Brasil – pisou o gramado do maior estádio do mundo, sua cabeça juvenil balançou. Após mais de vinte gols, arrancadas rotundas, dribles desconcertantes e elogios a não mais poder, ali estava a novidade colorada, no palco esportivo maior da nação, pronta para demonstrar aos olhos do país o que se falava dele e muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquele momento, naquela circunstância, os quatro meses de excelente futebol eram um fardo pesado demais para ser carregado. Como prova-se um gol? Com outro gol. Como convencemos de um drible? Com outro drible. Repetir-se: eis a pior das missões para quem é bom no que faz. Taison sabe disso, e tamanha responsabilidade de ser ele mesmo engessou seu jogo normalmente espontâneo e imprevisível. Suas pernas pareciam travadas. Sua cintura, pesada. No Maracanã, no afã de provar, Taison não foi Taison. Faltou-lhe desincumbir-se disso: da carga de ser quem ele de fato é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso passou. E com o feeling da experiência a tiracolo, Tite foi de uma precisão cirúrgica no auxílio ao jovem rebento. Não aconselhou a Taison somente que voltasse para marcar, que corresse mais, soltasse a bola ou procurasse o jogo. Não. Pediu-lhe somente que sorrisse. Sorrir, ora bolas. O ser humano precisa da leveza, da irresponsabilidade, dessa ligação pueril com o dever para assim se esquecer dele e então encará-lo de frente, manhã após manhã, dia após dia sem sentir-se intimidado por sua inevitável dureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Taison, para alcançar essa consciência, precisa sorrir. E a partir de agora, ele sorrirá. E será feliz, e marcará gols e dará arrancadas e driblará adversários com a agilidade felina dos tempos em que jogava por jogar, e o fazia muito bem. Taison precisa sorrir. Porque como Magrão mesmo disse, nada melhor para encarar a vida do que se ver sempre no lucro. E no dia em que Taison se der conta disso, ele, o menino pobre de Pelotas que sabe mais sobre o barro da vida do que a maioria de nós, aí então ele terá para sempre aprendido a melhor lição de todas: para enfrentar a responsabilidade, é necessário primeiro mandá-la às favas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso e tantas coisas mais, Taison precisa sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-1007034799743387948?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/1007034799743387948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=1007034799743387948&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1007034799743387948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1007034799743387948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/taison-precisa-sorrir.html' title='TAISON PRECISA SORRIR.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7535659183112786055</id><published>2009-05-18T19:53:00.001-03:00</published><updated>2009-05-18T19:56:06.748-03:00</updated><title type='text'>CINQUENTA MIL!</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quarta-feira e o relógio marca nove da noite. Você bem que tentou apressar o pai e o vizinho, mas aquele primo que viria de São Sebastião do Caí se atrasou e aí está você, agora, trancado em uma procissão quilométrica de motores e buzinas na Borges de Medeiros. O trânsito não anda. Os carros avançam lentamente, um depois do outro, num arranca-e-para que é a um só tempo monótono e enervante. Pela calçada, hordas inteiras de colorados caminham confiantes com bandeiras, toucas e latões de Skol comprados a dois por cinco reais. Caminham praticamente na mesma velocidade que você, mas um pouco mais leves, até porque estão isentos dessa preocupação mesquinha de encontrar um estacionamento, um maldito lugar de descanso para esse bólido de metal, borracha e gasolina no qual você se mantém preso – algo que, por alguma razão desconhecida, a humanidade vê como conveniente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a romaria de aço avança sobre o asfalto. Lentamente, você e seu bólido vencem a curva do viaduto da José de Alencar e se alinham em direção a ele, o Gigante da Beira Rio. Quase não dá para vê-lo por cima dos ônibus e da fumaça dos churrasquinhos. Mas dá para senti-lo. Sim, lá está ele, com suas luzes que se projetam no céu e rebatem nas nuvens mais baixas, fazendo clarear um pedaço da noite. Lá está ele, com seu cheiro do asfalto úmido, o concreto cinza preso ao chão com uma solidez assustadora. Visto de longe, o Beira Rio é algo parecido com um imenso vulcão de luz. Apenas os quero-queros e os sacos plásticos ousam revoar por cima de sua boca fumegante, como que alheios à erupção iminente que está prestes a iluminar o resto desta noite – e a memória de cada um que ruma para seu seio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro segue e, aos poucos, começam a surgir os flanelinhas, muitos flanelinhas, todos eles se jogando na frente de cada veículo com o ardor de um náufrago na vitrine do Montana Grill. É pro jogo? Estacionar? Você tenta ignorar, mas o seu estômago já está encolhido de nervosismo e clama por uma solução rápida. Sim, estacionar, meu amigo. Quanto? O primo de São Sebastião do Caí protesta que não vale a pena pagar R$ 20 para deixar o carro em cima do meio-fio. Mas você já não se importa mais com o carro, nem com o dinheiro e muito menos com o primo. Larga o bólido no pátio de uma borracharia, solta o freio-de-mão para o flanelinha manobrar, tira R$ 20 do bolso e segue seu rumo livre, finalmente livre em direção ao vulcão de luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhar nas ruas a essa altura é um suplício. Todos andam a passadas largas, apressados para tomar lugar dentro do Gigante. Você acompanha a manada. Deixa-se levar pela multidão como se fosse um galho seco boiando nas correntezas de um rio escuro e tempestuoso. Olha para trás – o pai, o primo e o vizinho estão logo ali, tentando acompanhá-lo – e já começa a procurar o portão mais próximo. Qualquer um. Seu pai grita: vamos de social? Você responde: não dá mais, vamos na inferior. E assim você se mete na imensa melancia humana que tenta passar pelo buraco de fechadura do portão 6. A fila simplesmente não existe mais. As pessoas se empurram para frente e para trás e você mantém as mãos presas ao próprio peito, sentindo na nuca a respiração ansiosa do seu próprio pai – será que o velho está bem? As pessoas se ofendem, pedem para que a revista da BM ocorra com mais rapidez e você chega a se perguntar se realmente foi uma boa ter vindo hoje. E se o Flamengo ganhar? E se empatarmos? E se formos para os pênaltis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, você se aproxima do portão. Ergue os braços esperando pela revista da brigada – algo parecido com dois tapinhas na cintura, nada mais – e pronto, você corre para a catraca mais próxima. Antes de passar, porém, você olha para trás e descobre, surpreso, que o seu pai ficou lá atrás, discutindo com os policiais por um motivo incompreensível. Você volta e berra: mas o que te deu na cabeça de trazer um guarda-chuva pro estádio? Seu pai, constrangido, joga o guarda-chuvas num canto e é liberado. E o diabo é que você não precisava ter sido grosseiro com ele... Você e ele se aproximam da catraca, silenciosos. Ele passa primeiro, você depois. Pronto: vocês entraram. Missão cumprida. E assim, num átimo de cumplicidade, você e ele se abraçam, pedindo-se desculpas mutuamente, mas sem dizer nada. A sensação de alívio é indescritível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparecem o vizinho e o primo, este berrando DÁ-LHE INTER. O barulho no corredor é ensurdecedor. Você caminha rápido e já consegue divisar as superiores do Gigante totalmente lotadas. Cinquenta mil! – é o que grita o seu pai, assombrado. Tem cinquenta mil pessoas aqui dentro! – ele repete. Você olha e concorda. Sente um arrepio, um frêmito que percorre sua espinha e o faz disparar em direção à boca do vulcão. São cinquenta mil apaixonados. Cinquenta mil doentes. Cinquenta mil ensandecidos. E você, movido a adrenalina, dá os seus últimos passos para se tornar um entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas mais um entre eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7535659183112786055?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7535659183112786055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7535659183112786055&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7535659183112786055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7535659183112786055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/cinquenta-mil.html' title='CINQUENTA MIL!'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-6424068124685027638</id><published>2009-05-17T09:58:00.000-03:00</published><updated>2009-05-17T10:00:09.381-03:00</updated><title type='text'>"GENINTER"</title><content type='html'>Por Raphael Castro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrevinhador neste digníssimo espaço, costumo me mortificar com a escolha do assunto a ser abordado. Não raro, o tema da coluna me consome quase até o limite da entrega do texto, quando então junto “a agonia com a vontade de escrever” e dá no que dá. Só que, como diriam aqueles outros, “meus problemas acabaram”. Explico: a cobertura esportiva sobre o Inter tem oferecido material aos borbotões para quem se dá ao fastio da leitura crítica; nosso amado Colorado, caros(as) leitores(as), de acordo com a crônica, foi desmascarado feito um gigolô europeu, um vendedor de carro usado, um “sambarilóve” da bola. O Inter, hoje, é a Geni do futebol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fraudes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer então que bastou pegarmos jogadores bípedes pela frente para vir a ressaca daquelas goleadas narcóticas, é isso? Ora, compreende-se a bronca: o time vinha jogando redondo, sendo incensado messianicamente do Pólo Norte à Terra do Fogo (digamos que o fato de aquele gol do Nilmar passar até em Plutão não exatamente “ajudou”); não me admira, portanto, que os flamenguistas viessem para cima de nós com os olhos borrados de sangue - o que, de resto, estava mais na cara que nariz no focinho. De fato, me intriga muito essa coisa de trombetear o óbvio (o óbvio, como sabido, é um irremediável egocêntrico): seria totalmente natural (1) que o time não desse espetáculo sempre; (2) que o ritmo eventualmente desse uma caída; e (3) que clube grande é diferente; então, ficarem agora as cassandras da mídia destilando que “eu sabia, eu sabia, eu avisei...” é de uma futilidade entediante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houston, we have a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que tem boa parte da torcida que cai nessa esparrela primária – como, aliás, caiu porque quis também na época das mencionadas sarandas alucinógenas de até pouco tempo atrás. Sei. Aí o Taison faz o da vitória na quarta, num lance de gênio. Alto lá: não estou dizendo que o cara É gênio, que fique bem claro. Só estou dizendo para terem um mínimo de bom senso diante do raciocínio proxeneta das manchetes dos jornais (todos os jornais, bem-entendido). “Hoje, é lindo, amanhã provavelmente não vai servir mais”. Pois é. Há que se ter um pouco de inteligência. Mesmo para acompanhar futebol, né...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opinião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pitaco? Não, não tá tão mal. Antes que os mais apressadinhos me tachem de jatobá ou Tonho da Lua, peço-lhes gentilmente que vejam onde estamos até agora: campeão gaúcho invicto (hahãm, sem finalíssima); quatro pontos nos últimos seis disputados (opa, tudo fora de casa); sem tomar gol desde mil‑novecentos-e-vovô-era-piá (inclusive contra dois times do primeiro escalão do futebol nacional); disputando jogo de quartas-de-final da Copa Gata Borralheira em casa, sem tomar gol fora; pode perder? Pode. Pode ser eliminado na quarta? Pode. O mínimo que eu espero do Adenor é tirar raça do time e achar uma solução para eles jogarem melhor do que jogaram nas últimas duas partidas. Ponto. Simplinho assim. Mas mal, mal, não tá. Quanto àqueles que dizem que a bola do Inter minguou contra os grandes, que secou a fonte, que acabou a festa, que queimou a cueca, que e sei lá mais o quê, respondo que vesgamente miraram no certo para acertar no errado: jogou menos não porque joga (no presente mesmo) pouco; mas porque, nos dois últimos jogos, jogou pro gasto. E não, não perdeu. Pra pensar...(como diria o meu musical, festeiro, pé-de-valsa e conhecedor avô, o time “tá que nem gaiteiro canhoto: meio diferente, mas ainda anima o baile...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tópicas: Palmeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim, já que ainda não jogamos com ninguém, vamos ter pela frente mais um melhor adversário de todos os tempos da última semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, caros leitores, por enquanto é só isso – e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui (e não a pé).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-6424068124685027638?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/6424068124685027638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=6424068124685027638&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6424068124685027638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/6424068124685027638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/geninter.html' title='&quot;GENINTER&quot;'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-1166151705592400387</id><published>2009-05-14T17:26:00.001-03:00</published><updated>2009-05-14T17:28:45.283-03:00</updated><title type='text'>MATAR OU MORRER.</title><content type='html'>Por Marcelo Benvenutti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano passado. 2008. Quartas-de-final da Copa do Brasil. A torcida colorada irada vaia o time no final depois de vencermos o Sport Recife por 1x0 no Beira-Rio. Eu, puto da cara, me irrito e me seguro pra não discutir com alguns imbecis que insistiam em criticar tudo no time. A apresentação obviamente não tinha sido das melhores. Mas era uma vitória. Na volta poderíamos garantir a vaga na semfinal. Não era nenhum fim de mundo. Depois, foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem. Flamengo no Maracanã. Depois do jogo, um jogador rubro-negro responde a uma pergunta com raiva. O ódio da partida ainda quente dorria em seus olhos: "Falaram que eles viriam aqui e tocar um chocolate no Flamengo." Falaram. Quem falaram? Bom, não interessa. A mídia é assim mesmo. Cria e destrói mitos do telejornal Hoje até o Jornal da Globo. Depois de uma semana de La Boba no Globo Esporte, Nilmar recebendo placa. D'Alessandro é Rivelino, Nilmar é Messi, e por aí, nada mais restava ao Inter que não fosse decepcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia escrevi aqui. O Inter criou seu próprio parâmetro. Isso é bom. É ótimo. Mas também pode ser um desastre. Pode parecer aquele sujeito que toma Viagra para triturar a namorada nova em 8 horas seguidas de sexo e um dia, sabe-se lá por que, peças que a viad nos prega, se apaixona e resolve mostrar seu verdadeiro "eu". Dá uma bimbada meia bomba de cinco minutos, goza e vira pro lado roncando e chamando a mamãe nos sonhos. Obviamente a amada do sujeito vai odiar. Ninguém mandou criar um limite acima da média, Don Juan de pílula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim aconteceu com a equipe colorada. Partidas perfeitas em sequência. Contra um bando de times medíocres, dirão. Sim. Mas, mesmo assim, perfeitas. A fama foi se alastrando. Fama de futebol é como qualquer outra fama. Fama de bom de cama. Fama de mau pagador. Fama de matador em filme de faroeste. Depois que fez a fama, meu velho, tem que encarar, dar de frente. O velho Clint Eastwood tentando fugir do passado em um faroeste qualquer. Sempre um novo pistoleiro, invejoso, cruel, sanguinário, à espreita na próxima cidade. Louco para matar o famoso Clint, um homem sem piedade. Aquele que mata tudo que anda e rasteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim será a vida do Inter enquanto a fama, a invencibilidade e a inveja alheia perdurarem. Enquanto este time for considerado de primeira linha, não por  companheirismo ou clubismo, mas por méritos. Serão adversários com baba escorrendo da boca vociferando que "ninguém vai nos meter um chocolate" e entrando de sola em todas. Vai ser D'Alessandro tendo que descobrir que para "dejálo jugar fútbol" ele tem que sair das faltas, procurar o parceiro, mesmo que seja o Taison pedindo mamãe como o cara do sonho dois parágrafos acima. Vai ser Nilmar tendo que correr mais que sempre, se é possível alguém ser tão rápido fora das pistas de atletsimo. Vai ser Magrão, ou quem quer que entre no lugar dele, se dar conta que vai ter que correr mais que neguinho desesperado atrás do busão, atrasado, em dia de pagamento de salário. Enfim, todos terão que ser Guiñazu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torcida, esse emaranhado de individualidades desconexas, aprenderá, aqueles que ainda não aprenderam vão ter que fazer cursinho com os mais velhos, que um grande time enfrenta jogos mais difíceis que os outros. Contra os grandes, todos querem ser perfeitos. Ou o sujeito dá tudo pra faturar tanto a gordinha feia do 302 tanto quanto a gostosa do trabalho, ou vai ficar de cinco em um na mão assistindo SexyTime no Multishow. Só não me tomem Viagra que do jeito que o Tite prepara suas estratégias, vão morrer de ataque cardíaco antes de gozarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Internacional hoje é o time mais solitário do Brasil. Solitário em sua força. Todos o enfrentarão como o Flamngo ontem. Portanto, não adianta se esconder e esperar a hora certa. Amorcegar jogos como Bocas Juniors da vida, Tite. O momento é de só um pensamento. Não existe meio-termo, Gary Cooper de Caxias. É matar ou morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps.: Quem não conhece esse clássico do faroeste, Matar ou Morrer, é bom conhecer. High Noon é o nome original deste filme de 1952.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-1166151705592400387?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/1166151705592400387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=1166151705592400387&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1166151705592400387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/1166151705592400387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/matar-ou-morrer.html' title='MATAR OU MORRER.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-7830949610912656984</id><published>2009-05-13T09:21:00.001-03:00</published><updated>2009-05-13T09:23:56.092-03:00</updated><title type='text'>GANHAR JOGANDO MAL.</title><content type='html'>Por Gustavo Foster&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falarei (muito) sobre o gol do Nilmar. Tudo que havia para ser dito jamais o será: o que melhor retrata a obra que foram aqueles 11 segundos é o silêncio. Silêncio de contemplação e felicidade por estar vivo e presente no momento em que aqueles 11 segundos aconteceram. Vamos ao jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soado o apito de fim de jogo (e até mesmo antes, por parte dos apressadinhos), deu-se início um coro de críticas ao time do Inter. Que não havia jogado no seu estilo, que não havia demonstrado o mesmo futebol de antes, que não apresentara em D’Alessandro e Taison nenhuma arma potente e que se sagrou vitorioso graças apenas a um estouro de genialidade por parte do "menino do gol brilhante" (Gallagher, Noel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: alguns podem ver tais fatores como negativos. Demonstrando talvez um otimismo impressionante, talvez um realismo professoral, vejo com bons olhos todos os fatores acima listados. E explico: todas as dificuldades que foram apresentadas pelo Inter no Pacaembu (e, sim, elas existiram) são anormais, exclusivas, esporádicas, bissextas. Em resumo: analisando o ano, do seu início até o jogo contra o Corinthians, veremos que D’Alessandro não jogar bem, Taison não chutar a gol, o Inter não conseguir ter a posse da bola e sofrer com investidas recorrentes, não conseguindo manter o jogo no campo adversário, são fatos que podem ser configurados como exceção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra análise importante a ser feita: jogamos contra um dos 5 melhores times do campeonato. Tire-se Cruzeiro, Palmeiras, Grêmio, São Paulo e talvez algum outro, não há ninguém que possa atestar ter um time melhor que o de Mano Menezes. Era o titular? Sim. Mas garanto que a CBF não leva isso em conta: ganhamos do Corinthians fora de casa. Em tese (expressão imbecil, que jamais deveria ser utilizada no futebol, pois nunca se transforma em realidade, mas segue...), teremos, no máximo, 10 jogos mais difíceis que este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo meu raciocínio, que vem desde o início do texto: jogar mal é uma exceção para D’Alessandro, Taison e para o Inter em geral. Mesmo assim, em um dia "abaixo do esperado", ganhamos um dos dez jogos mais difíceis que temos pela frente. O importante para ser campeão é isso. Sendo melhor que o adversário, ganhar é fácil. O importante é, mesmo no dia em que nada dá certo, vencer. Os três pontos de um jogo ruim são os mesmos três pontos de uma goleada histórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, concordo que se deve exigir mais dos jogadores. O Inter, já vimos, pode jogar muito mais do que jogou no domingo. E, jogando o que sabe, vai longe. Começamos bem, mas temos que nos lembrar que ganhamos tudo que ganhamos com um futebol bem jogado, no campo do adversário. Não é todo dia que o Nilmar vai resolver decretar estado de calamidade pública na região Sudeste do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-7830949610912656984?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/7830949610912656984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=7830949610912656984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7830949610912656984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/7830949610912656984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/ganhar-jogando-mal.html' title='GANHAR JOGANDO MAL.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-4042025285987679274</id><published>2009-05-12T16:08:00.001-03:00</published><updated>2009-05-12T16:10:43.852-03:00</updated><title type='text'>UM FIM DE SEMANA EM SÃO PAULO.</title><content type='html'>Por Daniel Ricci Araújo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um bom tempo do ano passado tentando agendar uma ida ao Estádio do Pacaembu para ver o Inter jogar. Sempre tive vontade de conhecer e ver um jogo nosso no mais charmoso estádio paulista, com sua bela praça Charles Miller à frente, um bonito largo feito sob medida para o encontro das torcidas, antes e após o jogo. Neste último fim de semana, enfim, tive a oportunidade de assistir à vitória do Inter contra o Corinthians. E não me arrependo do dinheiro gasto, que não foi pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já antes, no sábado, pudemos conhecer o – eu diria – obrigatório Museu do Futebol, situado dentro do próprio Pacaembu. A experiência é fascinante. Ao preço módico de seis reais, o cidadão faz mais do que visitar um ponto turístico, muito mais – na verdade, pagamos para assistir a uma celebração do futebol e de todos os contrastes responsáveis por torná-lo o mais vivo e palpitante traço da unidade nacional brasileira. Sim, o Inter está lá, representado com flâmulas, bandeiras, o histórico gol de Figueroa e um golaço de Fernandão, estes reproduzidos em vídeo. Mas a realidade é que o Museu do Futebol tem o mérito de ser formidavelmente atemporal e, inventemos uma palavra, aclubístico. Saímos de lá com a sensação de que o esporte bretão nosso de cada dia vale a pena tanto quanto o pão diário presente na nossa mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indo embora do museu, seguimos nosso trajeto para ir até o Palestra Itália acompanhar Palmeiras x Coritiba. Acabamos revendo, é claro, Marcão e Cleiton Xavier. Este último, quem diria, ao entrar em campo como a solução do time, no segundo tempo, recebe os aplausos empolgados da torcida palmeirense – assim nos fazendo pensar que, realmente, o sol mais cedo ou mais tarde nasce para todos. Mas antes disso, a difícil compra de ingressos e entrada no estádio faz-nos constatar, orgulhosamente, que o Inter está dez anos à frente de muitos outros times do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assistir a um jogo no Beira-Rio, para o sócio, é uma experiência primeiramente de conforto, já não se pode dizer o mesmo quanto ao palmeirense, mesmo no conhecido e badalado Setor Visa, único local onde consegui entrar sem ter de desafiar uma fila homérica. Apesar das ótimas instalações internas, a demora na compra do ingresso me convenceu: tudo que o sócio colorado tem para si como uma coisa comum é, para o torcedor regular do país, uma grande regalia. O que o palmeirense ali presente, de maior poder aquisitivo, compra ao custo de 55 reais por jogo, o sócio colorado recebe pagando mais ou menos isso, mas por mês. E nessa diferença está tudo e mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao domingo, o Pacaembu então está pronto e aguardando a estreia colorada rumo ao tetracampeonato. Quando da entrada dos times em campo, uma coisa literalmente fica escancarada a olho nu – nosso novo telão é muito, mas muito superior ao do estádio onde estamos visitantes. Os degraus das arquibancadas são altos demais, mas o estádio todo compensa ao oferecer uma boa visão da partida, razoavelmente próxima do campo. O jogo é frouxo e, apesar de ter começado a administrar o resultado cedo demais, a pintura de Nilmar (maravilhosamente retratada ontem pelo Andreas, aqui mesmo) vale a tarde, a noite e o ano inteiro. Um triunfo sob medida, pragmático, apertado: o Campeonato Brasileiro irá separar os homens das crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaba o jogo e a massa escoa pelas ruas. Saímos juntos, ouvindo as conversas e lamentações. Os corintianos mostram recalque e escárnio: esse time do Inter nunca será campeão com essa bolinha, diz um. A sensação que fica é de estar definitivamente instalada uma rivalidade extra entre os dois clubes. Nota-se claramente: os corintianos, claro, não gostaram de perder, e menos ainda de perder para o Inter. No entanto, ninguém clamou por Marcio Rezende ou Kia Joorabchian. Já é um início.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Inter agora ruma ao Maracanã. Lá não estarei presente. Mas o que fica para mim dessa incursão a terras paulistas é que o Inter, inegavelmente, é hoje junto com o São Paulo uma das duas maiores instituições futebolísticas do país. O respeito de todos pelo nosso clube é inegável até quando vai demonstrado pela raiva – nem mesmo os corintianos, derrotados e bravos, conseguiram deixar de falar mal do Inter não só domingo, após o jogo, como também ontem, e, provavelmente, ainda hoje. Não nos esquecem, é impressionante. Que siga assim. E oxalá possamos todos ainda assistir a muitas vitórias coloradas, por aqui ou acolá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o Inter de 2009 nos permite, sem dúvida, sonhar com viagens cada vez mais distantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-4042025285987679274?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/4042025285987679274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=4042025285987679274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4042025285987679274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/4042025285987679274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/um-fim-de-semana-em-sao-paulo.html' title='UM FIM DE SEMANA EM SÃO PAULO.'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3295145217258468010.post-2815995212186919861</id><published>2009-05-11T08:55:00.000-03:00</published><updated>2009-05-11T08:56:35.578-03:00</updated><title type='text'>GOLAZO, CARAJO!</title><content type='html'>Por Andreas Müller&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D’Alessandro não está numa tarde inspirada. Assim mesmo, sem inspiração, é ele quem identifica Nilmar a meia-cancha de distância, lá adiante, correndo solitário em meio ao pequeno exército alvinegro de Mano Menezes. Sem inspiração, quase de mal com a vida, D’Alessandro se converte num quarterback e desfere um daqueles lançamentos secos e retilíneos que, pelo menos até hoje, só costumavam ser vistos nas edições anuais do superbowl americano – mas nunca, jamais numa abertura do Campeonato Brasileiro. A bola corta 50 jardas do gramado do Pacaembu como um projétil, mas cai nos pés de Nilmar mansa e aveludada, quase como se tivesse sido agarrada com as mãos e largada no chão. Pronto: começa ali o espetáculo que tornará todo o resto da primeira rodada do Brasileirão irrelevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nilmar recebe a bola e se projeta contra a defesa corintiana sozinho, desamparado. Aos pés de um jogador comum, a manobra seria de uma estupidez irritante. Mas Nilmar, meus amigos, Nilmar é incomum. E assim ele avança, extraordinário, sobre as linhas de defesa do Corinthians, deixando pelo gramado um rastro de camisetas brancas – de pavor e inveja. Diego, coitado, não consegue nem se aproximar. Depois vem Welligton Saci, que ergue a perna num golpe de força, mas fica pelo caminho como se tivesse chutado o ar. Surgem Boquita e Cristian, mas Nilmar sequer se dá ao trabalho de driblá-los: apenas passa reto, zunindo como um jaguar vermelho atrás de sua presa derradeira. Eis que chega Jean para dar um basta na correria. Joga-se no chão e desfere uma tesourada no tornozelo de Nilmar. Este acusa o golpe, desequilibra-se e quase cai. Mas os heróis sempre se levantam e quem está no chão, agora, não é Nilmar: é o próprio Jean, com a tesoura desfeita e o olhar embasbacado no atacante do Inter, este de pé, inteiro no seu caminho rumo à glória desta tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jucilei se aproxima, mas fica para trás antes mesmo de descobrir por que começou a correr. Diogo intervém em seguida, mas é como se tentasse interromper uma ventania com a ponta das chuteiras – inútil, nada menos do que inútil. Nilmar dá o arranque final em direção ao gol, mas exagera na dose. Parece claro que sairá com bola-e-tudo ou, na melhor das hipóteses, cavará um pênalti em cima de Renato, seu oitavo e último marcador. Mas Renato, pobrezinho, não é mais um jogador de futebol. Na frente de Nilmar, ele é apenas uma camiseta branca largada no chão. Uma camiseta branca vencida com um toque de letra, tão milimétrico que mal aparece nas câmeras da Globo. E antes mesmo que tenha tempo de se desequilibrar, Nilmar chuta a bola para as redes de Felipe e cai no gramado. Quando o Brasil inteiro finalmente percebe o que acabou de ocorrer, Nilmar já está de pé novamente, correndo faceiro e inalcançável em outra direção – a da história do futebol brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D’Alessandro corre e agarra o amigo pela gola da camiseta. Não consegue abraçá-lo, não consegue segurá-lo, não consegue nem sorrir. D’Alessandro está assombrado, perturbado demais com o que acabou de presenciar. Sua alegria é tão grande e irreprimível que já não aparece em sorrisos ou afagos, mas em desaforos. Só o que ele consegue é agarrar a camiseta da Nilmar e berrar, cuspindo-lhe a cara: golazo, carajo! Golazo! O bolinho de jogadores se forma, alguns dão tapinhas e cascudos na cabeça de Nilmar. Mas D’Ale apenas se afasta com o semblante grave, como se pensasse, em pleno Dia das Mães, que grande hijo de puta é esse Nilmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina, assim, o espetáculo do Rolo Compressor. Um espetáculo de apenas 10 segundos, mas que nenhum outro time conseguiu reproduzir em 90 minutos. Um espetáculo que resultou em vitória fora de casa num dia em que o Inter esteve “mal” e D’Alessandro jogou sem inspiração. Uma pequena demonstração, em suma, do que o Inter é capaz de fazer quando joga o que sabe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3295145217258468010-2815995212186919861?l=oestevirtual-intereterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/feeds/2815995212186919861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3295145217258468010&amp;postID=2815995212186919861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2815995212186919861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3295145217258468010/posts/default/2815995212186919861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestevirtual-intereterno.blogspot.com/2009/05/golazo-carajo.html' title='GOLAZO, CARAJO!'/><author><name>Oeste Virtual</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06024726867825545963</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/200
